
Aqui estou eu,e sempre estarei
Uma cruz presa ao túmulo negro
Ou uma cálida rosa negra serei
Sou aquele cujo anjo caiu primeiro
Sem um coração como linha de base
Um completo anônimo na eternidade
E este sempre se tratará de mim
Meu coração afogado no amor sombrio
Clama o dia que nunca tem fim
Morte,eu a seguirei pelo mundo frio
As lágrimas compõem a estrada muda
Que levará ao fim da existência Profunda
Eternamente,sempre enternamente
Esta é a condição para eu estar vivo
Os Jardins mortos se abrem solenemente
Densos aromas me lembram que eu era menino
De afeição e náscimento do século,mas uma vez
Perdi-me da trilha que o céu azul me fez
Então eu deitei,desejei morrer devagar
Sonhando com o norte tão indistindo
Mas as águas da morte não chegam a me banhar
Portanto no seu mar eu me afoguei em destino
Eu daria tudo para poder ter amor e colo
Um peito para uma criança sempre em choro
A vida em uma tempestade do solstício
Cantada nos réquens da corda de Juventus
Um invólucro perfeito me foi oferecido
Tingi meu sangue em um continuo crepúsculo
Meu Jardim é preenchido por flores amargas
Que florescem duras e sem a menor graça
Eu queria um Pouco de Graça no mundo
Uma chuva que permeasse os pecados
Limpando cada canto sujo e obscuro
Permitindo que talvez em meados
De um Advento especial,eu ache quem sou
E finalmente possa ir para onde vou
Me colocarei a dormir eternamente
Nas águas da fonte da juventude
Quando me encontrar finalmente
Nunca mais precisarei desse prelude
Deste corpo que não me é,não me cabe
Poderei voltar para além da eternidade



