~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Garoto Orfão



As noites congeladas e vazias
Ele caminhava com seu ursinho
Inocência em um rosto sério
Tudo que ele quer é carinho
Alguem que o ame como mãe e pai
Enquanto espera,na noite ele vai...

Um pequeno andarilho triste
Imerso em solidão ele jaz
Na noite neva e o deixa sorridente
Mas o conforto se esvai
O frio lhe machuca,não pode brincar

As casas emanam conforto e calor
Anjos de neve são uma distração
Mas para ele não existe amor
Isso muito doi no coração
Ele abraça seu ursinho,sua familha
Por um momento seguro,ele sorria

Em sua imaginação era amor eterno
Para sempre um conforto paternalista
Garoto solitário e incerto
Seu sofrimento lhe cobria a vista
Não enchergava futuro ou consolo
Apenas com o brinquedo de apoio

A falta de calor é mais pulsante
Ninguem lhe deixa se abrigar
As lágrimas se tornam constante
E a fome consome seu olhar
O sono é tão forte e acolhedor
Em sonhos fugir de toda a dor

Dormir seria a morte
Mas valeria a pena viver?
Sua alma se parte
Na neve talvez esmorecer
As portas lhe foram fechadas
Os anjos o abrem as asas

Ninguem lhe oferece atenção
Viram suas costas e partem
Apenas os céus o guiam pela mão
Os flocos brancos ainda caem
Amanhece um rosto amargurado
Por todos ele foi abandonado

Se ao menos mãe tivesse
Ao menos tivesse amor paterno
Por mais um minuto ele estremece
Muito frio é o inferno
E não há onde cair e repousar
Por este motivo se põe a chorar

Um coração fragilizado e carente
O urso repousa no chão branco
Seu dono adormece poente
Os olhos terminam o pranto
Ele dorme,seu urso o vela no fim
Abandonado,um ultimo suspiro enfim...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Santa Demoniaca




Inocente santa negra,sombria
Protegida em seu mais alto gráu
Envenenou os próprios sonhos do dia
Corrompeu-se no mais puro mal
Atrás do sacrificio da virgem,tristezas
Seja merecedora de toda esta incerteza

Não chore,veja seu sorriso confortavel
Mesmo dentro de uma moldura de lágrimas
Senhora das sombras,esconda-se no véu
Enquanto descarrega todas as mágoas
Guarde o recentimento bem no fundo
Toda esperança se decompõe com o mundo

Egoista sucessora de madona na tragédia
Seus pecados lhe devoraram á tempos
Na sua basílica,mortos de toda uma era
Canções sombrias sinfonicas ao vento
Ao menos manteve as promessas que não cumpriu
A linha da vida em um esforço por um motivo vil

Ofereça seu dizimo e compre uma parte
Da conspiração dramática e cruél
Componha sua mascara para o ápice
Tenha coragem e perca tudo,seja fiel
Em uma sombria cartada da rebelião
Palavras imundas vindo de um coração

Sobre as asas de uma santa demoniaca
Compois-se um jogo sem vencedores
As injurias foram todas cometidas
E se perdeu todos os valores
Quem vendeu sua alma pode ir,atenção!
Quem ainda não?

As palavras de Cristo foram esquecidas
E uma era imersa em sombras se abre
Mais e mas lágrimas e dores serão mantidas
As orações são ditas aparte
As gentilezas se decompõe lentamente
E o fim é um fator onisciente

Amor e ódio nascem do mesmo lugar
Os cargos do clero são negociaveis
Esta tormenta um dia vai acabar
As vidas se tornam todas incendiáveis
Com a aniquilação a Salvadora enfim fecha os olhos
Das profundezas percorre um vento abrolho

sejam todos bem vindos na sala da morte
Queime suas cartadas,esperanças ficam aqui
Apenas se salvam quem esta nas terras ao norte

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Além das Planices



Durante uma noite fria
A caminhada da noite
O sangue caia na trilha
Logo atravessava a ponte
Sua pistola estava na cintura
Seria necessário a essa altura

Além das planices,um sonho
Os dias convergem até lá...
Em busca de um rosto risonho
Da pessoa a quem amar
Mas um desvio o faz se perder
Um vasto caminho pra sofrer...

Agora ele luta contra lágrimas
Seu coração esta disparado
Sabendo que pode não encontrar
Seu amado tão aguardado
Então reza para que se encontem um dia
Um tiro rompe a noite solitária

Futuramente lamentará ter morrido
Seu amor chorará sempre inconsolado
O futuro se torna indefinido
Mesmo ferido,esperou o amanhecer nublado
Um jovem de coração puro deseja sua segurança
Em sua homenagem escreveu uma grande melodia

Ainda agonizando,a trilha de lamentação
Cada passo podia ser o último da vida
Mesmo assim continua sua direção
Motivado pela palavra prometida
Após o céu azul e bem mais além
As terras em que se ama alguem

Desistir acabaria com sua dor
Mas não ousaria cair morto
Uma jornada eterna por seu amor
Em seu mundo estava absorto
Estar nos braços daquela pessoa
Em uma passagem onde tudo nevoa

A tormenta acaba numa neblina
Finalmente ambos podem se amar
Mas o destino armou uma cina
Um dia eles terão de se separar
E deixar tudo nas terras além das planices
Em uma despedida onde ninguem jamais sorrisse...

No paraíso seriam livres
E ficariam juntos na eternidade
Dividir momentos a sós
E esquecer toda a imaturidade
Apenas com um beijo garantir ser feliz
E com ele selar um digno fim!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Paixão Sombria





Quando a lua brilhar fulminante
O sangue dos irmãos será limpo
E por mais um pequeno instante
Poderei ver seu rosto pérfido
Como desejo teu, um beijo se acomodou
E tão terno esse beijo foi

Quando os raios prateados
Nos iluminar entre carnificina
Em um mundo sem pecados
Porém a ordem é difusa
Será que eu me apaixonei vampírica?
OU será que é um devaneio que alucina?

Vós pedistes pra que me resguardasse
Mas não tardou a eliminar todos os anjos
No fundo em trevas me encontrastes
E com o passar dos ternos anos
Minhas lágrimas em vão alimentavam luxúria
E crepitava macabra toda minha injúria

Do meu coração nasceu a tempestade
Fantasmas cantam meu amor abandonado
Eu te adorarei por toda eternidade
Mas este destino me deixa mais amargo
Paisagens mortas e deploraveis nas sombras
Dias difusos que me arrastam como uma onda

O crepúsculo ilumina meia face
EU suspiro adentro silêncio
O sangue serve para que apaziguasse
E nasceu em meio ao vento
Que carregou mensagens ternas a tí
E por um momento te trazem aqui

Eu lambo meus lábios vermelhor
Meu coração aperta com saldade
Do prazer nasceu meu amor
E nos abraçamos frente a deidade
Trazendo em meus olhos o brilho da lua

Deixe meus pés guiarem-te no sangue
Em pedaços,eu me sinto culpado
A distância entre nós é grande
O meu coração permanecei intocado
Em um raio de feixe da lua vamos nos encontrar!
Por mais um decadente momento vamos nos amar...

E eu espero-te nas sombras
Minha boca te deseja
E na trilha,minha marcha desanda
Porém continuo minha jornada
Paixão sombria,escura e doente
Em matrimonio juntos veemente

E jamais outro vai beijar
A mim será eternamente fiel
Nunca estará com o anjo para ceifar
Pois em meu dedo ficou o anel
Em uma noite sem lua,distante de todos
Construiremos uma paixão sombria em prelúdios

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Reino de Nuvens


Castelo de nuvens no horizonte
Uma vida no alto azul do céu
Um dia sempre tão obtstante
As estrelas brilham e compõem o véu
Que cobre o meu reino celeste de mistérios
E esconde lentamente no peito meus vazios

Um rosto crepuscular vislumbra tudo
Nos limites divinos se forma meu reino
E traz resignos muito mais profundos
Do que eu pude trazer no peito
O rei do país das nuvens descansa
E nasce então os dias da temperança

Entre desejos e memórias diárias
Os raios lunares não podem me iluminar
A liberdade é opressora e inópia
Eu apenas me vou com o vento,a voar
Nuvens tempestuosas anunciam presságios
A mãe céu nos adverte sobre um deságio

O anoitecer engloba as terras aladas
Os sonhos eternos se projetam na escuridão
Algumas dessas visõe podem ser amargas
Mas de algum modo tocam o coração
O princípe da terra divina chora
Seu amado repousa no além agora

Mas o fluxo do destino nos leva
Como o vento arrastando nuvens
Anjos apaixonados sempre nos espera
Um adequado quadro para vislumbre
A morte é infinitamente breve frente a paixão
Frente as dores o amor é uma benção

Nas terras ao extremo norte eu morro
O choro celeste desvanesse meu reino
As nuvens se tornam vermelhas em um assombro
A tristeza me consome por inteiro
Quando a água sublimar-se as terras voltam
De seu descanso,os mortos me chamam...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Trovador obscuro





A vida se recolhe timidamente
Uma vez que em toda uma era
Seu fim sempre foi iminente
Mundos inexplorados a espera
Eu almejava um poente fim noturno
Para poder me despedir do mundo


Para meu Deus eu prorrogo minha cina
De cachoeiras salgadas nasce um vazio
A verdade final é que ninguem imagina
O sofrimento que me torna sombrio
Mas me imponho como um menestrel vermelho
A trovar enquanto se passa o tempo

Das minhas cantigas,um choro inocente
As cordas do meu alaúde,trovas da noite
Cantando contentamentos imortais,imponente
Encontrarei nas ondas obscuras meu consorte
Os sons divinos que me saem ressoam e resplandecem
E no meu peito o vazio ainda permanece

E nesta lacuna se encontra o poeta morto
Que me trouce inspirações para outrora
Minhas musicas me trazem algum conforto
E me lembram da pessoa que quero agora
Apenas para um eu escrevi minha trova suprema
E para este,continuo a compor mais um poema

Agonias jazem em meu peito abafado
Anos de luz serão trocados por trevas sublimes
E um novo som melancólico predomina desamparado
Para me saldar,o céu sorria estrelado
Eu dormia em sono embalado pela perfeição momentanea
Mesmo que esta felicidade seja breve e instantânea

O sol dorme em meio as minhas melodias
Dissonagem sangrenta de um despertar
Precioso sentimento de toda uma vida
Em meus instrumentos se põe a tocar
Encantando ouvintes,a todos domina
O sombrio som que a todos fascina

São os sons dos meus obstantes dons
A música é meu espelho e verdade
Meus pensamentos se tornam sons
Que irão ressoar por toda eternidade
Sons do alaúde que põe todos a ninar
Musicas sombrias que ressoam pelo ar

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Poeta Criança


Quando você ler este poema
Quero que se lembre do passado
E não da pessoa imersa em tristeza
Tudo que escrevi esta relacionado
Ao nascimento de toda esperança
E a minha vida como criança

Do silêncio me nasceu a dor
Das minhas lágrimas,um oceano
Tão pouco para um imenso ardor
Muito para um devaneio insano
De um coração sécular de carnificina
UM desejo para a eternidade nítida

Toda esperança me levou
A um Jardim de flores mortas
A beleza em meu âmago se apagou
E o mundo se tornou cinzas
Em cada palavra redigida em minha mão
Amparado por um pedido amplo de perdão

Não me convêm chorar,quero força
Eu não existo apenas para decepções
Apenas sublimo o que esta amostra
Minhas cartas de amor sem destinatário
Eu rezava agarrado naquele rosário

Escrevi para Helena sobre virtudes
Retratei o poente sangrento anoitecer
Na minha escrita encontrava-se beatitude
Restaurando um cálido e timido resplandecer
De bondade e condolência, mas mesmo no início
Errei,não consegui me tornar um ser divino

Abrace minha canção,ame o perdido
Nas linhas, um ampáro do colo materno
Das densas cortinas de lágrimas,um alívio
Registradas em papel meu contento eterno
Das notas do piano,uma emoção inebriante
Notas de um pequeno poeta dissonante

Transforme em notas,seria coeso
Floresça os campor mortos
Eu não existo apenas para viver teso
Mas sim para habitas espaços opostos
Um coração profundo do fuso criar
Coração de um sonhador do eterno luar

Das minhas delicadas e pequenas mãos
Encerra-se a despedida amarga
O tempo cura as feridas da submissão
E minha alma repousará intacta
Eu desejava não ver mais beleza no mundo
Porque esta beleza me roubou o futuro

Destruição absoluta


Olhando o horizonte no poente
O fluxo de pensamentos desvia
Da doutrina dominadora de mentes
Uma vida completa e solitária
Alto no céu,suspende-se glórias,
Sonhos e desejos de outrora

Dramas de vidas despedaçadas
Um dia,do sonho me erguerei
De um vazio,criarei asas
Que percorrem o azul e o tingem
No crepúsculo morto que todos veem

As gotas sangrentas que caem
Refletem a matança eterna
Se tem medo que te detém
Não deve se meter em tão terna
Conduta demoniaca e aplacadora
O mal nos toma no tempo de agora

Cria demônios de gelo frio
A chuva permea seus corpos
Mas o coração é vazio
A crueldade é de assombros
Mas um buraco infinito lhes pertence
Parte que não compreendem

Se você esta em meio as sombras
Aplaca-se sua visão sonhadora
Não sente medo das estranhas
Facetas da destruição avassaladora
Então chore até encher o cálice
Ou o preencha com sangue até seu apíce

E sacie a sede de lábios diabólicos
A seus pés,os corpos se acumulam
Fazendo real o que era simbólico
O passado e o futuro se untam
A destruição absoluta se torna plena
E o mundo entra para uma hstória cantilena

domingo, 5 de setembro de 2010

Caindo em Sono




Desenhos fantasmagóricos me rodeiam
Um vazio no meu peito permea espaço
Mais um dia passa,sua voz não chega
Silenciosa estagnações aqui dentro
Dormindo para morrer,nunca mais acordar
Viver em um mundo de sonhos a raiar

As minhas tristezas já são eternas
Como um cristal,no fim me é belo
O sofrimento é como uma grande guerra
Eu durmo e escapo, mas tão logo
Tão logo eu desperto choroso
Demonios me cantam em coro

Um inferno desperto,imerso e profundo
As verdades estão abaixos no conciente
Uma cálida beleza não oprime um segundo
Você sente meus suspiros inocentes
Em algum momento deixarei mais claro
Jamais quero despertar,este é meu anparo

Caindo em um sono profundo e denso
O amanha jamais chega e eu repolso
Num silêncio de trevas de um mundo extenso
Em oceanos e rios onde eu vi dentro
Dos limites dar margens seu rosto
E eu flutuava em sentindo oposto

Me deixava guiar até correntes lestes
Sinfonias maestrais me tomam dores
Eu vivo almejando um mundo celeste
A verdade é que jamais gostei de dissabores
Mas de novas sensações que trancedem medo
Trancedem sono,trancedem o meu erro

Porém eu não quero uma vida sonâmbula
Mas sono de morte abrasador e fulminante
Um dia eu sei que vira essa estranha
Glória,sei que este futuro não é obstante
Os olhos me pesam cada vez mais
Um dia se fechem para coisas carnais

Os verdadeiros sonhos não efêmeros
Nascem de um real sono duradouro
Este desejo,mesmo estranho é sincero
Quero da terra,me tornar pó denovo
E poder dormir fora da minha conciência
Abrangir mundos além da existência

Terras livres de neve vermelha
Onde pelas ondas eu passo e não sofro
Outras emoções além das que em centelha
Se cravaram de forma dolorosa
Eu quero cair em sono e nunca mais despertar
Cair em mundos e terras que nunca vão desmoronar...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ultimas Lágrimas Sangrentas




Até depois de percorrer a lágrima
Eu ainda estarei de pé,
Ainda ouvirei as vozes...

Eu sei que você ainda se lembra
De um momento que tivemos
Eu sei que esta memória terna
Não desvanesce,nem com tempo
Você nunca vai esquecer minha voz
Sussurrando em seus ouvidos após...

Um crime perfeito e maldito
Sem remorço,ouvia meu nome
O ideal era um tanto neofito
Mas matar até que foi doce!
Até a ultima lagrima sangrenta
Eu te chamava,você ouvia minha ementa

O choro vermelho me tomava
Eu sabia que era errado mas..
Também lembrava de uma oitava
Lição divina em meio a trevas
Bebericando da taça,o conhecimento
Mas nunca me traria contentamento

Deus me diga:
Será que ele e você me amam?
Talvez o mistério seja uma sina

Até o amanhecer não sou gente
Não sou humano ou racional
Apenas mato,mato condolente
Pois sei que este é meu Mal
E seu também...
Esta verdade me faz refém

Eu grito a noite,cortando silêncio
Minha foice esta gasta de tão usada
A maior satisfação é a vítima morrendo
Enquanto dilacero sua garganta
Eu sei que esta errado mas eu vou
Sobreviver e matar,nunca mais soou

Em meu coração sinos de bondade
Sobre uma pequena capela,mais corpos
A cruz se torna carmesim,a deidade...
Chora e eu choro,num fundo do poço
Jaz quem sou,apenas um assassino
Mais um qualquer ao mundo frio

Nunca antes houve um fantasma de remorso
Até crianças,já sofreram em minhas mãos
Não há clemência,nem piedade em meu rosto
Apenas lágrimas escarlates do coração
Que insiste em deixar púrpero a madrugada
E quando o sol nasce em um unica lágrima

Todos os homens que eu matei clamam
Pra eu morrer também,mas não posso
Pois há ainda precipitação...

Ainda me vejo na catedral a escutar
Ensinamentos divinos de outrora
O padre foi enforcado ao me inrritar
Eu tingi o crepúsculo e a aurora
De um vermelho vivo tão denso
Nada me serviu os oito ensinamentos
Pois sou um monstro
Apenas com isso me contento

Continuo a ceifar noite adentro
Silêncioso,mas ainda choro
Pois sei que estou morrendo
E jamais dos anjos ouvirei um coro
Antes das ultimas lágrimas secarem
EU me perderei em toda eternidade...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Oceano recém-nascido



Mergulhando em águas cristalinas
Sonhos do fim de uma era inteira
Ondas de um mar sombrio em neblina
Dia que se estende até a primeira
Lua que marca o nascimento de um mar
E como eu queria me afogar neste mar...

Durante um periodo lunar eu testemunhei
Das profundas sombras um oceano recem-nascído
Criado das lágrimas das almas,das que também chorei
Eu naveguei em segredos revolvidos
Maresias calmas,timidas e melancólicas
Desejo noturnos de toda uma época

Meus pés tocaram suas margens vasta
Minha boca experimentou de seu sabor
Oceano das almas que agora se mostra
Maior e imponente que uma noite de horror
Os corações são sempre tapados pela lua nova
Durante mil estações eu esperei para escrever em prosa

O que meus olhos lacrimosos não puderam ver
Seu rosto e seus olhos na água fina
Mas depois via os raios do amanhecer
E sofria por uma existência infima
Uma chuva reconfortante,os céus choram
Lágrimas vermelhas e sangrentas

O Jovem mar se torna vermelho vivo
As histórias se refletem em suas ondas
O vento narra a meus ouvidos
Epopéias passadas em trevas
Além de trovas,de menestreis distântes
Eu queria por um instante...

Me deixar levar por suas águas
A noite cai e eu a passo
Englobado numa cantiga
Os cantos da lua eu ouço
Oceano recém-nascido e sombrio
Das suas margens,emerge um Cônscio