~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Glórias Fantasmas




Uma vez,você foi tudo para mim
O sonho mais lindo e inalcançável
Mas era apenas um sonho no fim
só a ilusão se mostrando tocável
Cantos anunciam tempos de solidão
Sem nada está a minha pequena mão

Olhando debaixo,um abismo de gelo
Construiu sua vida em meio a tempestade
Os ventos como navalha em faces de medo
Costumava te observar na enfermidade
Apenas cobiçando aquilo que nunca seria
Algo que jamais,nem mesmo na morte valeria

Águas de antes do acordar total da vida
Quedas roxas em imagens de completa agônia
Bastilha dos anjos,a queda será sua sina
Mas tragam-me alguma lembrança querida
Para afogar no amor e na falta em espelho
As fragâncias do mar apenas para um pesadelo

Trazendo sua lembrança,uma triste e amarga
Memória esquecida,que bem no fundo jaz
Adormecida por mil anos mas se levanta
E enquanto ver seu rosto,não terei paz
Minha agônia é por você,e minhas lágrimas
São das feridas que me causou,ainda válidas

A bruxa da floresta veio em minha jornada
Viu no futuro o amor,provações e esperanças
Na calada da noite,névoas densas e pesadas
Vendando as possibilidades,somente a dança
Dos ventos continuava levando uma folha
Com versos brancos,escritos por quem sonha

Até atingirem aquela triste memória
Aquela feiticeira profetizou a dor
Mesmo assim,disse para não ser utópica
A beleza que nasce do profundo horror
As estrofes cantadas que ainda podem valer
Um sonho digno,pelo qual se vale a pena morrer

O primeiro grande amor dorme longe
Com nome de anjo,agora indiferente
Para um alguem que tem algo distânte
Abraçado as estrelas tão impotente
Sem ao menos se importar com o sofrimento
Pois nada mais tem dentro do peito

Carregue-me até o inferno,ou vire-me a face
A rosa negra já se decompõe no frio da noite
Se a estrada não é clara a morte e sua foice
Podem ser um caminho sem tantas negras nuances
Glórias de um amor fantasma,levo para minha casa
Se eu me perder,sei que só tenho a frente uma caminhada

Na maior escuridão,apenas um garoto assustado
Acerte-me no peito com uma flecha vermelha
Eu ainda posso te ver dormindo tão profundo
Em um conflito de desejos,levando a bandeira
A redenção nos braços incertos de uma deusa
Levem-o até os degráus em que há a contenta

E eu ainda consigo te ver dormir intranquilo
Eu te amo por isso perdoei sua fera interna
Mas mesmo assim suas ofensas deixam vazio
Um buraco cavado pela criança entristecida
Andando descalça na neve,sucubindo ao frio
Qualquer um se veria dentro de um congelado rio

Cravada em minha carne está suas palavras
Lambidas pela serpente e seu veneno feroz
Quantas tristezas ainda serão mostradas
Queria apenas ter pelo vento a sua voz
Escutar desejos e saudades,o primeiro
Dia não vai voltar,mas por isso não lamento

Enterrado dorme na caixa as imagens
Que valeriam pela eternidade,mas nada
Realmente é eterno,as estrelas da paisagem
Noturna um dia vão se apagar e nas águas
Ficara a lembrança do reflexo do céu sombrio
Novas estrelas nascem e retomam o grande brilho

A feiticeira trouce meu amor em seu colo
Cantou-lhe professias e prosas esquecidas
E eu continuo compondo para que no futuro
Não seja invalido meu esforço,mas aflita
Está por saber,que sou o bardo mais pobre
Cuja canção não toca seu coração nobre

Quando o dia previsto chegar,deixarei para trás
As armaduras que trago,pois não haverá o que proteger
Finalmente o peso será maior,devido as mágoas
Os olhos pesados,não mais o poderei,como quero,ver
"Deixe-me em paz ou siga-me na estrada de espinhos
Não pode reclamar,pois foi quem escolheu este caminho"

Olha no espelho,não é a minha imagem que aguarda
Guie-me até o abismo,depois pode de lá me jogar
Mostre-me que não vali,desde o princípio,nada
Como que na chegada,quando não pude levantar
Eu estarei de pé e pronto,olhando o sol se por
Tão quieto e triste,enquanto morre meu amor

A estrela e o pecado


O universo centrado apenas em sí
Cavalgando nas noites densas sem véu
Derrubada pela gravidade e um fim
Os desejos em lágrimas,despencam do céu
E se deu conta que apenas andou na sombra
Do que poderia ser uma luz ou uma penumbra

Sussurrando segredos até o céu,presa
Lamentando os próprios pecados até passar
E as estrelas despencam só para ve-la
Entre todas a mais pobre,a de mais assustar
E um segredo no coração bem preso as canções
Eu cai perdida e sozinha,levada por paixões

Não poderia habitar os mesmos espaços
Consumida a graça pela vergonha,o encanto
Apenas é uma maldição confinada sem laços
Sozinha uma vez mais,chorando o pecado
Destronada da abobáda celeste e da arquitetura
Eterna que compõe o universo,repleta de armaduras

"Escute bem meu pequeno brilho de amor
O paraíso não existe,só a luxúria e os pecados
Um pecado é meu maior desejo,esse temor
Quero ser desabençoada,perder o brilho
Assombrada e caçada pelo medo,desejando
Vestir aquelas roupas brancas,almejando"

Um vél de noiva adorável,ser humana
Ter nos braços o amor,no vente o filho
Cada lágrima é única e perfeita,insana
"Olhando para ele,um pecado ou destino
Apenas do céu invejando os pecadores
Os amantes,aqueles que são portadores

Das rédeas do próprio destino,mas eu
Sou determinada a brilhar,e a chorar
Mas enegrecerei a luz,pois já morreu
E levar trevas aos patamares do luar
Amargurada,cada dia é imperfeito,incompleto
Os dedos em uma pele branca,estive tão perto!"

Apaixonada pelo próprio erro,o de Eva
Desobedecer as ordens,só uma noite erótica
Curvas e seios virgens,uma graça nevada
A pele branca e desejada,tão desejada
"Queria ao menos em minhas coxas as marcas
Para eu mesma saber,que alcancei e estou intacta"

A lua dorme


A lua se recolhe tão tranquila
Uma vez que tenha inspirado os poetas
Concedeu vida aos mares e as ondinas
Por seus sonhos,observou o amor em eras
De cima,observando a paixão e o sofrimento
Brilhando e levando ondas em um contentamento

Um ano lunar trocado por um único dia solar
A felicidade no final,eu desejo que se espalhe
Por todos os mares melancólicos,até se afogar
Os desejos de uma noite amada,oh mar espelhe
A lua tão brilhante,leve brilho a escuridão
E ofereça ao poeta os versos que vem do coração

As trevas,despejadas na abóbada celeste
Uma madrugada repleta de grandes histórias
Quantos contos guardam as estrelas do leste?
Para meu céu espero que sejam heróiscas
Tudo para você,vou derrubar os astros do céu
A lua dorme tranquila,sabendo que fez seu papel

O sol adormece tão poente,uma vez o anoitecer
Raios brancos e pálidos antes da hora de dormir
A verdade dos poetas,são consagrados depois de morrer
Navegando por diversas maresias,o reino que vai ruir
Antes do final do século,ondas lunares para abraçar
O mundo,nesta hora em tristeza podemos nos afogar

Pelos seus sonhos,darei fim a uma noite
E pelas lágrimas,contemplarei as estrelas
Darei tudo para que pelo menos hoje
Não vá chorar,o céu algo te deseja
Abraçar-te em diferentes luas,anos
De trevas trocados por um dia de luz,insano

Se quiser pode dormir nos braços da mãe Lua
Deitar-se nas ondas como lençois,na calmaria
Fechar os olhos soterrados pelo oceano e sua
Tristeza,feche os olhos e durma,talvez a cima
A luz branca te vigie,certamente eu o farei
Durma tão calmo,afunde com o luar,durma bem

A lua adormeceu tão serena,minguando para sombra
Uma vez que em seu colo,dorme o menino feito céu
Um céu azul,oceanos tão azuis e cintilantes e tanta
Lágrima,consolado está,então o luar será o véu
As cobertas para meu grande amado poder descansar
Até o dia que decidir adormecer ou enfim despertar

Andando sobre as águas


Nós caminhamos sobre e através das águas
Nela vemos refletido o que escondemos
Um espelho para nossas lembranças amargas
É quase impossivel que seja um pesadelo
O que o cristal azul nos diz de soslaio
Andando sobre as águas densas,chuvas de março

Cada lagoa banhada pela lua,refletindo
É tão assustador e belo,longe do mundo
Um sonho que emergiu do abismo profundo
Abrindo para nós das portas do atlântico
Estamos flutuando nas águas de antes do despertar
Os cisnes nos ladeiam para poderem observar

Andando nas águas do mar,tão salgadas
Quantas histórias elas podem nos contar?
Talvez todo esse sal venha de lágrimas
E que fúria esta reservada neste mar?
Quanta vida há em teu seio,nesse instante
Sobre tí vejo riqueza enquanto andamos

Andando nas nuvens densas como um véu
Cobrindo o sol e a lua,deixando sombras
Como pode a água voar livre no céu?
Andando sobre águas aladas,as nuvens
Mas logo vão descer,devem tocar o solo
Alimentar as vidas que esperam estoicos

Andando nas chuvas,águas caindo na terra
Parecem o choro do céu,ou da grande Deusa
Matando a sede das árvores que na primavera
Vão florescer e brilhar,mas nessa estação apenas
Andando pela chuva,atravessando o céu estrelado
Qualquer um que andar pelas águas será purificado

Andando pelo gelo,tão duro e frio como tristeza
Geleiras árticas,teu frio criou um coração polar
Sua força imponente,parando o fluxo do que,certeza
Nunca irá parar de fluir,a água que irá sempre andar
Pelos cantos do mundo,trazendo vida e morte no caminho
Como é frio sem você ao meu lado,as vezes até desanimo

Andando pela neve,branca tudo cobre e anuncia o natal
Transapassando a tempestade de inverno,bela e sufocante
Cobrindo tudo que toca com um manto as vezes letal
Mas o degelo é também breve e água torna-se em instante
Andando sobre as águas,onde tudo olhamos com a graça nevada
Apenas caminho ao teu lado,observando o transmutar das águas

céus sem fim



Vasto e profundo azul sombrio
Canções no vento e na noite
Enquanto eu olho tudo sozinho
Sem fim o céu de sul ao norte
Infinitas constelações e estrelas
Para esse céu eu mando orações densas

Não me é possivel distinguir
Desejos de estrelas cadentes
Mas quero ele perto de mim
No leito em que o sol é ardente
Distântes destinos,do outro lado
Dos oceanos,aqui estou isolado

Mas o mesmo céu de mim em cima
Dele também estará,então leve
Algo para que meu amor sorria
Um momento desejado é sembre breve
As estrelas despencam lá do alto
Para poder reconfortar quem está em pedaços

E nestas ondas eu apemas me levo
Carregado pelas maresias eternas
Uma hora eu o supero e atravesso
Um suspiro,como posso ver as eras
Quando nem mesmo sei no que se passa
Os pensamentos de quem me tem em brasa

Como eu poderia olhar e não ver um mar
Nos olhos do céu que quero me perder
Esse mar me clama,mas é para me afogar
Os nossos mundos,tão distantes a perecer
Flutuando na sombra e levado até as praias
Onde nem mesmo consigo ver suas pegadas

Estrelas tão brilhantes separam os mundos
Histórias cantadas,carregadas na brisa
Atravessando o céu em questão de segundos
Dentre as ondas,refletido na luz da lua
Deixada uma carta nascida do silêncio
E jamais lida,abandonada pelo destino

As margens da praia e do infinito
Eu olho o alto e vejo seu rosto
Atravessado pelas ondas ainda insisto
Rezas distântes mas sem conforto
Abra um coração sangrento para selar
O que as estrelas sabiam que iria acabar

Cicatrizes do coração


A sombra da lua esconde e tapa
Lágrimas que brilhariam como prata
Superado nunca,mas não intacta
O mundo fora do berço esta lá
Um coração com tantas cicatrizes
E um amor acabado que ainda insiste

Um réquiem funerário,cinzas no céu
A paz esta na morte,no seu beijo
Que os caidos se encontrem com gabriel
E em seus braços tenha seu desejo
Deitar-se,curar aquilo que as prende
Encontrar também alguem que as entende

O caminho para o amor é o inferno
As paixões,chamas que te lambem
Não desaprecie o que ainda é eterno
Notas no piano,os Deuses que me mandem
Uma caixa na qual eu vou guardar lembranças
As grades do meu berço na ponta eram lanças

Todas feridas de um coração apodrecido
Nas voltas da roda da fortuna,que o Papa
Olhe por mim e reze,esse é o meu pedido
As rédeas do carro,o destino aguarda
Decisões a serem tomadas mas que terão
Estragos enormes,conhecidos de antemão

Que o caminho se mantenha,as asas abertas
Ouse voar,acredite para dar um passo ao achado
Todo monstro vai ter que descobrir na fera
Algo para poder dormir na tempestade de inverno
Enquanto a rainha do gelo soprar sua neve
Cristalizando o coração,deixando tudo inerte

Um paraíso de palavras montado peça a peça
Desmontado pelas mesmas palavras que eram base
Desejo que o sono seja onde novamente possa
Contruir ilusões duradouras,que não se acabem
O sono de morte,na imperfeição e no fim esta
Algo que um coração machucado pode cicatrizar

No balançar do berço repousa a esperança
As lágrimas continuam sinuosas pela bondade
A liberdade é uma lembrança na pequena praça
E o amor é só uma canção de ninar sem maldade
Em um último suspiro,segurado para sempre
O norte se perdeu,agora não mais convem

Consolos do Oasis


Esconda a sua tristeza com a bondade
O paraíso se mantêm inalcançável
Em um rugido de Régulus a verdade
A estrada desabou e cair é inevitavel
Mas que a morte,se mostre generosa
E seque todas as suas lágrimas sinuosas

Observando do moisés as estrelas
Deitado naquela pequena prisão
Elevando as mãos,sem poder te-las
Que as nuvens nunca tapem a visão
Ali tão perto mas tão distânte jaz
Enquanto ele estiver ali,não terei paz

Que a estrada para o amor venha a ruir
Enquanto eu olhar para o céu e ve-lo
Os fantasmas se manterão,não irão dormir
E a criança olhará o alto cheia de apelos
Num balançar da brisa,a tempestade morra
E com isso o sol finalmente se ponha

Até o último súspiro,o medo cresceu
A mágoa tomou forma e vida própria
Você os alimentou,agora já faleceu
Mas mesmo assim,eu sabia a história
O ódio eu jamais terei no meu jardim
Mesmo se só for o que remanecer no fim

O amor e a tristeza,não deveriam andar
Tão juntas,nem mesmo em palavras
Mas mesmo assim elas sempre vão estar
Desconsolando todas aquelas almas
A esperança se partiu,ficou retalhada
E mesmo assim ainda tenta se remontar

Mascare o choro com um sorriso gêneroso
Mantenha-se na estrada diante do norte
A agônia fornece a paz e um colo bondoso
Para enfim se entregar ao abraço da morte
Memórias apagadas com a luz de uma vela
Porém aquele coração o seu amor ainda zela

Nas grades,cartas escritas sem destinatário
E as palavras que doem são as não ditas
O conforto está só nos braços do imaginário
Onde aquela pessoa é realmente inesquecida
Em um Oasis,nas sombras das lágrimas caidas
Do outro lado,onde a mágoa é só infinita

Desejo de uma estrela


Desejo de uma estrela,brilhar no céu
Espalhar brilho e luz para os continentes
Desejo de uma estrela,cumprir seu papel
Tornar-se parte de uma constelação imponente
Levar claridade para a noite negra e densa
Fazer frente ao luar belo que a alimenta

Desejo de uma estrela,olhar do céu o amor
Arquitetar a noite,abençoar a criança
Sempre sonhar com terras do norte para compor
O que jaz no fundo?Terminar com toda esperança
Os segredos de Naiad,contados no cair do despertar
Na maior tempestade de inverno,um dia para descansar

Desejo de uma estrela,ver a beleza da fera
Habitar o silêncio profundo e completo
Desejo de uma estrela,o fim de toda uma era
O sol adormecido,eclipse absoluto e belo
Estrelas negras,um dia tornarão até a poeira
Junto dos anjos que cairam primeiro,fim da era

Desejo de uma estrela,venha me cobrir agora
Andar em pleno ar,o florescer dos jardins mortos
Perder-se no extremo norte,estrelas da aurora
Desejo de uma estrela,poder iluminar um grande reinado
"Oh grande céu,nossa grande separação,quero tocar a terra"
Desejo de uma estrela,ser maldita,divina e eterna

Desejo de uma estrela,ver a cidade fantasma
E poder brilhar até seu ultimo suspiro
Uma vez,apenas uma vez ver o crepusculo da alma
Os nascimentos dos oceânos,em um dia repentino
Como um sopro verperino,observar de cima as mudanças
E em um nascimento de criança reavivar,elevar a esperança

Desejo de uma estrela,acreditar no mestre dos desejos
Observar as tragédias da Antecâmara da morte
Desejo de uma estrela,ler os poemas do garoto morto
Ter uma fantasia para uma hora de sorte
Desejo de uma estrela,consagrar-se artista ao morrer
E um dia ter um anjo só para sí,antes do desvanescer

Desejo de uma estrela,erradiar as terras do céu menor
Desejo de uma estrela,contar as histórias de uma sereia
Desejo de uma estrela,a canção do amor fantasma em tenor
Desejo de uma estrela,sonambular em terras do nunca amanhecer
Desejo de uma estrela,exterminar o sonhador caido pelo pecado
Desejo de uma estrela,iluminar para sempre os olhos do seu amado

Garoto morto


Sombras de lágrimas aquareladas
Encobertado a bondade tão escassa
Em breve não estarei aqui,saiba
Olhando o passado as vezes a raiva
De ter sua presença e não ter paz
Se abate em minhas costas mas jamaiz

Trocados os sonhos por promessas
Elas vieram e eu as acreditei
Você as quebrou,e veio as lágrimas
O pecado foi algo em que tentei
Montar meu paraíso,na sombra escura
O que está escondido naquela fissura

O poema do menino morto aqui escrito
Linha dos versos,algo para se confortar
Quem dera dormir apagasse este livro
Nascido de uma angústia,invisivel ao olhar
Tanto para ler,tão pouco para se aprender
O eclipse engloba a lua e nada mais a se ver

A beleza é algo que nasce das trevas plenas
Procure força,se superar o caminho da morte
A recompensa é a prosa muito mais que perfeita
Vacile e talvez seu futuro esteja no norte
Abaixo dos lençois do mar e o leito do oceano
Tenho tanto para desculpar-me,é tão insano

Meu melhor amigo,me apaixonei por você
Quem dera minhas rosas tivessem seu perfume
E as terras a benção para flores não desvanecer
Fé de horror,na linha desses lados tenue
Se pelo menos minhas cartas tivessem destinatário
Escreva o que sentir,portas do completo medo

Não espere de alguem muito mais do que tem
Provavelmente vai se decepcionar e correr
Mas não importa para onde,o amor o detem
Vai se magoar mais e mais ,apenas se perder
E quanto a você,só queria não sentir isso
Queria que esse sentimento não fosse um abismo

Me desculpe,tanto para ver,apenas um final
Sem casa meu coração é o que está além
Afogar-se na poesia nua,crua e fatal
Olhar no horizonte aqueilo que ficarei sem
Se você me amou me enterre,cave-me a cova
Um novo livro do pequeno poeta,nova história

Lágrimas de tristeza


Eu escutei todas as palavras duplas
Por trás delas um sussurro triste
"Não me deixe vagar sozinho nas ruas"
Entenda meu apelo,pois ele existe
Lágrimas da solidão,não as deixe cair
Alguem me abrace,não lembro como sorrir

Uma criança perdida na própria noite
Olhando para o alto procurando um colo
Tempos de inverno e primervas da morte
Já tive o bastante,agora quero consolo
Alguem siga meu rastro na neve e diga
Aonde fica o norte,onde fica a sina

Olhando suas pegadas no branco infinito
Eu vejo,choro de diamante ladeando a estrada
Mas não quero ser apenas um bom amigo
E sim ser em quem repousará a alma
Daria o melhor de mim,seguraria forte sua mão
E mesmo assim,sei que não terei seu coração

Lágrimas de solidão,andando na tempestade
Canções calmas em um lago a imagem congelada
O que eu tenho ainda se manterá para eternidade
Mas deveria estar perdido entre tantas mágoas
Como posso? Conciliar dois desejos distintos
Será que sou eu quem realmente deveria ter caido

Águas do despertar da primavera e do mundo
Escência do mar,traz seu perfume para mim
Duas vezes será que terei de partir,no fundo
Será que é isso o desejado como um fim?
Tempos de solidão,a bondade no balançar
Das árvores eternas que vão desmoronar

Uma vez você foi um dos meus pilares
O que me deixava de pé só que agora
Me mantenho nas ruinas com olhos lunares
Fitando o céu noturno e desejando por horas
Vou me esforçar para seus passos seguir
Lágrimas de solidão,as suas não quero sentir

Lágrimas de solidão,corrompendo-o de dentro
Mascarando as saídas do vazio e do choro
As minhas já cairam,mas a você resta tempo
Duas vezes posso partir,mas será sem retorno
Se quiser-me ao lado,estarei ai mas o contrário...
Entendo,correrei para a morte e seu negro cenário

OASIS


Se você acreditar,o amor não murcha
Como as rosas mortas no meu Éden
Nos maiores desertos ele ainda escuta
Em um Oasis em terras devastadas além
Lembraças no réquien tão doce e leve
Oh Deus como estou feliz com o leste

Minha caixinha finalmente aberta
Vejo que nada que desejei, a morte foi
Nas sobras das memórias mais forte é aquela
No parque teu sorriso era tão alerta
Eu vejo o quebrar das ondas no horizonte
Grandes saudades e um passado distânte

Sonhos através dos sonhos mais profundos
Você não foi esquecido no meu âmago
Me deram asas mas as arranquei pois no fundo
Nunca quis voar para longe de quem amo
Mesmo que minhas memórias sejam densas
De lágrimas eu sei que será minha sentença

O fugor do sol e a graça da lua e estrelas
Um outro tempo,o Oasis que quero relembrar
E do que me foi dado,nada mais agora resta
Em minha pequena caixa,o que não vou mais olhar
Deixado no fundo o destino,sentimentos e sorte
Agora sem mistérios pois só restou é a morte

Mas vou desmanchar minhas memórias cansadas
Levar todas ao coração do paraíso e enterra-las
Provados foi meu valor e este é quase nada
Não sei porque ele vai se importar se eu falhar
E nunca saber quando as chamas cobrem o crepúsculo
Tantos fantasmas,como eu não ira chorar por um segundo?

Em tão vistosas praias virgens,sem pegadas
Magia parece tão longe,mas meu sangue canta
Que parte do céu será me dada para ser lembrada?
As estrelas estão distântes da minha alma
E eu não ostentaria um brilho igual ao dos astros
Oh céu grandioso,onde estarão seus alabastros?

Me deram asas,eu as decepei totalmente
E me refugiei no mar onde o creúsculo é azul
Eu quis te levar para algo longe da minha mente
Um oasis onde a agônia, não se veria nem um
Sonhos no oasis dos sonhos,você é apenas outro
Nestas terras,meu coração sepultado como tesouro

Olhos mortos


A chuva derruba as folhas,despindo árvores
Todas as águas estão vermelhas de sangue
Préces distantes,todas as palavras e ardores
Tudo isso está me matando,então me segue
Do cálice dos mortos,o veneno em seu gole
Beleza desfeita,escurecida,deixada à sorte

Este grande amor despido,ainda nos veremos?
Temo perder toda a máscara,ser um monstro
Como eu queria as paredes de um lar sereno
Seu rosto é cada vez menos nítido,como sonho
Será que o amor vai padecer?Eu ainda te amo
Oh Deus os oceanos escutam o que eu clamo

As trevas para meus olhos,bani-los de beleza
Ainda nos veremos nas sombras,no vazio da morte
Minha cova preparada,caixão de pregos e incerteza
Lágrimas da memória,minha bússola aponta o norte
A maior dor ainda nem se mostrou,e já me despedacei
Meu grande amor,teus olhos escuros eu não encontrei

Todas as pegádas levadas pelas ondas coléricas
Em meio as penumbras,desejando estar contigo
Não tenho mais Deus,só tuas asas abertas
E meu futuro fechado,longe do adormecer do mundo
Deixando no vento as lembranças e a noite desejada
Aquelas feridas incuráveis,minha prosa refugiada

Escrevendo versos da maior dor de todas
Morto para se fechar,olhos de besta
Demônio sem visão,bebendo sua alma
Rever a sabedoria não é mais uma certeza
Estuprada todas as lágrimas,calejados meus dedos
Meu grande amor enterrado,desfeito em desejos

Uma noite para se chorar e apreciar o vento
Brisa avassaladora que anuncia a chuva
Em meus passos,bebí do cálice,terminei o tempo
Marcada em uma alma que aos poucos se aprofunda
De tantos rachados,torna-se um poço do oceano
Dormindo em topor eterno,eu lamento tanto

Acabada a jornada em um silêncio sufocante
Gravidade amarrada pela dor de um coração
Meu grande amor,seus olhos tão inebriantes
Nunca vão me ver pois fui largado em escuridão
Cada passo para estar mais em seu lado
Acabou me distânciando do meu amado

Príncipe das Nuvens


Eu vejo as nuvens sopradas do alto
Um grande sonho perdido,o grande céu
Suspiros entre suspiros,tão certo
Lá estava o príncipe,em seu corcel
Bem do alto,a vista mas fora de alcance
Como as estrelas,apenas sem tantas nuances

Alí ele criou seu reino,afastando-se
Do amor e do ódio que rodeiam a terra
Mimou-se,teve uma vida fácil,se fosse
Errado,ele o faria,pois sabia que era
Inalcançável pelos demais,seja para vingar
Seja para consola-lo,da solidão em seu olhar

Sozinho nas nuvens por mais de duas décadas
Preso nos próprios ideais torpes,sem carinho
E ali ficará,até o fim de todas as eras
Com uma fé mórbida,curvando-se ao destino
Deixando levar-se nas ondas das noites
E das correntes dos ventos em açoite

Um dia ele decidiu descer do castelo
E admiriar a vida mudana aqui em baixo
Entender o amor,e porque forte é esse elo
Não amou,apaixonou-se em vários acasos
Iludiu-se e iludiu,maguou vários corações
Mas do amor,não teve nenhuma de suas lições

Desfez histórias,escreveu promessas na areia
Deu a grande dor aos poetas e poetisas
E logo cansou,para ele aquilo já bastaria
O suposto amor não lhe forneceu alegria
Levou alguns presentes e lembranças esquecidas
Mas não sabia da raiva e do ódio,bem merecidas

O paraíso onírico,a prisão fora do alcance
Desejava de todo coração retornar para cima
Porém conheceu uma criança,feliz e cantante
Com seu brinquedo,satisfeito com a companhia
A inveja nasceu nos olhos do nobre sem título
Uma felicidade simples,esse foi o intúito

Roubou o brinquedo do pequeno,que não chorou
Vestiu-se na indiferença e voltou-se só a sí
O garoto assistiu seu brinquedo e quem o levou
Subirem ao paraíso inferior,e este seria o fim
O ladrão dorme,tranquilo,indiferente ao que criou
Alheio a tristeza,ódio,mágoas e as lágrimas que provocou

Composições


Os céus perdem as cores,desbotam no cinza
As estrelas se apagam,renunciam seu brilho
As lápides contam as histórias e sinas
Em papél fica registrado o que esta perdido
Todo esse peso está me sufocando,está me matando
Como pode?Ainda mantermos um desejo insano

Não importa que eu sinta sua falta,meu amado
Sei que está perdido e eu só tenho os temores
De ter denovo meu coração dilacerado
Rasgado das minhas memórias,quantos ardores
Por manter um coração em um verso tão fúnebre
Sei bem que por ter amado não passarei incolubre

A distância soterra e eu vejo que minha maior dor
Nem ao menos vai se aliviar com um pouco de atenção
Que paisagem morta,talvez isso seja ser sonhador
Vento leve,carregando no sopro a canção do coração
E o resto durma bem longe,no desabrochar das rosas
NO escuro é que verdadeiramente se vê a beleza morbida

Cada palavra,única e tingida do vermelho carmesim
Todas essas letras me confundem,distorcem meus sentimentos
A sua beleza não pode ser escrita mas sofrida por mim
Sei tão bem que a tempestade ainda nem está em seu meio
Na calada da noite,escrever está tão longe do que eu quero
Mas uma vez entendi que o amor dos poetas nunca é eterno

Que seja sepultado enquanto derramo meu sangue
E escrevo as peças épicas para o desfrutar do mundo
Cada linha chorada de uma segunda alma distânte
E cheio de sí,o silêncio é denso e tão profundo
Não mais interessa,o sonho se apagou e apodreceu
As estrofes que dediquei,a lágrima as desvaneceu

Então será que eu ainda poderia te ver nas sombras?
Não tem retorno para a solidão,sempre me acompanhando
Por baixo,bem no fundo as lágrimas são tantas
Mas o sonho em sí não desaparece,é muito acordado
Tão disperto que me rouba o sono e faz pulsar vida
Os versos escritos para minha grande amada perdida

Cada poema só nasceu do punhal cravado em meu peito
Todas as estrofes e versos,filhas do desejo impossivel
É uma escolha louca mas perdi o que não me era defeito
E agora tudo fica tão distânte da minha mão,que passivel
Foi acreditar em palavras perfumadas,meus versos não traduzem
Como foi triste para o sonhador perder seu próprio alguem

Sereia


Uma dama com voz de violino,prostrada
No mar,olhando as ondas e a indagar
onde está Netuno?Será que são amargas
As águas desse oceano de lágrimas a salgar
Porque meus pés não podem tocar a terra seca?
Marujos devassos,meu canto os vai afogar

Repleto de encantos é meu chamado da morte
Uma voz soprana e doce,como um afinado violino
A paixão das ondas marítimas,venham para o norte
Encontrar as sereias,que tem o canto de um sino
Governadas por Ligeia,as filhas dos mares e sedução
Cuidado,a luxúria pode mata-los,tira-los o coração

Porque só posso me contentar com as pedras da enseada?
Se desejo ter em minha pele o sabor da areia e do sol
E deixar de uma vez esse mundo de lágrimas,água salgada
Talvez as florestas e praias sejam a ilusão de um crisol
Gaivotas que rodeiam o céu me tragam algo da relva terrestre
Aqui tudo é azul e preto,turvo e indistindo,um lugar sem mestre

Podemos ser as estrelas mais brilhantes do oceano
Mas escravas das ondas,quem me amarrou nesse destino?
Os barcos aportam,oh lua você quem é livre,que insano
Todas as noites seus raios refletem-se,tão nítido
A beleza e os mistérios,o fundo,governado por Netuno
Eu ainda escuto muitas lágrimas,mas há um sussurro

Me dizendo que alguem espera-me onde não posso tocar
Em sonhos nós cantamos em dueto,cercado pelo vinho
Pelo ar andamos,vendo de tudo,e a tudo sempre a passar
E hoje passo a cantar todos os dias,como um triste violino
As carícias sedutoras,peitos virgens e curvas inexploradas
Só posso ser tocada pela pessoa que me é realmente amada

Uma existência sem brilho,apagada no meio da calmaria
Os ventos não mais me guiam,sou só jogada pelas lufadas
Elas trazem-me e levan canções nesta mágua infinita
Brincando e se deixando levar em maresias devassas
Venha logo me buscar meu marinheiro,sua dama a espera
Presa nesse oceano,paixão proibida e tão secreta

Quem me prendeu nesse destino?Atada as pedras e água
Cantando entre pedras a sereina com a voz de violino
Sopros amorosos,só em suspiros consigo levar essa mágua
Será que ele vai me buscar ou estar aqui é meu destino?
Terras e praias,quero senti-las em mim,mesmo que custe a vida
De que adianta esse oceano de lágrimas se a felicidade é finita

Última Poesia


Oh realmente sou o poeta mais pobre
Cada verso é um fracasso,um contento
Para aplacar um vazio que não se cobre
Apenas um amoltoado de dor e sofrimento
Crave a espada no meu peito,decepe o coração
Alerta para a morte de uma brincadeira de paixão

Que deploravel,escrever para o âmago da noite
Como doi,eu nomeei todas as minhas dores
Estúpida criança,não vai ser salva sua peste
Então grite em agônia,é apenas um dos horrores
O sonho já acabou,estancado e carregado para empatia
Cerrado está o sonhador,eu odeio essa poesia

Exterminado o desejo,esta é minha última prosa
Possivelmente o nojo e o rancor vão enegrecer os olhos
Do poeta que se sente ludibriado,chega por hora
Meu deus,como eu deixei de ver que era apenas um sonho
Este confortmo momentâneo,arraste-me para o abate
Estupida alegria,o oceano de desespero te devorou
Que triste,minha rosa está arruinada e murchou

Tão alerta,foi só orgulho e um pouco de cobiça
Aproveite,agora sim esta morto o sonhador
Queime-me,a culpa foi minha,pois só queria
Um sorriso,mas era egoismo demais essse favor
Canções do vento,para a calada da noite,silêncio
Este é possivelmente meu último e agressivo contento

A grana estupida é minha,eu queria usa-la bem
Enfie uma estaca dentro do meu peito,gire-a
E não pare até que a morte me abrace também
Escreva uma opera com meu sangue de tinta
Então deboche da minha rima,rasgue minha prosa
Não haverá outra,porque odeio escrever essa droga

Arrancadas as flores,escurecidas as águas
Lindo é apenas no papel essa grande ruina
Então deixo para o nunca mais essa mágoa
Nunca esquecido ou superado,agora só sina
Sem mais fatos,sem mais mistérios para futuro
Se desejar,andarei sozinho no completo escuro

Enfie um punhal no meu peito,enterre-o
Eu te amo,só queria que isso fosse claro
Nunca quis comprar seu amor,nem mesmo te-lo
Só pensava em deixar um presente adorado
Queimairei esse livro maldito,não posso olhar
Ele me lembra do quanto errado foi querer sonhar

última Lágrima


Na noite,se revirando na cama
O leito escuro e denso como ébano
Madrugadas ele olhava para cima
Pedindo"Oh Deusa eu quero te-lo"
Segurando bem firme a última lágrima
Antes dela cair a esperança se despedaça

Será que foram ouvidos seus apelos?
Só vejo o desejo noturno para estrelas
Ouvi dizer que os cisnes reais são negros
Como o pesadelo que guarda a certeza
Sei que teus desesperos ainda vão chegar
Sussurre no meu peito quando quiser chorar

Tão frio é o verso de cristal na cabeceira
Segurando sua última lágrima,tão doce
O sofrimento dos outros é besteira apenas
Antes do seu desalento era somente inverno
Sem destino,só o silêncio para o boa noite
Durma com seu anjo e aproveite pois é só hoje

Que um desejo foi atendido,ele irá te deixar
Furar denovo o coração já esmigalhado e torto
Em outro tempo talvez,mas nunca se saberá
Tão doce é o sofrimento que esta no peito
Antes da última lágrima secar,até o amanhecer
Salvo dentro da própria caixa para não morrer

As lembranças peroladas e ladeadas pelo suspiro
Será que ele pede para nunca mais te ver?
Só um afogado de sal,o medo é um campo infinito
Onde se anda até as margens do enlouquecer
Dessa noite só guarde o que foi para o céu
Longe de suas mãos,o que nunca foi de fato seu

E quando a esperança vier em um tesouro
Não abra pois não é endereçado a você
Só a agônia esta reservada ao futuro
Então não deixarei tornar-se o que quer ser
Será que em seus braços ele nunca se perguntou?
Como pode o desespero ser doce como o amor

Segure ao máximo o fôlego nesse mar de sofrimento
Entenda que se sua lágrima cair,não irá ve-lo
Não chore,pelo menos o rosto dele é um contendo
Qualquer coisa ainda é melhor que o inferno
Mesmo que nunca te ame,sempre terá as migalhas
Enquanto segurar bem forte sua última lágrima