~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Glórias Fantasmas




Uma vez,você foi tudo para mim
O sonho mais lindo e inalcançável
Mas era apenas um sonho no fim
só a ilusão se mostrando tocável
Cantos anunciam tempos de solidão
Sem nada está a minha pequena mão

Olhando debaixo,um abismo de gelo
Construiu sua vida em meio a tempestade
Os ventos como navalha em faces de medo
Costumava te observar na enfermidade
Apenas cobiçando aquilo que nunca seria
Algo que jamais,nem mesmo na morte valeria

Águas de antes do acordar total da vida
Quedas roxas em imagens de completa agônia
Bastilha dos anjos,a queda será sua sina
Mas tragam-me alguma lembrança querida
Para afogar no amor e na falta em espelho
As fragâncias do mar apenas para um pesadelo

Trazendo sua lembrança,uma triste e amarga
Memória esquecida,que bem no fundo jaz
Adormecida por mil anos mas se levanta
E enquanto ver seu rosto,não terei paz
Minha agônia é por você,e minhas lágrimas
São das feridas que me causou,ainda válidas

A bruxa da floresta veio em minha jornada
Viu no futuro o amor,provações e esperanças
Na calada da noite,névoas densas e pesadas
Vendando as possibilidades,somente a dança
Dos ventos continuava levando uma folha
Com versos brancos,escritos por quem sonha

Até atingirem aquela triste memória
Aquela feiticeira profetizou a dor
Mesmo assim,disse para não ser utópica
A beleza que nasce do profundo horror
As estrofes cantadas que ainda podem valer
Um sonho digno,pelo qual se vale a pena morrer

O primeiro grande amor dorme longe
Com nome de anjo,agora indiferente
Para um alguem que tem algo distânte
Abraçado as estrelas tão impotente
Sem ao menos se importar com o sofrimento
Pois nada mais tem dentro do peito

Carregue-me até o inferno,ou vire-me a face
A rosa negra já se decompõe no frio da noite
Se a estrada não é clara a morte e sua foice
Podem ser um caminho sem tantas negras nuances
Glórias de um amor fantasma,levo para minha casa
Se eu me perder,sei que só tenho a frente uma caminhada

Na maior escuridão,apenas um garoto assustado
Acerte-me no peito com uma flecha vermelha
Eu ainda posso te ver dormindo tão profundo
Em um conflito de desejos,levando a bandeira
A redenção nos braços incertos de uma deusa
Levem-o até os degráus em que há a contenta

E eu ainda consigo te ver dormir intranquilo
Eu te amo por isso perdoei sua fera interna
Mas mesmo assim suas ofensas deixam vazio
Um buraco cavado pela criança entristecida
Andando descalça na neve,sucubindo ao frio
Qualquer um se veria dentro de um congelado rio

Cravada em minha carne está suas palavras
Lambidas pela serpente e seu veneno feroz
Quantas tristezas ainda serão mostradas
Queria apenas ter pelo vento a sua voz
Escutar desejos e saudades,o primeiro
Dia não vai voltar,mas por isso não lamento

Enterrado dorme na caixa as imagens
Que valeriam pela eternidade,mas nada
Realmente é eterno,as estrelas da paisagem
Noturna um dia vão se apagar e nas águas
Ficara a lembrança do reflexo do céu sombrio
Novas estrelas nascem e retomam o grande brilho

A feiticeira trouce meu amor em seu colo
Cantou-lhe professias e prosas esquecidas
E eu continuo compondo para que no futuro
Não seja invalido meu esforço,mas aflita
Está por saber,que sou o bardo mais pobre
Cuja canção não toca seu coração nobre

Quando o dia previsto chegar,deixarei para trás
As armaduras que trago,pois não haverá o que proteger
Finalmente o peso será maior,devido as mágoas
Os olhos pesados,não mais o poderei,como quero,ver
"Deixe-me em paz ou siga-me na estrada de espinhos
Não pode reclamar,pois foi quem escolheu este caminho"

Olha no espelho,não é a minha imagem que aguarda
Guie-me até o abismo,depois pode de lá me jogar
Mostre-me que não vali,desde o princípio,nada
Como que na chegada,quando não pude levantar
Eu estarei de pé e pronto,olhando o sol se por
Tão quieto e triste,enquanto morre meu amor

A estrela e o pecado


O universo centrado apenas em sí
Cavalgando nas noites densas sem véu
Derrubada pela gravidade e um fim
Os desejos em lágrimas,despencam do céu
E se deu conta que apenas andou na sombra
Do que poderia ser uma luz ou uma penumbra

Sussurrando segredos até o céu,presa
Lamentando os próprios pecados até passar
E as estrelas despencam só para ve-la
Entre todas a mais pobre,a de mais assustar
E um segredo no coração bem preso as canções
Eu cai perdida e sozinha,levada por paixões

Não poderia habitar os mesmos espaços
Consumida a graça pela vergonha,o encanto
Apenas é uma maldição confinada sem laços
Sozinha uma vez mais,chorando o pecado
Destronada da abobáda celeste e da arquitetura
Eterna que compõe o universo,repleta de armaduras

"Escute bem meu pequeno brilho de amor
O paraíso não existe,só a luxúria e os pecados
Um pecado é meu maior desejo,esse temor
Quero ser desabençoada,perder o brilho
Assombrada e caçada pelo medo,desejando
Vestir aquelas roupas brancas,almejando"

Um vél de noiva adorável,ser humana
Ter nos braços o amor,no vente o filho
Cada lágrima é única e perfeita,insana
"Olhando para ele,um pecado ou destino
Apenas do céu invejando os pecadores
Os amantes,aqueles que são portadores

Das rédeas do próprio destino,mas eu
Sou determinada a brilhar,e a chorar
Mas enegrecerei a luz,pois já morreu
E levar trevas aos patamares do luar
Amargurada,cada dia é imperfeito,incompleto
Os dedos em uma pele branca,estive tão perto!"

Apaixonada pelo próprio erro,o de Eva
Desobedecer as ordens,só uma noite erótica
Curvas e seios virgens,uma graça nevada
A pele branca e desejada,tão desejada
"Queria ao menos em minhas coxas as marcas
Para eu mesma saber,que alcancei e estou intacta"

A lua dorme


A lua se recolhe tão tranquila
Uma vez que tenha inspirado os poetas
Concedeu vida aos mares e as ondinas
Por seus sonhos,observou o amor em eras
De cima,observando a paixão e o sofrimento
Brilhando e levando ondas em um contentamento

Um ano lunar trocado por um único dia solar
A felicidade no final,eu desejo que se espalhe
Por todos os mares melancólicos,até se afogar
Os desejos de uma noite amada,oh mar espelhe
A lua tão brilhante,leve brilho a escuridão
E ofereça ao poeta os versos que vem do coração

As trevas,despejadas na abóbada celeste
Uma madrugada repleta de grandes histórias
Quantos contos guardam as estrelas do leste?
Para meu céu espero que sejam heróiscas
Tudo para você,vou derrubar os astros do céu
A lua dorme tranquila,sabendo que fez seu papel

O sol adormece tão poente,uma vez o anoitecer
Raios brancos e pálidos antes da hora de dormir
A verdade dos poetas,são consagrados depois de morrer
Navegando por diversas maresias,o reino que vai ruir
Antes do final do século,ondas lunares para abraçar
O mundo,nesta hora em tristeza podemos nos afogar

Pelos seus sonhos,darei fim a uma noite
E pelas lágrimas,contemplarei as estrelas
Darei tudo para que pelo menos hoje
Não vá chorar,o céu algo te deseja
Abraçar-te em diferentes luas,anos
De trevas trocados por um dia de luz,insano

Se quiser pode dormir nos braços da mãe Lua
Deitar-se nas ondas como lençois,na calmaria
Fechar os olhos soterrados pelo oceano e sua
Tristeza,feche os olhos e durma,talvez a cima
A luz branca te vigie,certamente eu o farei
Durma tão calmo,afunde com o luar,durma bem

A lua adormeceu tão serena,minguando para sombra
Uma vez que em seu colo,dorme o menino feito céu
Um céu azul,oceanos tão azuis e cintilantes e tanta
Lágrima,consolado está,então o luar será o véu
As cobertas para meu grande amado poder descansar
Até o dia que decidir adormecer ou enfim despertar

Andando sobre as águas


Nós caminhamos sobre e através das águas
Nela vemos refletido o que escondemos
Um espelho para nossas lembranças amargas
É quase impossivel que seja um pesadelo
O que o cristal azul nos diz de soslaio
Andando sobre as águas densas,chuvas de março

Cada lagoa banhada pela lua,refletindo
É tão assustador e belo,longe do mundo
Um sonho que emergiu do abismo profundo
Abrindo para nós das portas do atlântico
Estamos flutuando nas águas de antes do despertar
Os cisnes nos ladeiam para poderem observar

Andando nas águas do mar,tão salgadas
Quantas histórias elas podem nos contar?
Talvez todo esse sal venha de lágrimas
E que fúria esta reservada neste mar?
Quanta vida há em teu seio,nesse instante
Sobre tí vejo riqueza enquanto andamos

Andando nas nuvens densas como um véu
Cobrindo o sol e a lua,deixando sombras
Como pode a água voar livre no céu?
Andando sobre águas aladas,as nuvens
Mas logo vão descer,devem tocar o solo
Alimentar as vidas que esperam estoicos

Andando nas chuvas,águas caindo na terra
Parecem o choro do céu,ou da grande Deusa
Matando a sede das árvores que na primavera
Vão florescer e brilhar,mas nessa estação apenas
Andando pela chuva,atravessando o céu estrelado
Qualquer um que andar pelas águas será purificado

Andando pelo gelo,tão duro e frio como tristeza
Geleiras árticas,teu frio criou um coração polar
Sua força imponente,parando o fluxo do que,certeza
Nunca irá parar de fluir,a água que irá sempre andar
Pelos cantos do mundo,trazendo vida e morte no caminho
Como é frio sem você ao meu lado,as vezes até desanimo

Andando pela neve,branca tudo cobre e anuncia o natal
Transapassando a tempestade de inverno,bela e sufocante
Cobrindo tudo que toca com um manto as vezes letal
Mas o degelo é também breve e água torna-se em instante
Andando sobre as águas,onde tudo olhamos com a graça nevada
Apenas caminho ao teu lado,observando o transmutar das águas

céus sem fim



Vasto e profundo azul sombrio
Canções no vento e na noite
Enquanto eu olho tudo sozinho
Sem fim o céu de sul ao norte
Infinitas constelações e estrelas
Para esse céu eu mando orações densas

Não me é possivel distinguir
Desejos de estrelas cadentes
Mas quero ele perto de mim
No leito em que o sol é ardente
Distântes destinos,do outro lado
Dos oceanos,aqui estou isolado

Mas o mesmo céu de mim em cima
Dele também estará,então leve
Algo para que meu amor sorria
Um momento desejado é sembre breve
As estrelas despencam lá do alto
Para poder reconfortar quem está em pedaços

E nestas ondas eu apemas me levo
Carregado pelas maresias eternas
Uma hora eu o supero e atravesso
Um suspiro,como posso ver as eras
Quando nem mesmo sei no que se passa
Os pensamentos de quem me tem em brasa

Como eu poderia olhar e não ver um mar
Nos olhos do céu que quero me perder
Esse mar me clama,mas é para me afogar
Os nossos mundos,tão distantes a perecer
Flutuando na sombra e levado até as praias
Onde nem mesmo consigo ver suas pegadas

Estrelas tão brilhantes separam os mundos
Histórias cantadas,carregadas na brisa
Atravessando o céu em questão de segundos
Dentre as ondas,refletido na luz da lua
Deixada uma carta nascida do silêncio
E jamais lida,abandonada pelo destino

As margens da praia e do infinito
Eu olho o alto e vejo seu rosto
Atravessado pelas ondas ainda insisto
Rezas distântes mas sem conforto
Abra um coração sangrento para selar
O que as estrelas sabiam que iria acabar

Cicatrizes do coração


A sombra da lua esconde e tapa
Lágrimas que brilhariam como prata
Superado nunca,mas não intacta
O mundo fora do berço esta lá
Um coração com tantas cicatrizes
E um amor acabado que ainda insiste

Um réquiem funerário,cinzas no céu
A paz esta na morte,no seu beijo
Que os caidos se encontrem com gabriel
E em seus braços tenha seu desejo
Deitar-se,curar aquilo que as prende
Encontrar também alguem que as entende

O caminho para o amor é o inferno
As paixões,chamas que te lambem
Não desaprecie o que ainda é eterno
Notas no piano,os Deuses que me mandem
Uma caixa na qual eu vou guardar lembranças
As grades do meu berço na ponta eram lanças

Todas feridas de um coração apodrecido
Nas voltas da roda da fortuna,que o Papa
Olhe por mim e reze,esse é o meu pedido
As rédeas do carro,o destino aguarda
Decisões a serem tomadas mas que terão
Estragos enormes,conhecidos de antemão

Que o caminho se mantenha,as asas abertas
Ouse voar,acredite para dar um passo ao achado
Todo monstro vai ter que descobrir na fera
Algo para poder dormir na tempestade de inverno
Enquanto a rainha do gelo soprar sua neve
Cristalizando o coração,deixando tudo inerte

Um paraíso de palavras montado peça a peça
Desmontado pelas mesmas palavras que eram base
Desejo que o sono seja onde novamente possa
Contruir ilusões duradouras,que não se acabem
O sono de morte,na imperfeição e no fim esta
Algo que um coração machucado pode cicatrizar

No balançar do berço repousa a esperança
As lágrimas continuam sinuosas pela bondade
A liberdade é uma lembrança na pequena praça
E o amor é só uma canção de ninar sem maldade
Em um último suspiro,segurado para sempre
O norte se perdeu,agora não mais convem

Consolos do Oasis


Esconda a sua tristeza com a bondade
O paraíso se mantêm inalcançável
Em um rugido de Régulus a verdade
A estrada desabou e cair é inevitavel
Mas que a morte,se mostre generosa
E seque todas as suas lágrimas sinuosas

Observando do moisés as estrelas
Deitado naquela pequena prisão
Elevando as mãos,sem poder te-las
Que as nuvens nunca tapem a visão
Ali tão perto mas tão distânte jaz
Enquanto ele estiver ali,não terei paz

Que a estrada para o amor venha a ruir
Enquanto eu olhar para o céu e ve-lo
Os fantasmas se manterão,não irão dormir
E a criança olhará o alto cheia de apelos
Num balançar da brisa,a tempestade morra
E com isso o sol finalmente se ponha

Até o último súspiro,o medo cresceu
A mágoa tomou forma e vida própria
Você os alimentou,agora já faleceu
Mas mesmo assim,eu sabia a história
O ódio eu jamais terei no meu jardim
Mesmo se só for o que remanecer no fim

O amor e a tristeza,não deveriam andar
Tão juntas,nem mesmo em palavras
Mas mesmo assim elas sempre vão estar
Desconsolando todas aquelas almas
A esperança se partiu,ficou retalhada
E mesmo assim ainda tenta se remontar

Mascare o choro com um sorriso gêneroso
Mantenha-se na estrada diante do norte
A agônia fornece a paz e um colo bondoso
Para enfim se entregar ao abraço da morte
Memórias apagadas com a luz de uma vela
Porém aquele coração o seu amor ainda zela

Nas grades,cartas escritas sem destinatário
E as palavras que doem são as não ditas
O conforto está só nos braços do imaginário
Onde aquela pessoa é realmente inesquecida
Em um Oasis,nas sombras das lágrimas caidas
Do outro lado,onde a mágoa é só infinita

Desejo de uma estrela


Desejo de uma estrela,brilhar no céu
Espalhar brilho e luz para os continentes
Desejo de uma estrela,cumprir seu papel
Tornar-se parte de uma constelação imponente
Levar claridade para a noite negra e densa
Fazer frente ao luar belo que a alimenta

Desejo de uma estrela,olhar do céu o amor
Arquitetar a noite,abençoar a criança
Sempre sonhar com terras do norte para compor
O que jaz no fundo?Terminar com toda esperança
Os segredos de Naiad,contados no cair do despertar
Na maior tempestade de inverno,um dia para descansar

Desejo de uma estrela,ver a beleza da fera
Habitar o silêncio profundo e completo
Desejo de uma estrela,o fim de toda uma era
O sol adormecido,eclipse absoluto e belo
Estrelas negras,um dia tornarão até a poeira
Junto dos anjos que cairam primeiro,fim da era

Desejo de uma estrela,venha me cobrir agora
Andar em pleno ar,o florescer dos jardins mortos
Perder-se no extremo norte,estrelas da aurora
Desejo de uma estrela,poder iluminar um grande reinado
"Oh grande céu,nossa grande separação,quero tocar a terra"
Desejo de uma estrela,ser maldita,divina e eterna

Desejo de uma estrela,ver a cidade fantasma
E poder brilhar até seu ultimo suspiro
Uma vez,apenas uma vez ver o crepusculo da alma
Os nascimentos dos oceânos,em um dia repentino
Como um sopro verperino,observar de cima as mudanças
E em um nascimento de criança reavivar,elevar a esperança

Desejo de uma estrela,acreditar no mestre dos desejos
Observar as tragédias da Antecâmara da morte
Desejo de uma estrela,ler os poemas do garoto morto
Ter uma fantasia para uma hora de sorte
Desejo de uma estrela,consagrar-se artista ao morrer
E um dia ter um anjo só para sí,antes do desvanescer

Desejo de uma estrela,erradiar as terras do céu menor
Desejo de uma estrela,contar as histórias de uma sereia
Desejo de uma estrela,a canção do amor fantasma em tenor
Desejo de uma estrela,sonambular em terras do nunca amanhecer
Desejo de uma estrela,exterminar o sonhador caido pelo pecado
Desejo de uma estrela,iluminar para sempre os olhos do seu amado

Garoto morto


Sombras de lágrimas aquareladas
Encobertado a bondade tão escassa
Em breve não estarei aqui,saiba
Olhando o passado as vezes a raiva
De ter sua presença e não ter paz
Se abate em minhas costas mas jamaiz

Trocados os sonhos por promessas
Elas vieram e eu as acreditei
Você as quebrou,e veio as lágrimas
O pecado foi algo em que tentei
Montar meu paraíso,na sombra escura
O que está escondido naquela fissura

O poema do menino morto aqui escrito
Linha dos versos,algo para se confortar
Quem dera dormir apagasse este livro
Nascido de uma angústia,invisivel ao olhar
Tanto para ler,tão pouco para se aprender
O eclipse engloba a lua e nada mais a se ver

A beleza é algo que nasce das trevas plenas
Procure força,se superar o caminho da morte
A recompensa é a prosa muito mais que perfeita
Vacile e talvez seu futuro esteja no norte
Abaixo dos lençois do mar e o leito do oceano
Tenho tanto para desculpar-me,é tão insano

Meu melhor amigo,me apaixonei por você
Quem dera minhas rosas tivessem seu perfume
E as terras a benção para flores não desvanecer
Fé de horror,na linha desses lados tenue
Se pelo menos minhas cartas tivessem destinatário
Escreva o que sentir,portas do completo medo

Não espere de alguem muito mais do que tem
Provavelmente vai se decepcionar e correr
Mas não importa para onde,o amor o detem
Vai se magoar mais e mais ,apenas se perder
E quanto a você,só queria não sentir isso
Queria que esse sentimento não fosse um abismo

Me desculpe,tanto para ver,apenas um final
Sem casa meu coração é o que está além
Afogar-se na poesia nua,crua e fatal
Olhar no horizonte aqueilo que ficarei sem
Se você me amou me enterre,cave-me a cova
Um novo livro do pequeno poeta,nova história

Lágrimas de tristeza


Eu escutei todas as palavras duplas
Por trás delas um sussurro triste
"Não me deixe vagar sozinho nas ruas"
Entenda meu apelo,pois ele existe
Lágrimas da solidão,não as deixe cair
Alguem me abrace,não lembro como sorrir

Uma criança perdida na própria noite
Olhando para o alto procurando um colo
Tempos de inverno e primervas da morte
Já tive o bastante,agora quero consolo
Alguem siga meu rastro na neve e diga
Aonde fica o norte,onde fica a sina

Olhando suas pegadas no branco infinito
Eu vejo,choro de diamante ladeando a estrada
Mas não quero ser apenas um bom amigo
E sim ser em quem repousará a alma
Daria o melhor de mim,seguraria forte sua mão
E mesmo assim,sei que não terei seu coração

Lágrimas de solidão,andando na tempestade
Canções calmas em um lago a imagem congelada
O que eu tenho ainda se manterá para eternidade
Mas deveria estar perdido entre tantas mágoas
Como posso? Conciliar dois desejos distintos
Será que sou eu quem realmente deveria ter caido

Águas do despertar da primavera e do mundo
Escência do mar,traz seu perfume para mim
Duas vezes será que terei de partir,no fundo
Será que é isso o desejado como um fim?
Tempos de solidão,a bondade no balançar
Das árvores eternas que vão desmoronar

Uma vez você foi um dos meus pilares
O que me deixava de pé só que agora
Me mantenho nas ruinas com olhos lunares
Fitando o céu noturno e desejando por horas
Vou me esforçar para seus passos seguir
Lágrimas de solidão,as suas não quero sentir

Lágrimas de solidão,corrompendo-o de dentro
Mascarando as saídas do vazio e do choro
As minhas já cairam,mas a você resta tempo
Duas vezes posso partir,mas será sem retorno
Se quiser-me ao lado,estarei ai mas o contrário...
Entendo,correrei para a morte e seu negro cenário

OASIS


Se você acreditar,o amor não murcha
Como as rosas mortas no meu Éden
Nos maiores desertos ele ainda escuta
Em um Oasis em terras devastadas além
Lembraças no réquien tão doce e leve
Oh Deus como estou feliz com o leste

Minha caixinha finalmente aberta
Vejo que nada que desejei, a morte foi
Nas sobras das memórias mais forte é aquela
No parque teu sorriso era tão alerta
Eu vejo o quebrar das ondas no horizonte
Grandes saudades e um passado distânte

Sonhos através dos sonhos mais profundos
Você não foi esquecido no meu âmago
Me deram asas mas as arranquei pois no fundo
Nunca quis voar para longe de quem amo
Mesmo que minhas memórias sejam densas
De lágrimas eu sei que será minha sentença

O fugor do sol e a graça da lua e estrelas
Um outro tempo,o Oasis que quero relembrar
E do que me foi dado,nada mais agora resta
Em minha pequena caixa,o que não vou mais olhar
Deixado no fundo o destino,sentimentos e sorte
Agora sem mistérios pois só restou é a morte

Mas vou desmanchar minhas memórias cansadas
Levar todas ao coração do paraíso e enterra-las
Provados foi meu valor e este é quase nada
Não sei porque ele vai se importar se eu falhar
E nunca saber quando as chamas cobrem o crepúsculo
Tantos fantasmas,como eu não ira chorar por um segundo?

Em tão vistosas praias virgens,sem pegadas
Magia parece tão longe,mas meu sangue canta
Que parte do céu será me dada para ser lembrada?
As estrelas estão distântes da minha alma
E eu não ostentaria um brilho igual ao dos astros
Oh céu grandioso,onde estarão seus alabastros?

Me deram asas,eu as decepei totalmente
E me refugiei no mar onde o creúsculo é azul
Eu quis te levar para algo longe da minha mente
Um oasis onde a agônia, não se veria nem um
Sonhos no oasis dos sonhos,você é apenas outro
Nestas terras,meu coração sepultado como tesouro

Olhos mortos


A chuva derruba as folhas,despindo árvores
Todas as águas estão vermelhas de sangue
Préces distantes,todas as palavras e ardores
Tudo isso está me matando,então me segue
Do cálice dos mortos,o veneno em seu gole
Beleza desfeita,escurecida,deixada à sorte

Este grande amor despido,ainda nos veremos?
Temo perder toda a máscara,ser um monstro
Como eu queria as paredes de um lar sereno
Seu rosto é cada vez menos nítido,como sonho
Será que o amor vai padecer?Eu ainda te amo
Oh Deus os oceanos escutam o que eu clamo

As trevas para meus olhos,bani-los de beleza
Ainda nos veremos nas sombras,no vazio da morte
Minha cova preparada,caixão de pregos e incerteza
Lágrimas da memória,minha bússola aponta o norte
A maior dor ainda nem se mostrou,e já me despedacei
Meu grande amor,teus olhos escuros eu não encontrei

Todas as pegádas levadas pelas ondas coléricas
Em meio as penumbras,desejando estar contigo
Não tenho mais Deus,só tuas asas abertas
E meu futuro fechado,longe do adormecer do mundo
Deixando no vento as lembranças e a noite desejada
Aquelas feridas incuráveis,minha prosa refugiada

Escrevendo versos da maior dor de todas
Morto para se fechar,olhos de besta
Demônio sem visão,bebendo sua alma
Rever a sabedoria não é mais uma certeza
Estuprada todas as lágrimas,calejados meus dedos
Meu grande amor enterrado,desfeito em desejos

Uma noite para se chorar e apreciar o vento
Brisa avassaladora que anuncia a chuva
Em meus passos,bebí do cálice,terminei o tempo
Marcada em uma alma que aos poucos se aprofunda
De tantos rachados,torna-se um poço do oceano
Dormindo em topor eterno,eu lamento tanto

Acabada a jornada em um silêncio sufocante
Gravidade amarrada pela dor de um coração
Meu grande amor,seus olhos tão inebriantes
Nunca vão me ver pois fui largado em escuridão
Cada passo para estar mais em seu lado
Acabou me distânciando do meu amado

Príncipe das Nuvens


Eu vejo as nuvens sopradas do alto
Um grande sonho perdido,o grande céu
Suspiros entre suspiros,tão certo
Lá estava o príncipe,em seu corcel
Bem do alto,a vista mas fora de alcance
Como as estrelas,apenas sem tantas nuances

Alí ele criou seu reino,afastando-se
Do amor e do ódio que rodeiam a terra
Mimou-se,teve uma vida fácil,se fosse
Errado,ele o faria,pois sabia que era
Inalcançável pelos demais,seja para vingar
Seja para consola-lo,da solidão em seu olhar

Sozinho nas nuvens por mais de duas décadas
Preso nos próprios ideais torpes,sem carinho
E ali ficará,até o fim de todas as eras
Com uma fé mórbida,curvando-se ao destino
Deixando levar-se nas ondas das noites
E das correntes dos ventos em açoite

Um dia ele decidiu descer do castelo
E admiriar a vida mudana aqui em baixo
Entender o amor,e porque forte é esse elo
Não amou,apaixonou-se em vários acasos
Iludiu-se e iludiu,maguou vários corações
Mas do amor,não teve nenhuma de suas lições

Desfez histórias,escreveu promessas na areia
Deu a grande dor aos poetas e poetisas
E logo cansou,para ele aquilo já bastaria
O suposto amor não lhe forneceu alegria
Levou alguns presentes e lembranças esquecidas
Mas não sabia da raiva e do ódio,bem merecidas

O paraíso onírico,a prisão fora do alcance
Desejava de todo coração retornar para cima
Porém conheceu uma criança,feliz e cantante
Com seu brinquedo,satisfeito com a companhia
A inveja nasceu nos olhos do nobre sem título
Uma felicidade simples,esse foi o intúito

Roubou o brinquedo do pequeno,que não chorou
Vestiu-se na indiferença e voltou-se só a sí
O garoto assistiu seu brinquedo e quem o levou
Subirem ao paraíso inferior,e este seria o fim
O ladrão dorme,tranquilo,indiferente ao que criou
Alheio a tristeza,ódio,mágoas e as lágrimas que provocou

Composições


Os céus perdem as cores,desbotam no cinza
As estrelas se apagam,renunciam seu brilho
As lápides contam as histórias e sinas
Em papél fica registrado o que esta perdido
Todo esse peso está me sufocando,está me matando
Como pode?Ainda mantermos um desejo insano

Não importa que eu sinta sua falta,meu amado
Sei que está perdido e eu só tenho os temores
De ter denovo meu coração dilacerado
Rasgado das minhas memórias,quantos ardores
Por manter um coração em um verso tão fúnebre
Sei bem que por ter amado não passarei incolubre

A distância soterra e eu vejo que minha maior dor
Nem ao menos vai se aliviar com um pouco de atenção
Que paisagem morta,talvez isso seja ser sonhador
Vento leve,carregando no sopro a canção do coração
E o resto durma bem longe,no desabrochar das rosas
NO escuro é que verdadeiramente se vê a beleza morbida

Cada palavra,única e tingida do vermelho carmesim
Todas essas letras me confundem,distorcem meus sentimentos
A sua beleza não pode ser escrita mas sofrida por mim
Sei tão bem que a tempestade ainda nem está em seu meio
Na calada da noite,escrever está tão longe do que eu quero
Mas uma vez entendi que o amor dos poetas nunca é eterno

Que seja sepultado enquanto derramo meu sangue
E escrevo as peças épicas para o desfrutar do mundo
Cada linha chorada de uma segunda alma distânte
E cheio de sí,o silêncio é denso e tão profundo
Não mais interessa,o sonho se apagou e apodreceu
As estrofes que dediquei,a lágrima as desvaneceu

Então será que eu ainda poderia te ver nas sombras?
Não tem retorno para a solidão,sempre me acompanhando
Por baixo,bem no fundo as lágrimas são tantas
Mas o sonho em sí não desaparece,é muito acordado
Tão disperto que me rouba o sono e faz pulsar vida
Os versos escritos para minha grande amada perdida

Cada poema só nasceu do punhal cravado em meu peito
Todas as estrofes e versos,filhas do desejo impossivel
É uma escolha louca mas perdi o que não me era defeito
E agora tudo fica tão distânte da minha mão,que passivel
Foi acreditar em palavras perfumadas,meus versos não traduzem
Como foi triste para o sonhador perder seu próprio alguem

Sereia


Uma dama com voz de violino,prostrada
No mar,olhando as ondas e a indagar
onde está Netuno?Será que são amargas
As águas desse oceano de lágrimas a salgar
Porque meus pés não podem tocar a terra seca?
Marujos devassos,meu canto os vai afogar

Repleto de encantos é meu chamado da morte
Uma voz soprana e doce,como um afinado violino
A paixão das ondas marítimas,venham para o norte
Encontrar as sereias,que tem o canto de um sino
Governadas por Ligeia,as filhas dos mares e sedução
Cuidado,a luxúria pode mata-los,tira-los o coração

Porque só posso me contentar com as pedras da enseada?
Se desejo ter em minha pele o sabor da areia e do sol
E deixar de uma vez esse mundo de lágrimas,água salgada
Talvez as florestas e praias sejam a ilusão de um crisol
Gaivotas que rodeiam o céu me tragam algo da relva terrestre
Aqui tudo é azul e preto,turvo e indistindo,um lugar sem mestre

Podemos ser as estrelas mais brilhantes do oceano
Mas escravas das ondas,quem me amarrou nesse destino?
Os barcos aportam,oh lua você quem é livre,que insano
Todas as noites seus raios refletem-se,tão nítido
A beleza e os mistérios,o fundo,governado por Netuno
Eu ainda escuto muitas lágrimas,mas há um sussurro

Me dizendo que alguem espera-me onde não posso tocar
Em sonhos nós cantamos em dueto,cercado pelo vinho
Pelo ar andamos,vendo de tudo,e a tudo sempre a passar
E hoje passo a cantar todos os dias,como um triste violino
As carícias sedutoras,peitos virgens e curvas inexploradas
Só posso ser tocada pela pessoa que me é realmente amada

Uma existência sem brilho,apagada no meio da calmaria
Os ventos não mais me guiam,sou só jogada pelas lufadas
Elas trazem-me e levan canções nesta mágua infinita
Brincando e se deixando levar em maresias devassas
Venha logo me buscar meu marinheiro,sua dama a espera
Presa nesse oceano,paixão proibida e tão secreta

Quem me prendeu nesse destino?Atada as pedras e água
Cantando entre pedras a sereina com a voz de violino
Sopros amorosos,só em suspiros consigo levar essa mágua
Será que ele vai me buscar ou estar aqui é meu destino?
Terras e praias,quero senti-las em mim,mesmo que custe a vida
De que adianta esse oceano de lágrimas se a felicidade é finita

Última Poesia


Oh realmente sou o poeta mais pobre
Cada verso é um fracasso,um contento
Para aplacar um vazio que não se cobre
Apenas um amoltoado de dor e sofrimento
Crave a espada no meu peito,decepe o coração
Alerta para a morte de uma brincadeira de paixão

Que deploravel,escrever para o âmago da noite
Como doi,eu nomeei todas as minhas dores
Estúpida criança,não vai ser salva sua peste
Então grite em agônia,é apenas um dos horrores
O sonho já acabou,estancado e carregado para empatia
Cerrado está o sonhador,eu odeio essa poesia

Exterminado o desejo,esta é minha última prosa
Possivelmente o nojo e o rancor vão enegrecer os olhos
Do poeta que se sente ludibriado,chega por hora
Meu deus,como eu deixei de ver que era apenas um sonho
Este confortmo momentâneo,arraste-me para o abate
Estupida alegria,o oceano de desespero te devorou
Que triste,minha rosa está arruinada e murchou

Tão alerta,foi só orgulho e um pouco de cobiça
Aproveite,agora sim esta morto o sonhador
Queime-me,a culpa foi minha,pois só queria
Um sorriso,mas era egoismo demais essse favor
Canções do vento,para a calada da noite,silêncio
Este é possivelmente meu último e agressivo contento

A grana estupida é minha,eu queria usa-la bem
Enfie uma estaca dentro do meu peito,gire-a
E não pare até que a morte me abrace também
Escreva uma opera com meu sangue de tinta
Então deboche da minha rima,rasgue minha prosa
Não haverá outra,porque odeio escrever essa droga

Arrancadas as flores,escurecidas as águas
Lindo é apenas no papel essa grande ruina
Então deixo para o nunca mais essa mágoa
Nunca esquecido ou superado,agora só sina
Sem mais fatos,sem mais mistérios para futuro
Se desejar,andarei sozinho no completo escuro

Enfie um punhal no meu peito,enterre-o
Eu te amo,só queria que isso fosse claro
Nunca quis comprar seu amor,nem mesmo te-lo
Só pensava em deixar um presente adorado
Queimairei esse livro maldito,não posso olhar
Ele me lembra do quanto errado foi querer sonhar

última Lágrima


Na noite,se revirando na cama
O leito escuro e denso como ébano
Madrugadas ele olhava para cima
Pedindo"Oh Deusa eu quero te-lo"
Segurando bem firme a última lágrima
Antes dela cair a esperança se despedaça

Será que foram ouvidos seus apelos?
Só vejo o desejo noturno para estrelas
Ouvi dizer que os cisnes reais são negros
Como o pesadelo que guarda a certeza
Sei que teus desesperos ainda vão chegar
Sussurre no meu peito quando quiser chorar

Tão frio é o verso de cristal na cabeceira
Segurando sua última lágrima,tão doce
O sofrimento dos outros é besteira apenas
Antes do seu desalento era somente inverno
Sem destino,só o silêncio para o boa noite
Durma com seu anjo e aproveite pois é só hoje

Que um desejo foi atendido,ele irá te deixar
Furar denovo o coração já esmigalhado e torto
Em outro tempo talvez,mas nunca se saberá
Tão doce é o sofrimento que esta no peito
Antes da última lágrima secar,até o amanhecer
Salvo dentro da própria caixa para não morrer

As lembranças peroladas e ladeadas pelo suspiro
Será que ele pede para nunca mais te ver?
Só um afogado de sal,o medo é um campo infinito
Onde se anda até as margens do enlouquecer
Dessa noite só guarde o que foi para o céu
Longe de suas mãos,o que nunca foi de fato seu

E quando a esperança vier em um tesouro
Não abra pois não é endereçado a você
Só a agônia esta reservada ao futuro
Então não deixarei tornar-se o que quer ser
Será que em seus braços ele nunca se perguntou?
Como pode o desespero ser doce como o amor

Segure ao máximo o fôlego nesse mar de sofrimento
Entenda que se sua lágrima cair,não irá ve-lo
Não chore,pelo menos o rosto dele é um contendo
Qualquer coisa ainda é melhor que o inferno
Mesmo que nunca te ame,sempre terá as migalhas
Enquanto segurar bem forte sua última lágrima

domingo, 24 de abril de 2011

Céu



Na sombra do silêncio aguarda a conclusão
Sonha muito alto,tanto que galga os céus
Tem tudo cativo,um por um o destino na mão
Canta tão baixo e chora tão triste como réu
No teu leito as estrelas que constroem o reinado
Como pode? ter em teus vastos braços esse amargo

Na borda das lágrimas o que é bom se reflete
E então nos proprios desejos se pinta a prosa
Que seja ensolarado teus dias e as noites do leste
Te tragam uma carroagem de corvos para que por hora
Sejam abrigados nas asas negras um sonho muito branco
Subam os anjos e cantem em tom soprano algum coro

Que nos olhos sempre exista futuro e sorte no azul
Nos bosques dos caidos ascenda a estrela do coração
Voe tão alto em sonhos,durma debaixo do cruzeiro do sul
Na sombra do pensamento estão lágrimas de outra dimensão
O tamanho da tua coragem,o mesmo que a dimensão dos desejos
Cante para mim no escuro mais denso para que eu saiba que somos

Quem levaram para o céu o mesmo luar que tem no oceano
Como as praias sob o crepúsculo podem ser tão lindas?
Não se importe com teus problemas,são tão pequenos
Comparado com tua vastidão para o qual se envia
O pedido de uma estrela cadente no seu fim curto
Será que ouviu as palavras que deixaram em um sussuro?

Os artistas mais formosos,em nome da rosa eu juro
Vieram dos teus alicerces a inspiração para as almas
Do oceano,da terra e do fogo,todas em um seguro
Embaixo te sua vista,velado está a terra e as águas
Será que posso dar colo para tuas lágrimas infantis?
Com certeza pode chorar,porque depois sei que tem de sorrir

Então não esconda o sol em um abraço sufocante
O inverno vai vir sempre que a temperança faltar
Pare de se lamentar em teu leito jaz o infinito
O que se esconde no fundo?Será que vou escutar?
Do oceano já tive minhas histórias,Heleade foi-se deitar
Minha prosa com o sabor salgado não se compara com o elevar

Dos teus passos,então saiba que não há grades no berço
Pode correr para o colo dos teus pais,pilares do tempo
Que nunca vão ruir,nem mesmo quando no fim do mundo
Quando o mar e o céu se tocarem,será que ainda ha espaço?
Embaixo da tua sombra dorme a esperança,um único florescer
Céu tão vistoso,não desanime pois jamais vai desvanescer

Caindo no próprio acordar


Neste momento eu vejo tão clara
No florescer de memórias fantasmas
Como sinfonias de vozes tão razas
A mercê do frio e do vazio em massa
O silêncio compõe o vél cobrindo o céu
Pequenas mentiras chovem e destroem meu papel

Posto ao pó estrelas que preencheram o zoodiaco
Transpassado,nunca esquecido ou mesmo superado
petálas negras para meu amor escondido e perdido
Finalmente nos vimos abaixo do que foi um destino
Memória sórdida,eu já posso ver um verso morto por nascer
E finalmente arrebentando nos mares,meus olhos conseguem ver

É tudo que me resta,a sombra para habitar meu sono
Caindo em despertar,dos passos dados em tão densa morte
Não mais sonhos e sem mistérios,apenas um parco horror
Do qual eu mesmo tecí a trama que descansa sob o leste
Sem sensações ou jardins após o transparecer do mundo
Nunca soube ao certo se teria em mãos aquele futuro

Mas caindo no próprio acordar,dei passos tão incertos
Só agora vejo,me guiei por dois sonhos que quis compartilhar
Um deles era ter alguem no peito mas o outro no fim dos tempos
Mostrou-se apenas sonho e assim nunca irá se realizar
Então abram-me os olhos,por mais desperto que seja o desejo
É apenas uma queda,como a queda do meu coração ao esconderijo

Onde enterrei meus versos brancos dos sonhos que tramei
Tão frio,deixei meu espírito no silêncio do gelo eterno
Neste momento os olhos não mais enchergam,pelo que sei
Transpassado,nunca esquecido ou superado esse ento
Profundo na minha carne,a chama lambendo meus pulsos
Como em morrer,meu Deus é tão alerta este impulso cruél
E eu remendo e costuro as mantas para cobrir todo o céu

Minha defesa,palavras estupradas e rasgadas ao meio
A própria cobiça garante meus olhos bem abertos
É tudo que me resta,sem destino,sorte ou um caminho
Sem segredos fica tão simples perceber os erros
Deram-me asas,eu as decepei totalmente pois voar
Não é para mim,meus pés preferem o solo tocar

Uma chuva para lembrar quantas lágrimas tem o mar
Tão esquecido,nunca vai morrer meu desejo impossivel
Mesmo que meu despertar seja forte,o sono ainda vai levantar
Cobrir o mundo em sobras e nesse dia a morte será plausíevel
Mesmo assim,sozinho é tão dificil continuar respirando,até minto
Que poderei ter meu minha maior dor concedida no último suspiro

sábado, 16 de abril de 2011

Um desejo


Deus,queria eu uma vez mais velo
Em uma lua brilhante e sombria
Lágrimas acalmem-se do pesadelo
Morte,um poeta me consagra
Sinuosa é a estrofe escrita do amor
Só um grande desenho poderia compo-lo

Toda essa imundice deixou um rastro
Em meio a águas tão puras e tristes
Sei muito bem que é mais que um astro
A lua e o sol que ainda no céu insistem
Em olhar as tragédias que dilaceram os olhos
E eu tenho medo,medo que não passe de um sonho

O que minha grande dor me disse para criar
Será que eu posso te ver nas águas do mar?
Uma vez me disseram que alegria era mascára
Que eu mesmo eu logo tratei de colocar
Sei muito bem que o que sou dorme escondido
Mas você se importa?O amor não esta perdido

As nuvens cobrem as visões das estrelas
Toda esta cegueira está me sufocando
Toda prosa que escrevi esta nevada
Cada linha coberta por um manto devasso
E meus olhos são mais afiados que os do lobo
Captam a beleza de estar-se na sombra do mundo

Cada palavra só nasceu do meu amor
E a distância prescreveu minha memória
Letárgica as vezes esqueço o que é compor
Pois só vejo a mágua transparecer outrora
Rasgada as fontes que deixei minha caixa de Pandora
A partir de hoje poderei mandar sombras noite a fora

Os invernos mais severos,as lágrimas de cristal
Tão disperso,será que escapou por entre meus dedos?
O sonho de ter no coração alguem mais que igual
Desejo mais lúcido entre a loucura criada pelo medo
Não desfrute do campo de rosas pois seu veneno é fatal
Cada pétala traz um único verso criado de uma dor desleal

Só me dê mais uma noite com ele para lembrar
O mundo que escureça as próprias águas
Este fardo é demais para um escritor proporcionar
Talvez hoje ou nunca,terá fim uma grande mágoa
Cada verso perfeito e perfumado nascido do medo
Estrofe por estrofe traduzindo o que é meu desejo

Sonhos Aquáticos


Enterrado além do crepúsculo,jazendo imerso
Apenas uma história distânte dentre tantas
Sombras derradeiras,escritas em um verso
Sementes do medo,árvores de folhas chamuscadas
Uma vez um santúario,agora é apenas um cemitério
Rosas desvanescendo sem o menor sinal de amaranto

Ah Híade,recebemos as mesmas promessas,destinos
Muitas coisas são tão ocultas e eu não entendo
E também não vejo motivo para continuarmos vivos
Já que por dentro somos apenas muitos sofrimentos
O sonho já se foi,no azul tão avassalador e cruel
Eu deveria ter pego quando tive chance o anel

Carícias do medo,meu coração padeceu mas me veja
A rainha das águas jaz adormecida mas eu não
Então por Deus eu quero sua voz como contenta
Já que seu calor está longe de minha pequena mão
Promessas-você disse que estaria comigo,mentiu para mim?
Eu sempre soube quer iria querer que fossem verdades no fim

Ventre dos mares,dê vida ao que me torna insensivel
Misterioso céu,os círculos eu prometo não esquecer
Mesmo que onírico,descansa meu desejo tão risivel
Apenas suas mãos,uma vez mais algo para poder ter
Perdoe-me Híade por querer tentar,mas logo me deitarei
Ao seu lado,imerso em águas frias,ao teu encalço irei

Mar de tristeza e chuva de lágrimas,minha alma aquosa
Não sei como escapar além do sono,talvez durma eternamente
Portas do medo eu as abro,minha chave tão lustrosa
O paraíso jaz nos braços de Morfeu e de sua estridente
Dimensão,durma tão calma minha princesa pois está segura
Em terras milhares de vezes mais densas e muito profundas

Os sonhos se foram e só resta a morte para nós dois
Um milagre ainda estamos de pé,depois da decepção
Híade,guarde seu mistério para eu contar depois
Tendo em vista,correntes marítimas em um coração
Turbilhões de um último suspirar,espero o crepúsculo
Dos tempos,trazendo um descanso em grande sepulcro

Jazendo tão fundo,nunca mais ví o sabor do sol
Apenas o azul oniciente cercando a escuridão
O fim dentro do ocêano,meu sonho não é mais um prol
Findado para eu e ela,mas enterrado até o pulmão
Respirar foi tão dificil,milagres divinos-Oeste
Não mais norte ou sul,apenas de onde você vieste

Mestre da Paixão sombria


Pegue todas as minhas mágoas e as molhe
Limpe-as mas a sujeira com certeza existirá
No leste é que esta a fonte e não no norte
Envenene todos os sonhos para a morte encerrar
Consagrar um demonio em pleno paraíso crescente
De pó será o passado,futuro e também presente

Estou farto,já tive mais que o bastante de agônia
Egoista e tolo,acha que seu rastro foi dilacerado?
Só porque em meu peito estancou uma grande sinfonia
Mares sombrios,do seu outro lado estará algo alterado
E eu já tive o bastante,seja inteligente e escolha certo
Só um erro poderia te trazer para aqui tão perto

Junte os brinquedos e termine seu crucifixo
De sangue é feio o vinho refinado para teu provar
Os sonhos de prima-dona e um alpinismo
Acho que já tive uma boa dose de veneno no altar
Então cuspa na minha cara,não olhe nos meus olhos
A menos que queira ter pesadelos infinitos como assombros

Já tive grades nos berços,elas me impediram de cair
Do sangue que perdi foi escrita uma grande opera
E não entendo o que é que precisei até agora mentir
E é o bastante a ruina pelo gelo,uma lenta e dolorosa
Os gritos em sinfônia de agônia para o mestre da paixão sombria
Se sua cobiça for tão forte eu não me importo com esta vida

Pode devora-la ou consumi-la até que sobre apenas restos
De um tolo que estava cansado,mas isso é mais que impotente
Pois a verdadeira morte só se abate naqueles que mais perto
Deixaram de cometer pecado por pecado os sete mais imponentes
Não se orgulhe,eu mesmo afogaria o maior dos desejos pela prosa
E deixado sobre o túmulo das virtudes uma grande e sombria rosa

Me deixe em paz,não basta estar em cada pensamento
Senhor da paixão sombria o que quer em oferenda?
Se me roubar o coração,farei tudo com contentamento
Desleal foi minha recompensa por acreditar em lendas
Egoista,egoista,egoista apenas a luxúria cria laços
Entre os homens dizer que há amor é apenas um acaso

Enterre meu caderno mas antes deixe a raiva guardada
Tão cheio de sí mesmo esqueceu-se de cobiçar uma vida
Para sí e de propósito eu disse,esqueça sua amada
Pois quem é que vai querer amar um monstro homicida?
Mestre da Paixão sombria nada é pra sempre,tudo vai acabar
Mesmo as constelações poderosas no céu,o tempo as vai apagar

sábado, 9 de abril de 2011

Andando Entre Os Caidos


As vezes eu escuto um sussuro nas sombras
Me questionando por onde até hoje eu andei
Espero que entendam que apenas segui as ondas
Fui levado na solidão aonde quase me afoguei
Me pergunto incensamente se preciso dessa dor
As asas incandecentes,enegrecidas com meu temor

E dei enormes goles do sangue que me tornou
Um dos caidos,e meu segredo é bem encoberto
Pois a estrela guarda o mais alto que alcançou
E em cada passo eu dou juntos aos do medo
Andando entre as sombras,entre os mesmos iguais
Todos eles tem contos que escutados serão jamais

Todo esse fardo,caminhando lado a lado com os caidos
Enquanto me permetia uma ou outra lágrima no chão
No bosque do nunca amanhecer onde olhamos os feridos
Sorvemos do seu vinho vermelho,esperando uma canção
Para amenizar a dor que não é desse mundo,e só escutar
Os corações cansados que em breve vão lentamente parar

As penas chamuscadas,as roupas rasgadas e a neve
Não há como negar,o abismo é atingido com a marcha
A procisão de ex-anjos,derrubados por um dia breve
Congelados e adormecidos,será que é tão escassa?
A alegria para os que se aventuraram e desobedeceram
Todas as orações: Oh Pai até hoje não esqueceram

Olhando do céu por dois mil anos,esperando o nada
Adormecido nas nuvens por tempos tão longos
Será que tuas mãos ainda estarão sobre nossas asas
Na hora quando finalmente desapareceremos
Existe esperança?Porque não a vejo em meus olhos
Será que em morte poderemos enfim ter nossos sonhos

Procisão dos caidos,cada passo em um grande fim
Sempre que nos perguntavamos,as respostas não vieram
No leste enterrada a babylônia que foi tudo para mim
Andando entre os caidos,onde nenhum deles esqueceram
Será que um dia ele pensou,só pelo menos uma unica vez
A chuva pode cobrir tudo pois afogada será a insensatez

Nas cinzas sempre teremos nossos lugares de conforto
Em noites solitárias mas nunca solitário de fato
Caindo um por um,a graça vai lentamente nos deixando
Existe algo que nos redima pelo crime que nos derrubou?
Andando entre os caídos,cada passo adentro da escuridão
Em estradas mortais e amargas que nenhum anjo já andou

Prima-Dona e o Poeta


Rainha prima-dona desfeita e bela
Tuas faces para meu proprio deleite
Vocais perfeitos e perfumados como erva
Mãos puras pousadas sobre o teu ventre
Dignidade posta de lado em uma visão lírica
Voz que aos papéis operásticos concede vida

Beber de teu sangue,provar de tua voz
Erguer peças ao teu nome,em tua homenagem
De toda a vida es minha única algoz
Minha flor em juventude para eternidade
A luz ilumina suas lindas feições por horas
Em meus sonhos o mundo é apenas paixão e opera

Um canto soprado dos lábios formosos e vermelhos
O desejo de te possuir em primervas da juventude
Desabrochar da música,as faces em meu espelho
Apenas mais um instante devasso e então a plenituda
Grandes versos escritos por mim,sou seu amor e só me veja
Eternamente serei um escravo de tua musica vossa alteza

OS cabelos ao sabor das ventanias,densos como o ébano
Curvas tão virginais e tão cobiçadas pelo mundo
As notas tão altas alcançadas em soprano apenas dramático
Uma pele tão branca como o marfim mais puro
Palavra por palavra estuprada por sua alta beleza
Meu pecado maior foi me viciar nessa enorme tristeza

Cantos das sereias entonados no tom de coloratura
O corpo para o banquete maior dos meus olhos
A lua se esconde quando sua presença toma postura
Ofusca estrelas,olhando para uma princesa de contos
Os frutos de Eva para a honra de teu canto divino
Guiando os sonhadores em tons e letras tão cativo

Escrevendo para teu brilho,rejuvenecento meu âmago
Apenas o maior desejo cria histórias dignas de tí
Papeis eróticos espalhados em teu corpo
Noites sem sono para o compor da dor que mais sofri
O poeta se põe aos teus pés,beija suas mãos
Pele tão branca que logo inflama desejo em meu coração

Uma vênus da ópera feita completamente de leite
Guiando personagens,vocais de soprana espinto
A chuva de lágrimas para que meus olhos se fechem
Suas horas de jubilo e meus sussurros em que minto
Toda a realidade,tranco-me nas minhas fantasias
Poderoso é o vocal que escurece o coro de ninfas

Em faces brancas pelo luar,minhas mãos frouchas
Profundo é o amor que me faz criar para tua alma
Maior serão as marcas deixadas nas cochas
Seios virginais,uma moça que repousa intacta
Prima-dona egoista,tem meu coração em palma das mãos
Lembranças dos tempos em que maior eram as canções

Em uma peça de ópera,brincavamos em pleno éden
Danças devassas em campos do verdadeiro paraíso
Seu toque em minha pele,como espadas que ferem
O sol não tem o teu brilho nem pássaros teu canto
Guiando em Mezo soprano,sussurrando fantasias infinitas
Tão doce é teu gosto,como uma fruta viciante e maldita

Lua


Os zodiacais apenas observam sua queda
Tocando o solo terrestre com seu branco
Uma charrete pelos corvos é puxada
Guardando a caixa de Pan dentro do abismo
A graça nevada,em faces cintilantes de lágrimas
Presa em remorsos,deixando sua alma sufocada

Dentro da mais profunda e tenebrosa noite
Ela baila nos bosques mais sordidos do mundo
Os mares ela enfurece com sua força decadente
Ri tão alto da gravidade que vigora em tudo
Lançando seus raios em todas as direções
Atrás do sono enterrou no solo suas emoções

Nas noites mais obscuras pode ver seu choro
Sorver das lágrimas que darão brilho eterno
No peito uma flecha sangrenta como um elo
Ligando-a aos solidos muros do tempo babilônico
Esquartejando a própria esperança eu a ouço
Perto de mim,um fragmento dela trago nos bolsos

Nos desandares mais amargos,ela derrama o sangue
Ferida no peito ainda desce todas as noites
Brilha procurando seu amado,mas sempre como antes
Frustra-se e enfurece-se,forte não fosse
As estrelas se ofuscam em luto ao inevitavel
Querendo que ela torne ao céu tão paupável

"Volte deixe-nos consolar teu coração
Observamos de cima toda sua sina
Então retorne segurando nossas mãos
Secaremos tuas lágrimas aqui em cima
Te faremos forte para que esta flecha
Nunca mais doa,tiraremos ela em uma era"

Guiando em tom soprano o adormecer dos tempos
Cantarolando confinada no próprio amor ela segue
O sol finda sua jornada até que nos adventos
Do crepúsculo ela põe teus pés no chão inerte
Atrás do vínculo deixado por seus pecados
Estendendo a visão para o céu despedaçado

Em campos do paraíso,levada em sua busca
Mais uma única noite para se viver
O brilho deixado de lado pelo amor que o ofusca
Mais mil flechas em direção ao peito para morrer
Eu posso escutar a lua chamando quem ela procura
As estrelas aflitas querem que encerre sua angústia

Cisne Branco


Nos lagos mais brancos e cristalinos
Nadava sozinho um ser tão desprovido
Desprovido de beleza,amor e destino
Nadando solitário nas águas do mundo
"Oh como meu coração deseja ter beleza
Assim serei aceito dentro desta natureza"

"Na minha mente a graça pertence a anjos
No meu mundo só as trevas cercam o céu
E nesta noite de sombras em que os arranjos
Soam poéticos no ar,densos como um véu
Para uma noiva amada,para uma pessoa bela
A quem mereceu o beijo de uma fera"

Sem cicatrizes risíveis esta ele agora
Na morte tavez ganhe um momento lindo
Para se lembrar em lágrimas o que outrora
Não foi importante para seu caminho
"Durma bem,durma tranquilo meu medo
Pois já me tem,cativo e preso por dentro"

"Geleiras do grande norte me reflitam
Mostre-me o que sou sem esta concha
Deixe que meu sonhos não se intimidem
Afinal tenho que ter liberdade ou chance
De galgar os céus,bater timidamente as asas
Tão doloridas pela tensão em que se acham"

Durma bem,durma tranquilo pequeno coração
A aurora boreal inunda tuas penas
Veja no lago,a beleza que antes era canção
Não apenas os poetas podem te-la
Os anjos não são detentores de toda graça
O ser mais belo é o cisne,que abre as asas

Suas penas esbranquiçadas pela neve
O coração blindado pelos sofrimentos
Belo e forte agora não mais desvanesce
Mas sempre em memórias trará os tormentos
Vivos como um pesadelo que o sol inundou
Com os raios dourados que seus olhos iluminou

"Fui agraciado pela beleza inebriante mas
Meu coração de leite ainda estará sempre sozinho
Só as máscaras mudaram,minha alma não esta atrás
Ainda sou eu,apesar da elegância no destino
Durma bem meu amor,durma debaixo da minha cama
De porcelana minhas lágrimas,que ainda sonham"

Principe da Cobiça


Olhar sempre ganancioso para os outros
Nunca se contentou com o que era para sí
Acho que possuir o mundo era um sonho
Sonho que agarrou bem perto,enterrado no fim
Principe da cobiça com os olhos negros como corvos
De furtos é formado seu reino até os portos

Você olhou minha felicidade,minha rima
Leu meus versos e os quis para usar
Apenas desejava algo para a cobiça
Canções dos mares para poder descansar
Sua inveja cobriu o mundo,sufocando tudo
E quem gritar era morto em um ou dois segundos

Diga-me o que quer de mim,no sol da meia noite
Tão alerta para obter sua ganancia,seus supérfulos
Saiba que sou o poeta mais pobre que existe
E apenas posso oferecer meus versos estuprados
Enquanto escrevo metido em minha doca de pesadelos
Uma voz lírica e doce,essa é a voz do medo

Corte meus dedos,arranque os olhos do pecador
Nada que tenho pode contentar seu desejo
Talvez meu sangue possa pintar algum retrato
Ou meu corpo alimentar os campos de cortejo
Espalhados no ar meus papéis,cada inspiração miserável
Ria da minha prosa,mas que o sentido é tão palpável

Perigoso é aceitar teu banquete e se envenenar
Arrastando as mãos sobre o mundo e o abraçando
Nem mesmo Aslam poderia conseguir te parar
Acorde,fui apenas sonhador no papel amassado
Como foi se apaixonar pela vênus e cortar suas mãos?
Deus se pergunta porque esqueceu de te dar coração

Do lado oposto do oceano esta o norte
Deleite-se com a carnificia que pode criar
E deixe abrigar-me na sombra da morte
Escreverei cartas,até quadros posso pintar
Só não force o sol da meia noite derreter meu gelo
Assim não terei mais nem minha parca prosa de medo

Os cantos dos rouxinols,pois decaptou cisnes
Um soneto perfeito para ser posto na sua cova
Estancada seja a cobiça que em bater insiste
Sempre com os olhos ganancioso para uma nova
Nova fantasia,novas mulheres para aterrorizar
Que rosas negras ladeiem sempre o lugar que andar

Diga-me o que deseja de mim!Grite por favor
Se nem mais o sorriso da minha Afrodite vejo
E devorado pela luxúria foi meu amor
Quer um verso encantador?Procure sem te-lo
Apenas da maior dor uma vez nasceu o que queria
Morto foi o poeta que escreveu aquela poesia

quinta-feira, 24 de março de 2011

Venha me abraçar


Beba das minhas lágrimas em queda
Meu sangue vinho,vermelho e apetitoso
Tua ância desavergonhada que era
Um orgulho,meu coração tão choroso
Venha só mais uma vez me provar vivo
Antes que a morte me traga meu alívio

Venha me abraçar em meio as trevas
Tão doce foi seu toque,quero ve-lo
Mesmo que isso custe toda as eras
Para uma vez mais em meu colo te-lo
Venha,venha me abraçar em minha vida
Pois depois será tarde para esta sina

Durma mais uma vez ao meu lado tão frio
Morto pelo vazio,quebrado interiormente
Minha alma descansando na beira do rio
Estagnação interna,me decomponho lentamente
Me tome em teus braços,eu quero liberdade
Talvez com esse peso eu nunca voe até a divindade

Nunca atinjirei o estado estóioco,nunca nada
Venha me abraçar,pois meu coração ainda doi
Deitado,velado,tendo o sangue como arma
Lúcifer,tua musica meu âmago nunca tocou
Dizimada,estraçalhada e estuprada a minha graça
Deixando todos os sonhos para serem sorvido em taça

As canções élficas cantam maresias melacólicas
Diga Deus,porque meu coração foi minha queda
Caminhos trilhados pelo vermelho de almas eufóricas
Em meus pensamentos,sua presença sempre se eleva
Venha me abraçar antes que eu caia em desvanescer
Me tome uma vez,quero este desejo antes de morrer

Seque meu rosto,dê me colo para repousar lágrima
O mundo frio,minhas faces lambuzadas do sangue
Sozinho,sempre sozinho eu trilharei minha estrada
E sozinho andarei até que sua aura não me assombre
Venha me abraçar,pois logo você só terá um cadaver
Me tome nos braços,enquanto estes olhos podem te ver

Venha me abraçar uma útima vez,eu desejo isso
Meu futuro é o túmulo,feito de cristal de gelo
Descansar ao lado dos demônios em um abismo
Então para o nunca mais,queria poder ve-lo
Por favor abrace enquanto ainda tenho beleza interior
Antes que sucumba em toda minha tristeza este amor

Sussurro do Silêncio



Nada mais em tua frente,só passado
Nada mais em tuas costas,só futuro
Teu amor na ponta da lágrima,intacto
Asas que tocam o céu tão escuro
Nada em tua frente,eu dei a volta
Sonhe tão alto,dentro da rosa morta

Sempre sozinho,preso no berço
Grandes,para o medo não sair
Esperanças partidas,eu vejo
Carícias doces na hora de dormir
Canções de ninar poéticas e tristes
Minha mascara caiu,não mais existe

O amor esta trancafiado no mar
Minhas memórias estão intocadas
Que os passos venham a se apagar
Em reinos de horas invalidas
As sombras camuflam os sentimentos
Amor torna-se ódio como arrependimento

Meus sonhos desfeitos no espelho
E o orgulho ferido,visivel nos braços
Sussurros me trazem seu silêncio
Voa tão alto quanto em sonhos
Afunda tão imerso dentro de sí,só
Decompõe-se tão rapido,tornando pó

Chamas solares,visões turvas
Luas sombrias,luz sem brilho
Contos de fadas repletos de duvidas
No peito um grande vazio
Isolamento,o mundo sem um som
Sem ouvir uma doce e cálida canção

Voa sem olhar o passado,só futuro
Relembra esquecendo o futuro,passado
Olhos que observam o mundo soturno
Graça divina de calor tão cálido
Monstro poeta,sonhos indescritiveis
Poesias destinadas aos que insistem

Não ler,dor das dores,alma salgada
O título de sonhador deposto hoje
Baila tão triste,essa alma invalida
Nunca mais poderei desejar morrer
Secretos esconderijos,adormeceres
Em terras de nunca,jamais amanheceres

Rei do Fogo


Quando o verão anuncia sua chegada
Os raios solares estendem seu domínio
Do inverno o crepúsculo e a alvorada
Governando em seu colo quente o destino
Disputando com a rainha do gelo o controle
Ela logo se põe pra lutar,o gelo se move

As terras são cobertas por mantos devastos
Seu cetro emana raios e os prontamente derrete
Mas não consegue tirar o frio carregado no vento
E antes que torne água,tudo se congela e fica inerte
Ele derrete suas geleiras e aquece seu coração petrificado
Ela por outro lado torna á congelar,refaz seu domínio polar

Um sopro traz vida e o florir da plenitude da primavera
Em outra brisa as folhas caem,os céus se fecham
Trevas avançando contra a luz presente em primervas
Puxada por fênix,sua carruagem entre a noite á procuram
Ela se fecha,nevascas contra o magma do senhor das chamas
Quando ela vier o calor se esvái,e leva pesadelos a suas camas

Na noite ela caminha no ártico,ladeada por cisnes negros
E o fogo tenta achar seu oposto,as nuvens escurecem o dia
Uma vez diz a lenda,que logo após um encontro antes do tempo
Seu amor derreteu a neve no coração,trazendo alegria
Ela continua a cobrir a terra com uma coberta branca e devassa
O sol logo se põe a desfaze-lo mas tão rápido está devolta

Em brisas de inverno á rainha do gelo está vindo
No ano,apenas no equinócio e no solstício pode ve-lo
E ter em seus braços desgongelando o sentimento e o mundO
Em branco as mãos dela deixaram as terras,tudo gelo
Ele traz a primavera e o verão,traz vida e esperança
Ela se encarrega do inverno,outono e sua temperança

Nos polos Odete dorme,esperando o anúncio das estações
Um beijo nas faces a põe dentro do esquife de gelo
E Freederich emana raios,forçando os giros das fundações
O dia sucede a noie e ela sonha,imersa em terras do reino
Quando acorda seu carro é puxado por pássaros polares até o céu
Lá se encontram em um momento e então trocam o papel

O frio cobre o mundo e torna tudo desolador
Apesar do sol atenuar a fúria e tudo aquecer
Ela causa ruina em tudo,enterrada em seu rancor
Em cristais de neve jaz seu segredo acolhedor
Mais uma vez com meu amado quero estar,o tocar
Entretanto até lá,em minha raiva o planeta cairá

Rainha do Gelo


Suas lágrimas fazem a neve do planeta
Os seios amamentam a vida ártica
Sobre seus ombros as geleiras sustenta
O vento leva seus sonhos para estrada
Coberta de gelo,refletindo o céu escuro
As nuvens condensam e,deixam o céu em segundos

Ela anda solitária carregando o vento
Suas canções de ninar no frio devastador
Faces de cristal,coxas brancas pelo tempo
Corpo virginal de gelo,coração de rancor
Vistas em meio ao inverno eterno,preces distantes
A rainha via o horizonte,abraçando-se,estonteante

As noites brancas,as terras do nunca amanhecer
Reinos poláres,ladeiras desoladas e sonhos amargos
Beleza arrebatadora,graça dos cisnes árticos á nascer
No passar dos olhos,nuance congelada para não desvanescer
Sentimentos petrificados,o dançar eterno das nevascas
Os mares são impotentes em sua fúria rancorosa e devassa

Você pode escutar seus passos abafados pelo ventar
Os anjos petrificados em sua jornada ante o norte
O cetro,o coração homicida anciando em congelar
Ela canta,guiando as orlas poláres pela noite
Aurora boreal em sua homenagem,ondas paradas
Terras do nunca degelo,eu te vejo nas águas

Mas sua tristeza,mascaráda por ódio infinito
Se você a notar,seu âmago é quente,como chamas
Por ter sustentado um dia o amor mais que bonito
Congeladas as memórias para a fenix que canta
O degelo virá magestade,apenas espere em Asgard
Odin um dia vai abençoa-la por nossa terra cuidar

Ela anda na neve,terras do frio pleno
O coração de cristal,guardado para o amanhã
Odete,rainha de todo o mundo polar e inverno
Cisne que nada nas águas que congelarão
Histórias marcadas nos livros da mitologia nórtica
Lá estará ela em algum capítulo,para todas as eras

Quando a chuva petrificar-se,saberá que está vindo
Aos sinais dos ventos bruscos e da nevasca
Saberá que á rainha do gelo não está mais dormindo
Desperta,em seu trono esperando uma data
Onde poderá rever seu amor e derreter o gelo interior
Então o cisne alcançará os céus em todo seu resplendor

Oceano sombrio


Um poço para eu poder afogar mágoas
Cada lágrima e seu peso,lembrança
Palavras mudas para dizer ás águas
Que hoje,encontrei minha temperança
Vesti-me de negro e mergulhei-me nas sombras
A beleza já não me importa,apenas as ondas

Dos mares,navegando no luar vermelho
Minhas silênciosas preces,eu só desejo
Que ancore em ilhas bem longe do espelho
Refletor do meu rosto de monstro e desprezo
Bem longe um rouxinol canta para dormir pesadelos
Ser um com o nada,desfazer-se em angústias e apelos

Onde eu deixo minhas pegadas rentes ao mar
Isso por hora é mais do que eu posso pagar
Longas praias virgens para minha alma nadar
Dormindo os interiores da música sinfonica
Perdendo as álegrias,mas encontrado terras novas
Juntas as lágrimas o qual quero ser um,apenas horas

Me separa do desvanesser nas ondas,para encontrar
As caixas que abandonei no túmulo aquático
Um fantasma recita prosas que possam comemorar
Poemas musicado para o que jaz muito abaixo
Perdendo o amor,tendo de revolta a negação certa
Espelhos de água refletindo a lua,nasce uma era

Minha casa esta tão longe das beiras da praia
Onde eu agora corro,procurando minha alma
Até hoje ela durmiu,mas preciso que ela saia
E venha me cobrir mais uma vez e desejo que saiba
Meu amor descansa intocado por mais que nunca o pegue
Encontrando devoção,a história é minha,não a renegue

Só mais uma noite para viver,só mais um ancêio
E eu então deixarei que as maresias me tomem
Não foi para chorar que nas tuas margens veio
O que restou da pessoa que o passado resume
Amaldiçoou o céu,odiando as estrelas,amargas
Tantas belezas para se ver mas os olhos sem graça

Encantaram-se com a morte,hoje estou á teus pés
Grande oceano,estou aqui e me afogo nas trevas
Os rios um dia vem até o mar,não justo o invés
Do sol nunca mais quero ver sequer uma flecha
Perdida a vida,deixando escapa-la entre os dedos
A mortalha cobre-me a visão que hoje me deu medo

Loreleine


Feiticiera de guerra e poderosa
Drogada pela magia e pela força
Espiritos anciões invocados em prosa
A beldade na brisa sempre destoa
Da juventude eterna,da sabedoria plena
Fatores que sua alma toda envenena

Uma garota a olhar perdida o céu
Recados celestes sussurrados na noite
Vigiando o futuro,observando a Deus
Desde pequena maga sempre foste
Escondida do mundo,imersa em rituias
Refugiada em universos espirituais

Estradas ligadas pelos destinos
Trilhadas no mais escuro dia
Pegadas e marcas no mundo frio
Santuários marcadores da vida
Feitiços e encantamentos ao vento
Dotada de conhecimento de todo tempo

Aprendiz da babilônia,a vida morta
Mestra em Roma,destruidora da bíblia
Os dias amanhecem,sua alma esta torta
Pois todo conhecimento não tem alegria
Sangue,deixado nos degráus da evolução
Da bruxa mais temida,nascida do coração

Oh Freederich,conhecido apenas por ela
Unico a domar sua fera,diminuir sua sina
Amigo que no horizonte sempre a espera
Mesmo depois de ver tantas ruinas
Docas do inferno,esconderijos seguros
Para se refugiar do crepúsculo do mundo

Paraisos distantes,testemunhados pela única
Os segredos da vida,guardado entre estrelas
Conversando com a morte,a sorte fortuita
Logo estarei ao seu lado,com certeza
Meu amado,guardado no coração,imortalizado
Um futuro distânte estaremos sempre lado a lado

Lorelaine,detentora da magia das trevas
Dotada do futuro da magia arcana
Testemunhou o tombar de todas as eras
Se você a escutar,não pode entende-la
Pois os designos são mais elevados que a compreensão
Siga teu caminho feiticeira,que nasceu do coração

Flecha



Olhando o céu,me sentindo pequeno
As estrelas fora do alcance da mão
Sou só um menino tolo e ingênuo
Que sonha ter o amor no coração
Lágrimas aquosas,você estava perto
Mas meus olhos estão tão incertos

Pisces,que está no céu,olhe pra mim
Ninguem mais me observa neste vazio
Uma vez tive que dar á meu sonho o fim
Quão escondido está o meu pequeno fio?
Tecedor das tramas do universo e destino
Como criança eu só temo meu desejo finito

Esperança,morta e enterrada,eu a velo
Lua,tuas lágrimas em raios tudo cobre
Ilumina,encanta,sonha e fascina por ve-lo
Minha pureza eliminada junto de toda sorte
Nas docas escuras,vigiada pelo silêncio,descansa
Minha obra maestral infantil,que o mundo não alcança

O sol verte por mim suas lágrimas de magma
Evapora toda água e me obstroi a visão
Acerte todas as suas flechas em minha alma
Despedace meu pequeno e fraco coração
De criança sem contos ou canções para dormir
Tuas pegadas me desviaram de onde eu devo ir

Encantado pela lua,eu a dei minha aliança
Brincando de paixão sangrenta,vetando amor
Carruagem dos mortos,me tire da infância
Peguem todos os meus medos e torne em rancor
Eu escuto os sussurros do universo,as constelações
Imponentes a me olhar,edificadas firme como contruções

O lacre quebrado,desejos internos e impossiveis
Minha mãe e pai não podem me salvar,nem o desejo
As medidas do caixão estão corretas em riste
Meu leito adornada por rosas negras e um almejo
Minha humanidade deve ser morta,mirem suas flechas
Quebre meu coração,meu amor,esperança em chamas

Ninguem mais pode ver a aquosidade?
Das lágrimas em lago choradas até hoje
E você vê?Me tirou toda a bondade
Muniu-me com um arco e flecha para onde
Eu miro ilusões,numa flecha sombria,sangrenta
Do atirador morto,destruido e de dor agourenta

Se o vê-lo,te farei provar de meu tiro
Meus corvos comerão seus olhos sonhadores
A lua,o sol e eu,lágrimas verteremos
E dessas águas nasce o oceano dos matadores
Vermelho profundo,eu ainda escuto a criança chorar
Eu a abandonei,junto da minha humanidade e do amar

Estrela


Projetada na terra sua sombra
Estrela do céu amargo e perdido
O leito estrelado teu nome canta
Chamando-a para o lugar de destino
O caminho para a profunda liberdade
Da alma que jamais jurou castidade

Navegando pela sombra de mil sols
Banhada pelas lágrimas de mil luas
Com o universo teve um momento á sós
Nessa hora as máguas foram mais profundas
O sonho se mantêm no caminho do impossivel
Respirando amor,uma realidade incompativel

Um vasto jardim que sempre se expânde
Visto do céu,adornado pelos zodiacais
Atordoada pela beleza,mas apenas um instânte
A face doce ou amarga esconde suas lágrimas
Ascenda nos degraus de luz para seu regresso
Mesmo que de mim nunca mais esteja tão perto

Voe nos céus mais altos de todos os tempos
Ninguem embaixo pode te alcançar na noite
Mas será que no escuro,um dia nos veremos?
Levada pelas nebulosas que logo se escondem
Meus olhos sempre te veem no céu,minha estrela
Meu signo,lamento tanto por assim perde-la

As canções de ninar são compostas em você
E o amanhecer nem de longe tem sua graça
Embalada no cosmo que jamais vai desvanecer
Apenas bebo de seu sonho em minha taça
Deixado em solo,afogado em mar,morto em choro
Eternamente a chave da caixa de Pandora,guardando

Os tolos podem amar as estrelas e o sol
Mas tua grandeza é maior que os astros
Piano,cante minha saga até o meu crisol
Meu templo silêncioso erguido de alabastro
Estrela caia mas uma vez e me dê sua mão doce
Tão entretida em brilhar,nuvem nenhuma a esconde

Quando o eclipse lunar enfim começar
O palco dos astros estará montado
E todas as estrelas poderão iluminar
Despidas de lua,apenas brincando
No teatro celeste,na escuridão profunda
E mais perto de tí terei uma chance segunda

Estrela caída,perdida no extremo leste


Sou quem toca a canção de ninar soturna
Quem põe estrelas no leito do céu
Sou quem projetou as constelações e a urna
Na qual se escondem as chaves do mausoléu
Velada está pelos mestres da doutrina arcâna
Olhos fechados,pegadas apagadas na trilha insâna

Andando nas estradas banhadas da lua,marcadas
O mar reverência os passos,a noite é uma história
Cantada capítulo por capítulo em prosa amarga
As chamas da bondade,apagadas pela extrema agônia
Meus suspiros e sussurros lançados e desenhados
Os becos mais escuros,os cantos mais claros

Bailando entre os astros nas luzes apagadas
Quando as sombras aceitam-me em suas cinzas
Eu não queria,mas saber foi minha dádiva
A neve traz cor ao mundo posto em ruinas
Meus olhos miram o futuro que está por nascer
Campos do paraíso,terras que nunca vou conhecer

Sou quem jaz embaixo da sua cama,lançando sonhos
Aquela que nunca é vista,apenas sentida pela luz
A dama que é procurada apenas pelos tolos
Esperando apenas uma chance,distrações do algoz
Imerso em tristezas,deixei meu amor em terras do leste
Correndo em colinas,me esquecendo enquanto o tempo tece

A teia do destino,vendando minha vista do que tive
Um dia hábitei o céu,mas dele despenquei em chamas
Lambendo minha graça,desfazento o brilho que existe
Em meu ser,eu vejo e escuto todas as mudanças
Cegada pelo amor,por dois mil anos olhando á terra
Os céus foram meus desenhos para a humanidade e sua era

Abóbada celeste,de Áries à Peixes,conheço seus nomes
Rios cósmicos,buracos astráis,profanos infinitos
Todos nascídos dos meus devâneios e desejos que antes
Me faziam feliz,mas agora meu coração está no abismo
As núvens escondem a lua,no extremo leste jáz dormindo
Meu coração,meu amado,aquele que me prendeu no destino

Os dêmonios habitam as trevas da minha criação
O escuro de lúcifer nem se compara ao meu
Trago chamas violetas em minhas doces mãos
Andando e trilhando aos campos do adeus
Sou Estrela despencada do desenho de harmônia
Antiga hábitante de pisces,agora sou caída

Nadando em águas do esquecimento antes do despertar
Meu oasis,eu deixei meu amado em terras do leste
E optei por levar as trevas para o céu brilhar
Estrelas irmãs,talvez um dia para mim ele advieste
E eu pudesse galgar os degráus,devolta para minha obra
Apreciando de cima,a vista que o homem ainda não toca

Anjos merecem morrer


Lentamente neve deixa os céus e cai
Cobre os túmulos,apaga memórias
E suas pegadas nesse branco se esvaem
Não poderei te seguir agora
O caminho na sua frente é coberto
Por duvidas que não me permitem ve-lo

E você olhou para o chão antes de voar?
Todo o seu peso me sufocou como um manto
Lágrimas para enfim me consolar
Eu tentei pegar sua mão,para o meu espanto
Meus cabelos levados pelo vento,esse fardo
Sei que quando me levantar logo recaio

Então eu deveria procurar as docas do inferno?
Refugiar-me dentro da prosa de dor,amargas
No céu ainda vejo tuas faces tão certo
De que na neve,minha vista escurece águas
As nuvens cercam o sol e o escondem,escurecem
Pedras e degraus,armadilhas que cruelmente dilaceram

Eu sei,anjos finalmente merecem morrer
Cortadas suas asas,queda da bastilha celeste
Mortalhas divinas para os alados desvanescer
E o sangue vai pintar quadros para eternidade
Será que você vai estar na linha dos abatidos?
Meu único e grande,realmente grande amor perdido

Um coração petrificado pelo gelo polar
Escondido do sol,amargurado por fantasmas
Temo que nunca mais,nunca mais possa voltar
E ter teu sangue no sabor da minha boca a provar
Que finalmente,meu anjo esta morto,as asas em pó
E as sombras finalmente deixam que eu esteja só

O céu pode escurecer-se,tornar-se cinza
Banido o sol do círculo astral,desprovir luz
Os zodiacos choram,seu brilho em uma sina
Pecados imperdoaveis cometidos no berço da cruz
Deus vai me perdoar por ter dado tanta carnificina?
Liquidada suas guarnições,chuva de sangue como tinta

Anjos merecem morrer,tornarem o pó que nasceu Adão
Provar do mesmo pecado de Eva,entender nossas almas
Como podem nos salvar se nem ao menos tocaram o coração
Dos pecadores que em coro,chora por não ter mais graça
As covas tão perto,mas o resto jaz tão longe,meu amor
Escondido em asas que eu mesmo ceifei,nunca saberei voar