~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quinta-feira, 24 de março de 2011

Venha me abraçar


Beba das minhas lágrimas em queda
Meu sangue vinho,vermelho e apetitoso
Tua ância desavergonhada que era
Um orgulho,meu coração tão choroso
Venha só mais uma vez me provar vivo
Antes que a morte me traga meu alívio

Venha me abraçar em meio as trevas
Tão doce foi seu toque,quero ve-lo
Mesmo que isso custe toda as eras
Para uma vez mais em meu colo te-lo
Venha,venha me abraçar em minha vida
Pois depois será tarde para esta sina

Durma mais uma vez ao meu lado tão frio
Morto pelo vazio,quebrado interiormente
Minha alma descansando na beira do rio
Estagnação interna,me decomponho lentamente
Me tome em teus braços,eu quero liberdade
Talvez com esse peso eu nunca voe até a divindade

Nunca atinjirei o estado estóioco,nunca nada
Venha me abraçar,pois meu coração ainda doi
Deitado,velado,tendo o sangue como arma
Lúcifer,tua musica meu âmago nunca tocou
Dizimada,estraçalhada e estuprada a minha graça
Deixando todos os sonhos para serem sorvido em taça

As canções élficas cantam maresias melacólicas
Diga Deus,porque meu coração foi minha queda
Caminhos trilhados pelo vermelho de almas eufóricas
Em meus pensamentos,sua presença sempre se eleva
Venha me abraçar antes que eu caia em desvanescer
Me tome uma vez,quero este desejo antes de morrer

Seque meu rosto,dê me colo para repousar lágrima
O mundo frio,minhas faces lambuzadas do sangue
Sozinho,sempre sozinho eu trilharei minha estrada
E sozinho andarei até que sua aura não me assombre
Venha me abraçar,pois logo você só terá um cadaver
Me tome nos braços,enquanto estes olhos podem te ver

Venha me abraçar uma útima vez,eu desejo isso
Meu futuro é o túmulo,feito de cristal de gelo
Descansar ao lado dos demônios em um abismo
Então para o nunca mais,queria poder ve-lo
Por favor abrace enquanto ainda tenho beleza interior
Antes que sucumba em toda minha tristeza este amor

Sussurro do Silêncio



Nada mais em tua frente,só passado
Nada mais em tuas costas,só futuro
Teu amor na ponta da lágrima,intacto
Asas que tocam o céu tão escuro
Nada em tua frente,eu dei a volta
Sonhe tão alto,dentro da rosa morta

Sempre sozinho,preso no berço
Grandes,para o medo não sair
Esperanças partidas,eu vejo
Carícias doces na hora de dormir
Canções de ninar poéticas e tristes
Minha mascara caiu,não mais existe

O amor esta trancafiado no mar
Minhas memórias estão intocadas
Que os passos venham a se apagar
Em reinos de horas invalidas
As sombras camuflam os sentimentos
Amor torna-se ódio como arrependimento

Meus sonhos desfeitos no espelho
E o orgulho ferido,visivel nos braços
Sussurros me trazem seu silêncio
Voa tão alto quanto em sonhos
Afunda tão imerso dentro de sí,só
Decompõe-se tão rapido,tornando pó

Chamas solares,visões turvas
Luas sombrias,luz sem brilho
Contos de fadas repletos de duvidas
No peito um grande vazio
Isolamento,o mundo sem um som
Sem ouvir uma doce e cálida canção

Voa sem olhar o passado,só futuro
Relembra esquecendo o futuro,passado
Olhos que observam o mundo soturno
Graça divina de calor tão cálido
Monstro poeta,sonhos indescritiveis
Poesias destinadas aos que insistem

Não ler,dor das dores,alma salgada
O título de sonhador deposto hoje
Baila tão triste,essa alma invalida
Nunca mais poderei desejar morrer
Secretos esconderijos,adormeceres
Em terras de nunca,jamais amanheceres

Rei do Fogo


Quando o verão anuncia sua chegada
Os raios solares estendem seu domínio
Do inverno o crepúsculo e a alvorada
Governando em seu colo quente o destino
Disputando com a rainha do gelo o controle
Ela logo se põe pra lutar,o gelo se move

As terras são cobertas por mantos devastos
Seu cetro emana raios e os prontamente derrete
Mas não consegue tirar o frio carregado no vento
E antes que torne água,tudo se congela e fica inerte
Ele derrete suas geleiras e aquece seu coração petrificado
Ela por outro lado torna á congelar,refaz seu domínio polar

Um sopro traz vida e o florir da plenitude da primavera
Em outra brisa as folhas caem,os céus se fecham
Trevas avançando contra a luz presente em primervas
Puxada por fênix,sua carruagem entre a noite á procuram
Ela se fecha,nevascas contra o magma do senhor das chamas
Quando ela vier o calor se esvái,e leva pesadelos a suas camas

Na noite ela caminha no ártico,ladeada por cisnes negros
E o fogo tenta achar seu oposto,as nuvens escurecem o dia
Uma vez diz a lenda,que logo após um encontro antes do tempo
Seu amor derreteu a neve no coração,trazendo alegria
Ela continua a cobrir a terra com uma coberta branca e devassa
O sol logo se põe a desfaze-lo mas tão rápido está devolta

Em brisas de inverno á rainha do gelo está vindo
No ano,apenas no equinócio e no solstício pode ve-lo
E ter em seus braços desgongelando o sentimento e o mundO
Em branco as mãos dela deixaram as terras,tudo gelo
Ele traz a primavera e o verão,traz vida e esperança
Ela se encarrega do inverno,outono e sua temperança

Nos polos Odete dorme,esperando o anúncio das estações
Um beijo nas faces a põe dentro do esquife de gelo
E Freederich emana raios,forçando os giros das fundações
O dia sucede a noie e ela sonha,imersa em terras do reino
Quando acorda seu carro é puxado por pássaros polares até o céu
Lá se encontram em um momento e então trocam o papel

O frio cobre o mundo e torna tudo desolador
Apesar do sol atenuar a fúria e tudo aquecer
Ela causa ruina em tudo,enterrada em seu rancor
Em cristais de neve jaz seu segredo acolhedor
Mais uma vez com meu amado quero estar,o tocar
Entretanto até lá,em minha raiva o planeta cairá

Rainha do Gelo


Suas lágrimas fazem a neve do planeta
Os seios amamentam a vida ártica
Sobre seus ombros as geleiras sustenta
O vento leva seus sonhos para estrada
Coberta de gelo,refletindo o céu escuro
As nuvens condensam e,deixam o céu em segundos

Ela anda solitária carregando o vento
Suas canções de ninar no frio devastador
Faces de cristal,coxas brancas pelo tempo
Corpo virginal de gelo,coração de rancor
Vistas em meio ao inverno eterno,preces distantes
A rainha via o horizonte,abraçando-se,estonteante

As noites brancas,as terras do nunca amanhecer
Reinos poláres,ladeiras desoladas e sonhos amargos
Beleza arrebatadora,graça dos cisnes árticos á nascer
No passar dos olhos,nuance congelada para não desvanescer
Sentimentos petrificados,o dançar eterno das nevascas
Os mares são impotentes em sua fúria rancorosa e devassa

Você pode escutar seus passos abafados pelo ventar
Os anjos petrificados em sua jornada ante o norte
O cetro,o coração homicida anciando em congelar
Ela canta,guiando as orlas poláres pela noite
Aurora boreal em sua homenagem,ondas paradas
Terras do nunca degelo,eu te vejo nas águas

Mas sua tristeza,mascaráda por ódio infinito
Se você a notar,seu âmago é quente,como chamas
Por ter sustentado um dia o amor mais que bonito
Congeladas as memórias para a fenix que canta
O degelo virá magestade,apenas espere em Asgard
Odin um dia vai abençoa-la por nossa terra cuidar

Ela anda na neve,terras do frio pleno
O coração de cristal,guardado para o amanhã
Odete,rainha de todo o mundo polar e inverno
Cisne que nada nas águas que congelarão
Histórias marcadas nos livros da mitologia nórtica
Lá estará ela em algum capítulo,para todas as eras

Quando a chuva petrificar-se,saberá que está vindo
Aos sinais dos ventos bruscos e da nevasca
Saberá que á rainha do gelo não está mais dormindo
Desperta,em seu trono esperando uma data
Onde poderá rever seu amor e derreter o gelo interior
Então o cisne alcançará os céus em todo seu resplendor

Oceano sombrio


Um poço para eu poder afogar mágoas
Cada lágrima e seu peso,lembrança
Palavras mudas para dizer ás águas
Que hoje,encontrei minha temperança
Vesti-me de negro e mergulhei-me nas sombras
A beleza já não me importa,apenas as ondas

Dos mares,navegando no luar vermelho
Minhas silênciosas preces,eu só desejo
Que ancore em ilhas bem longe do espelho
Refletor do meu rosto de monstro e desprezo
Bem longe um rouxinol canta para dormir pesadelos
Ser um com o nada,desfazer-se em angústias e apelos

Onde eu deixo minhas pegadas rentes ao mar
Isso por hora é mais do que eu posso pagar
Longas praias virgens para minha alma nadar
Dormindo os interiores da música sinfonica
Perdendo as álegrias,mas encontrado terras novas
Juntas as lágrimas o qual quero ser um,apenas horas

Me separa do desvanesser nas ondas,para encontrar
As caixas que abandonei no túmulo aquático
Um fantasma recita prosas que possam comemorar
Poemas musicado para o que jaz muito abaixo
Perdendo o amor,tendo de revolta a negação certa
Espelhos de água refletindo a lua,nasce uma era

Minha casa esta tão longe das beiras da praia
Onde eu agora corro,procurando minha alma
Até hoje ela durmiu,mas preciso que ela saia
E venha me cobrir mais uma vez e desejo que saiba
Meu amor descansa intocado por mais que nunca o pegue
Encontrando devoção,a história é minha,não a renegue

Só mais uma noite para viver,só mais um ancêio
E eu então deixarei que as maresias me tomem
Não foi para chorar que nas tuas margens veio
O que restou da pessoa que o passado resume
Amaldiçoou o céu,odiando as estrelas,amargas
Tantas belezas para se ver mas os olhos sem graça

Encantaram-se com a morte,hoje estou á teus pés
Grande oceano,estou aqui e me afogo nas trevas
Os rios um dia vem até o mar,não justo o invés
Do sol nunca mais quero ver sequer uma flecha
Perdida a vida,deixando escapa-la entre os dedos
A mortalha cobre-me a visão que hoje me deu medo

Loreleine


Feiticiera de guerra e poderosa
Drogada pela magia e pela força
Espiritos anciões invocados em prosa
A beldade na brisa sempre destoa
Da juventude eterna,da sabedoria plena
Fatores que sua alma toda envenena

Uma garota a olhar perdida o céu
Recados celestes sussurrados na noite
Vigiando o futuro,observando a Deus
Desde pequena maga sempre foste
Escondida do mundo,imersa em rituias
Refugiada em universos espirituais

Estradas ligadas pelos destinos
Trilhadas no mais escuro dia
Pegadas e marcas no mundo frio
Santuários marcadores da vida
Feitiços e encantamentos ao vento
Dotada de conhecimento de todo tempo

Aprendiz da babilônia,a vida morta
Mestra em Roma,destruidora da bíblia
Os dias amanhecem,sua alma esta torta
Pois todo conhecimento não tem alegria
Sangue,deixado nos degráus da evolução
Da bruxa mais temida,nascida do coração

Oh Freederich,conhecido apenas por ela
Unico a domar sua fera,diminuir sua sina
Amigo que no horizonte sempre a espera
Mesmo depois de ver tantas ruinas
Docas do inferno,esconderijos seguros
Para se refugiar do crepúsculo do mundo

Paraisos distantes,testemunhados pela única
Os segredos da vida,guardado entre estrelas
Conversando com a morte,a sorte fortuita
Logo estarei ao seu lado,com certeza
Meu amado,guardado no coração,imortalizado
Um futuro distânte estaremos sempre lado a lado

Lorelaine,detentora da magia das trevas
Dotada do futuro da magia arcana
Testemunhou o tombar de todas as eras
Se você a escutar,não pode entende-la
Pois os designos são mais elevados que a compreensão
Siga teu caminho feiticeira,que nasceu do coração

Flecha



Olhando o céu,me sentindo pequeno
As estrelas fora do alcance da mão
Sou só um menino tolo e ingênuo
Que sonha ter o amor no coração
Lágrimas aquosas,você estava perto
Mas meus olhos estão tão incertos

Pisces,que está no céu,olhe pra mim
Ninguem mais me observa neste vazio
Uma vez tive que dar á meu sonho o fim
Quão escondido está o meu pequeno fio?
Tecedor das tramas do universo e destino
Como criança eu só temo meu desejo finito

Esperança,morta e enterrada,eu a velo
Lua,tuas lágrimas em raios tudo cobre
Ilumina,encanta,sonha e fascina por ve-lo
Minha pureza eliminada junto de toda sorte
Nas docas escuras,vigiada pelo silêncio,descansa
Minha obra maestral infantil,que o mundo não alcança

O sol verte por mim suas lágrimas de magma
Evapora toda água e me obstroi a visão
Acerte todas as suas flechas em minha alma
Despedace meu pequeno e fraco coração
De criança sem contos ou canções para dormir
Tuas pegadas me desviaram de onde eu devo ir

Encantado pela lua,eu a dei minha aliança
Brincando de paixão sangrenta,vetando amor
Carruagem dos mortos,me tire da infância
Peguem todos os meus medos e torne em rancor
Eu escuto os sussurros do universo,as constelações
Imponentes a me olhar,edificadas firme como contruções

O lacre quebrado,desejos internos e impossiveis
Minha mãe e pai não podem me salvar,nem o desejo
As medidas do caixão estão corretas em riste
Meu leito adornada por rosas negras e um almejo
Minha humanidade deve ser morta,mirem suas flechas
Quebre meu coração,meu amor,esperança em chamas

Ninguem mais pode ver a aquosidade?
Das lágrimas em lago choradas até hoje
E você vê?Me tirou toda a bondade
Muniu-me com um arco e flecha para onde
Eu miro ilusões,numa flecha sombria,sangrenta
Do atirador morto,destruido e de dor agourenta

Se o vê-lo,te farei provar de meu tiro
Meus corvos comerão seus olhos sonhadores
A lua,o sol e eu,lágrimas verteremos
E dessas águas nasce o oceano dos matadores
Vermelho profundo,eu ainda escuto a criança chorar
Eu a abandonei,junto da minha humanidade e do amar

Estrela


Projetada na terra sua sombra
Estrela do céu amargo e perdido
O leito estrelado teu nome canta
Chamando-a para o lugar de destino
O caminho para a profunda liberdade
Da alma que jamais jurou castidade

Navegando pela sombra de mil sols
Banhada pelas lágrimas de mil luas
Com o universo teve um momento á sós
Nessa hora as máguas foram mais profundas
O sonho se mantêm no caminho do impossivel
Respirando amor,uma realidade incompativel

Um vasto jardim que sempre se expânde
Visto do céu,adornado pelos zodiacais
Atordoada pela beleza,mas apenas um instânte
A face doce ou amarga esconde suas lágrimas
Ascenda nos degraus de luz para seu regresso
Mesmo que de mim nunca mais esteja tão perto

Voe nos céus mais altos de todos os tempos
Ninguem embaixo pode te alcançar na noite
Mas será que no escuro,um dia nos veremos?
Levada pelas nebulosas que logo se escondem
Meus olhos sempre te veem no céu,minha estrela
Meu signo,lamento tanto por assim perde-la

As canções de ninar são compostas em você
E o amanhecer nem de longe tem sua graça
Embalada no cosmo que jamais vai desvanecer
Apenas bebo de seu sonho em minha taça
Deixado em solo,afogado em mar,morto em choro
Eternamente a chave da caixa de Pandora,guardando

Os tolos podem amar as estrelas e o sol
Mas tua grandeza é maior que os astros
Piano,cante minha saga até o meu crisol
Meu templo silêncioso erguido de alabastro
Estrela caia mas uma vez e me dê sua mão doce
Tão entretida em brilhar,nuvem nenhuma a esconde

Quando o eclipse lunar enfim começar
O palco dos astros estará montado
E todas as estrelas poderão iluminar
Despidas de lua,apenas brincando
No teatro celeste,na escuridão profunda
E mais perto de tí terei uma chance segunda

Estrela caída,perdida no extremo leste


Sou quem toca a canção de ninar soturna
Quem põe estrelas no leito do céu
Sou quem projetou as constelações e a urna
Na qual se escondem as chaves do mausoléu
Velada está pelos mestres da doutrina arcâna
Olhos fechados,pegadas apagadas na trilha insâna

Andando nas estradas banhadas da lua,marcadas
O mar reverência os passos,a noite é uma história
Cantada capítulo por capítulo em prosa amarga
As chamas da bondade,apagadas pela extrema agônia
Meus suspiros e sussurros lançados e desenhados
Os becos mais escuros,os cantos mais claros

Bailando entre os astros nas luzes apagadas
Quando as sombras aceitam-me em suas cinzas
Eu não queria,mas saber foi minha dádiva
A neve traz cor ao mundo posto em ruinas
Meus olhos miram o futuro que está por nascer
Campos do paraíso,terras que nunca vou conhecer

Sou quem jaz embaixo da sua cama,lançando sonhos
Aquela que nunca é vista,apenas sentida pela luz
A dama que é procurada apenas pelos tolos
Esperando apenas uma chance,distrações do algoz
Imerso em tristezas,deixei meu amor em terras do leste
Correndo em colinas,me esquecendo enquanto o tempo tece

A teia do destino,vendando minha vista do que tive
Um dia hábitei o céu,mas dele despenquei em chamas
Lambendo minha graça,desfazento o brilho que existe
Em meu ser,eu vejo e escuto todas as mudanças
Cegada pelo amor,por dois mil anos olhando á terra
Os céus foram meus desenhos para a humanidade e sua era

Abóbada celeste,de Áries à Peixes,conheço seus nomes
Rios cósmicos,buracos astráis,profanos infinitos
Todos nascídos dos meus devâneios e desejos que antes
Me faziam feliz,mas agora meu coração está no abismo
As núvens escondem a lua,no extremo leste jáz dormindo
Meu coração,meu amado,aquele que me prendeu no destino

Os dêmonios habitam as trevas da minha criação
O escuro de lúcifer nem se compara ao meu
Trago chamas violetas em minhas doces mãos
Andando e trilhando aos campos do adeus
Sou Estrela despencada do desenho de harmônia
Antiga hábitante de pisces,agora sou caída

Nadando em águas do esquecimento antes do despertar
Meu oasis,eu deixei meu amado em terras do leste
E optei por levar as trevas para o céu brilhar
Estrelas irmãs,talvez um dia para mim ele advieste
E eu pudesse galgar os degráus,devolta para minha obra
Apreciando de cima,a vista que o homem ainda não toca

Anjos merecem morrer


Lentamente neve deixa os céus e cai
Cobre os túmulos,apaga memórias
E suas pegadas nesse branco se esvaem
Não poderei te seguir agora
O caminho na sua frente é coberto
Por duvidas que não me permitem ve-lo

E você olhou para o chão antes de voar?
Todo o seu peso me sufocou como um manto
Lágrimas para enfim me consolar
Eu tentei pegar sua mão,para o meu espanto
Meus cabelos levados pelo vento,esse fardo
Sei que quando me levantar logo recaio

Então eu deveria procurar as docas do inferno?
Refugiar-me dentro da prosa de dor,amargas
No céu ainda vejo tuas faces tão certo
De que na neve,minha vista escurece águas
As nuvens cercam o sol e o escondem,escurecem
Pedras e degraus,armadilhas que cruelmente dilaceram

Eu sei,anjos finalmente merecem morrer
Cortadas suas asas,queda da bastilha celeste
Mortalhas divinas para os alados desvanescer
E o sangue vai pintar quadros para eternidade
Será que você vai estar na linha dos abatidos?
Meu único e grande,realmente grande amor perdido

Um coração petrificado pelo gelo polar
Escondido do sol,amargurado por fantasmas
Temo que nunca mais,nunca mais possa voltar
E ter teu sangue no sabor da minha boca a provar
Que finalmente,meu anjo esta morto,as asas em pó
E as sombras finalmente deixam que eu esteja só

O céu pode escurecer-se,tornar-se cinza
Banido o sol do círculo astral,desprovir luz
Os zodiacos choram,seu brilho em uma sina
Pecados imperdoaveis cometidos no berço da cruz
Deus vai me perdoar por ter dado tanta carnificina?
Liquidada suas guarnições,chuva de sangue como tinta

Anjos merecem morrer,tornarem o pó que nasceu Adão
Provar do mesmo pecado de Eva,entender nossas almas
Como podem nos salvar se nem ao menos tocaram o coração
Dos pecadores que em coro,chora por não ter mais graça
As covas tão perto,mas o resto jaz tão longe,meu amor
Escondido em asas que eu mesmo ceifei,nunca saberei voar

Heleade


Nas águas doces ela escuta o chamado
Criada por ninfas,deixada pela mãe
Amada por ela,mesmo que tenha esquecido
Renegada pelo pai,feita para o amanhã
Feições de cristal da soberana dos rios
Proibida ao mar,apenas em sonhos o viu

Duzentos anos atrás,abaixo da porta dos mares
Híade e seus mistérios a criou,abençoada
Trazida em terra como proteção de todos os males
Ninfa dos lagos doces,de Atlântida exilada
Histórias antigas e paginadas pelas mãos de Heleade
Filha princesa,herdeira do trono e fruto de Híade

Guardando sua curiosidade em escuridão
Reinando sobre os azuis tão proximos
O chamado profundo é escutado pelo coração
Ninfas de água,segredos tão sórdidos
Navegando em direção ao mar,submergindo mais
Procurando quem lhe grita o nome,cantos fatais

Sentindo o sabor salgado na pele e nos lábios
Ela desceu,bem abaixo da superfície,um azul profundo
Encontrou a cidade cujo sol não lança seus raios
Atlântida,o silêncio reinando em todos os segundos
A rainha adormecida no extremo abismo,deitada e velada
Jazendo nas masmorras mais geladas,adormecida e fechada

Nadando entre os santuários aquáticos,explorando o oceano
Docas tranquilas e desoladoras,uma maldição sobre o pacífico
Tranquilo é o sono,distânte é o relance do lugar insâno
Maresias calmas e fluxos que parecem levar até um destino
Crepúsculo em sombras,o chamado a instigou ao mais fundo lugar
Neste silêncio dorme Híade,seu corpo reluzente e sua coroa a brilhar

As mesmas faces de neve,as feições de cristal
Mistérios do ocêano,a mãe se prostava a sua frente
Adormecida,a inconciência protege de seu mal
O remorso de abandonar filha,por medo quase indecente
Contos devassos antes do despertar marítimo emergidos
Adormecida cada vez mais,o passado de Heleade escondido

Lágrimas nas feições da dama submersa,lágrimas doces
Quanto de seu choro é o sal aquático que existe?
O coração congelado,os sonhos em que nunca jamais soube
O destino de sua pequena,mas o final é tão triste
Ultimas palavras projetadas em um diário,achado finalmente
As linhas desbotadas pelo tempo telegíveis para sua remetente

"Herdeira do império oceânico,a menina que lê estas cartas
Muito te amei,mas teu progenitor me abandonou,eu sucumbi
O peso da humilhação que me foi concebida,carícias escassas
Do meu amor tu és fruto,é o maior orgulho que posso pedir
Cedo tive que lhe privar do meu leite,mas deixarei meu império
O que jaz no fundo,junto das promessas da terra em um cemitério

Lá jaz tua coroa,forjada pelo maior dos amores,o meu
Dormirei eternamente,sofrendo mais e mais,escute
Teu futuro é o de trazer denovo sol,prosperidade e apogeu
Ao povo submerso,guia-los para o azul maior que existe
Minha Heleade,Sabia eu que ao meu colo teria de retornar
Da mesma forma que os rios irão um dia desembocar no mar"

Imergindo aonde sepultava-se a caixa de sua progenitora
Cartas apaixonadas entregue no sabor da praia em outra era
A coroa cintilava em suas mãos tão palidas,coroada agora
O trono do azul a espera,emergindo para a imensidão deveras
As faces da mãe beijadas,levando-a para águas mais mornas
Rainha do mar,Heleade,finalmente ajoelhada ela se torna...