~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Eu



Aqui estou eu,e sempre estarei
Uma cruz presa ao túmulo negro
Ou uma cálida rosa negra serei
Sou aquele cujo anjo caiu primeiro
Sem um coração como linha de base
Um completo anônimo na eternidade

E este sempre se tratará de mim
Meu coração afogado no amor sombrio
Clama o dia que nunca tem fim
Morte,eu a seguirei pelo mundo frio
As lágrimas compõem a estrada muda
Que levará ao fim da existência Profunda

Eternamente,sempre enternamente
Esta é a condição para eu estar vivo
Os Jardins mortos se abrem solenemente
Densos aromas me lembram que eu era menino
De afeição e náscimento do século,mas uma vez
Perdi-me da trilha que o céu azul me fez

Então eu deitei,desejei morrer devagar
Sonhando com o norte tão indistindo
Mas as águas da morte não chegam a me banhar
Portanto no seu mar eu me afoguei em destino
Eu daria tudo para poder ter amor e colo
Um peito para uma criança sempre em choro

A vida em uma tempestade do solstício
Cantada nos réquens da corda de Juventus
Um invólucro perfeito me foi oferecido
Tingi meu sangue em um continuo crepúsculo
Meu Jardim é preenchido por flores amargas
Que florescem duras e sem a menor graça

Eu queria um Pouco de Graça no mundo
Uma chuva que permeasse os pecados
Limpando cada canto sujo e obscuro
Permitindo que talvez em meados
De um Advento especial,eu ache quem sou
E finalmente possa ir para onde vou

Me colocarei a dormir eternamente
Nas águas da fonte da juventude
Quando me encontrar finalmente
Nunca mais precisarei desse prelude
Deste corpo que não me é,não me cabe
Poderei voltar para além da eternidade

Anjo Negro



Caia incandecente na terra suja
Luz destruida pela gravidade sombria
Você se lembra de sua aura pura?
E de como lentamente foi corrompida
Te enegrecendo as asas eternas e belas
Tornado-o tão proximo de uma fera

Lembra-se do caminho escolhido?
Que te desafiou a cair no nada
Levando apenas um sonho antigo
Comprimindo a coragem meneada
Vazio-Ainda correndo ao impossivel
Esta muito além do provavel destino

Não passando de um anjo caido
A graça enegrecida e crepuscular
Bondade nunca foi eterna,efêmero
Mas você nunca saberá o que é amar
Apenas um mestre dentre as sombras
Nada além de uma estrela entre tantas

Nada é puramente eterno na vida
Até o coração pulsa uma ultima vez
Antes de morrer e tornar as cinzas
Tomando um rumo de nada que se desfez
E onde você se encontrará amanhã?
Orgulhoso do reino vindo da romã?

Os paraísos se expandem tão rapido
Sem beleza,apenas se tornam comuns
O inferno se mostra mais esculpido
Beleza demoniaca,sangrena que expos
A coroa das trevas é o que deseja
Mas não é isso que o futuro lhe almeja

Em que inferno você se esconde?
Esta satisfeito com os rumos tomados?
Sem nunca um norte no horizonte
Sendo carregado pelo calor do vento
Apenas portando o cétro da própria ilusão
Você Jamais terá brilho e graça no coração

Escuridão,As trevas te puxaram abaixo
Sobre o céu estrelado,olhado por virgem
Sufocantes maresias sangrentas,um vício
Bebado em sombras,mergulhado na origem
Anjo sombrio,das asas e benção corrompida
Deus se levantará de seu trono algum dia

No armagedom será julgado,mas feliz
Contruido as terras de sombras eternas
COnhecendo o ódio como diretriz
Uma estrela negra nas terras nórdicas
Luz gravitada pelas sombras até a morte
Um demônio celestial e sem qualquer sorte!

Sentimentos de Agonia





Coração estraçalhado e corrompido
Vinho sangrento dos olhos vermelhos
Um dia de tristeza mais que sentido
Uma face melancólica nos espelhos
Olhar pelos meus olhos,ver o que vejo
Um dia eu morrerei e é isso que almejo

Apenas um mortal sem amigos ou sem amor
Uma visão decrepta e sem sonhos,um nada
Enterrado nas sombras mais alem da dor
Velado pelas estrelas de sargitario
Enchendo o cálice com lágrimas sujas,imundas
Um oceano de tristeza e um desejo as escuras

Um Poeta do mundo frio e desolador
Apenas entre os milhões de estrelas
Escrevendo em sangue o maior ardor
Dignamente levado para a verdadeira
Terra de gelos e sofrimentos boreais
Seu maior sorriso custa uma dor demais

Beber do próprio sonho,embreagar desejos
Em veneno tão tóxico quanto a alma humana
Um maior desejo de uma noite que desconheço
Acariciado nos braços da maior mãe Santa
Amaldiçoado pelo norte e pelo destino
Amor que nunca foi correspondido

Seu maior trunfo e um sono mais que eterno
Jazendo tão fundo em um oceano de morte
Ao mesmo tempo navegando no céu aberto
Um Deus para os plebeus,um monstro forte
Chorar as mesmas lágrimas,respirar o mesmo ar
Um dia finalmente a morte virá a todos ceifar

Concebendo o sono mais que merecido
Um fantasma entre tantos os outros
Guerreiro que jaz puramente abatido
Mar que se levanta e afoga a todos
Mente demoniaca e depravada.desavergonhado
O unico corpo celeste impuro no céu estrelado

Nuances do desconhecido,solidão eterna
Vida de mortalia,braços que nunca abraçaram
Anjos que nunca fizeram gosto da terra
Amanhã que se encontra pela queda envão
Seu maior sorriso, e o maior desespero
O sono eterno e a vida de pesadelos

Sinfonias de Agonia



Egoista renegado e obscuro amado
Chorando um cálice venenoso,mortal
Envenenando e embreagando sonhos
Dentro de trevas além do maior final
Eu já estou cheio de marchas funebres
Sinfonias e arcodes que todos acude

Mestre do sonho e do vinho espelho
Espelho,espelho reflita o contrario
Sejam todos bravos pelo futuro alheio
Um dia saibam o maior plano tragico
Já tenho bastante caricias de tristeza
Sejam frios para com a propria natureza

Brincando como criança no lago
Vermelho e manchado de sangue
Veja sombras do império renegado
Enclausulado em um passado obstante
O que eu deveria fazer para alegrar te?
Se seus sonhos se afogaram em você?

Estou tão cansado de sons atônitos
Enterrando os olhos nas ilusões
Virginais e de todos os sabores
Eu faria tudo para ter emoções
Só sinto o vazio das musicas de Agônia
Neste mundo não existe mais formas de magia

Tão obscuro e amavel,dentro de sí
Bebendo os desejos,sorvendo sons
A tormenta nunca vai ter um fim
Em um mundo sem os humanos bons
Não chore e olhe o crepusculo sangrento
Refletido no espelho demoniaco,vermelho

Você tambem não se cansou?
De tantas musicas antagônicas
Oh não sei porque meu Deus
Ainda vejo futuros de melancolia
Um coração perfurado,lagos escarlate
Seja bravo,afronte este futuro que parte

Em direção do mundo dos bonecos de barro
Além do imaginario vai ser a dor arrasadora
Nem os anjos se atrevem a estar no nosso lado
Violando todos os sacrifícios das pessoas
Eu já tive o bastante do gosto da morte
Então seja inteligente,corra para o norte

Toque você mesmo a marcha funebre
Mude os acordes e os faça da vontade
Ao gosto dos seus almejos insalubres
Crie uma nova trama musical para realidade
Eu já me contento com o fim das maschas agônicas
Ilusões concessivas de uma vita toda erronia

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Sono




Mais uma vez eu acordo
Do meu repolso de chamas
Eterna é a dor do fogo
Que aos poucos me inflama
Eu dou meus passos,tão perdido
Ensaios de voos no céu partido

Mas eu continuo só,só olhando
Os mesmos fantasmas vermelhos
Silênciosa é a dor que emano
Agora que resolvi abrir os olhos
Eu me sinto tão assustado
Depois que o sol se foi de soslaio

Amanheceres mortos e tímidos
Maresias depressivas e coléricas
Ventos carregando baixos assovio
Sombras que trancedem eras
Eu estou aqui,estou neste mundo
Não há morte em meu futuro

Tão perdido,mas ao meu lado
Bem desejado,porém nunca obtido
Diante da visão,um sorriso errado
Não estou feliz,meu amor é perdido
EU queria estar em meus sonhos
As lágrimas caem pelos ombros

Praias cinzentas do despertar
Perdidas carícias não cessam o medo
Meu sangue,o céu irá manchar
Peguei meus sonhos e me dispus a acreditar
Eu posso morrer,sei que posso
Farei sem que meus pecados sejam expostos

O tempo desvanesse,o medo esvai
Eu finalmente viverei no mundo lírico
E todas as minhas doces palavras decaem
Por todo meu caminho,voltei ao iniício
Estou dormindo,desta vez para sempre
Calmamente meu horizonte se estende

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Éden Inferior



O reino base de Adão e Eva
Das sombras,um lugar eterno
Meu mundo que me contenta
Édem inferior,um segredo terno
Um paraíso soturno como o ébano
Abrangendo tudo que é efêmero

As colinas são cinzentas e frias
A luz é escassa,tornando tudo noite
Neste recando desprovido de dia
O asoviar do vento é tudo que se ouve
Pequenos lamentos ganhão céu,constelações
Terras de fantasmas e de alucinações

O gorjear das aves é melancólico
Graça se esconde dentro do coração
O teto celeste é tão negro e denso
Que engana todo tipo de visão
E ninguem se atreve a voar muito alto
Com medo de se perder em tão vasto espaço

Nestas terras tão negras eu vivo
E me sinto tão bem,enterrando sonhos
Estrelada abobada que traço destino
Velas eternas iluminam os olhos
E eu rezo pedindo com todo clamor
Deus,jamais me tire do Édem inferior

Não existiria luz sem sombras
Reinado embreagado nas trevas
De morte é feita todas as ondas
Abundante é o fruto de Adão e Eva
Eu não conheço outra forma para rezar
Mas tenho certeza que aqui quero ficar

Estende-se meu domínio até depois
Do sétimo inferno flamejante,
O anjo,este lugar jamais expos
A biblia passou aqui por instantes
Deste lugar tão desolador me fiz feliz
Claridade é algo que eu nunca quis


Aqui moram minhas lembranças mornas
Nunca pareceu o verdadeiro Éden,longincuo
Mas nesta ilusão onde tudo é cinzas
Com esta morte eu formei um vinculo
Para Deus eu peço com todo fervor
Eu não quero abandonar o Éden Inferior

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poetisa



Das profundezas ecoa suspiros
Cada vez mais profundos e calmos
Tranquilidade relativa dos aflitos
Repouso da beleza fechando os olhos
Dos infernos,um segredo tão profundo
Os labios emanavam um som de silvo

Lua vermelha e poetica,misteriosa
Da poetisa transfigurada em Heris
Os versos tão inconstantes afora
As flores em um doce e triste réquie
E ela devaneia em seu mundo de inspiração
Deus sabe como sofreu seu pobre coração

Fechada para a imensidão existente
Estrelas desvanessem e morrem no céu
Melancólico é o crepúsculo da noite
Ela se apressa a escrever no papel
O que guarda mais afundo do peito vazio
E silêncio dissona em um pensamento sombrio

O que jaz tão fundo na memória
Um mundo de beleza soturna
O sangue é a tinta de agora
Dos pensamentos da dama obscura
Morna é a tristeza de ser rejeitada
A imoralidade da falta de castidade

Uma Deusa de luxúria e beleza
Canções tão amargas de épocas
Cada palavra inundada em certeza
Trazem paixão de forma tão solena
E compõe uma realidade de cristais
Enigimátimas metáforas,tão anormais

Duas faces de uma dramatica poesia
Florescendo sombriamente nas mãos
Da musa que dorme e sonha,depois cria
Tentando escapar da realidade,em vão
Duvidas grotescas do amor atordoado
Prosas que rezam para um fim apropriado

A carnificina e a tristeza,ideias
Semeadas e que crescem no poema
Lágrimas tão silenciosas em teia
Manuscrito á tinta sangrenta
Tranquilo foi o último beijo
Depois redigido em um desejo

Poetisa das sombras,amarga
O luar é tão belo,sangrento
Jaz tão fundo,ferida tão eterna
Ela já não dorme temendo o sonho
Que vai se transformar em inspiração
Para mais uma prosa de destruição

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pandora



Guardado em sua caixa jaz
Sombras além do imaginavel
Esse peso consigo sempre traz
Uma caixa de horror abominavel
O que esta enterrado na aurora
É o corpo fragil de Pandora

O chamado dos deuses é forte
A responsabilidade também
As estrelas marcam o norte
E aos poucos,mais e mais além
Maresias de sangue tão solenes finais
Queimando sonhos envenenados ademais

O que descansa de toda luz
Pandora dorme abaixo de tudo
A beleza da jovem a todos seduz
Criada a mais bela para o mundo
A beleza de uma afrodite de sangue
Mistérios sorrateiros mais adiante

A vingadora dos deuses,enviada
Abençoada com todas as dadivas
Curiosidade morbida e fraca
Os céus se escureceram em lágrimas
Com a graça de uma bailarina de Hades
Cobriu seu eu em inúmeras faces

As realidades na caixa lacrada
Os males tão destrutivos,inertes
Ela não poderia resistir uma olhada
Sombras nasceram não por advieste
Mas por vingança pelo fogo recebido

Baila entre as chamas os mistérios
Da primeira mulher,concedida dos deuses
Descansa em meio as sombras,seus restos
Uma face do crepúsculo que as vezes
Ainda reflete algum encanto nos homens
Os sonhos e a única chave somem

A caixa de Pandora eternamente aberta
O coração traidor colocado por Hermes
Ficou escondido para a realidade eterna
As faces demoniacas da dama celeste
O coração era a chave perdida no tempo
E agora carregado pelo seio do vento

Os mistérios não morrem com Pandora
A caixa e a chave se perderam dela
A primeira mulher reside além do agora
O olimpo,seu corpo tranquilo vela
As dúvidas eternas vindas do fogo
Os olhos foram guardados para consolo

Cemitério de Sonhos

Um sonho deixado dormir
Durante a eternidade gelada
O registro para se encobrir
Histórias dentre a madrugada
Jaz no cemitério dos sonhos
Descanse abaixo da vista dos olhos

Amargos sorrisos falsos
Em um réquiem no piano
Os desejos tomam espaço
Despertam da cova para o plano
Astral, se realizam e morrerm
De um fantasma,lágrimas escorrem

Flores adornam os túmulos
As estrelas velam em paz
O silêncio apazigua à custos
Sonhos que não existem mais
A vela jamais se apagará
E em memória sempre viverá

O cemitério dos sonhos impossiveis
Porém nunca deixaram de ser sonhadoos
Uma miragem bem mais tangível
Dentre tumbas eu dou meus passos
Em um arquivo sangrento,melancólico
Mentiras mais abaixo dos olhos

O medo não mais me atinge
Alguns primeiros passos fora da luz
Dando lugar a dúvida além da certeza
Finalmente deixo minha cruz
Por tristeza esquecemos quem somos
Deixando tudo no cemitério dos sonhos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nascimento Abençoado



Quando eu nascí,os céus choraram
Uma criança desprovida de amor
As portas ao meu redor se fecharam
E aos poucos meu coração tinha rancor
Não fui criado impúro mas me corrói
Perceber que sempre estaria sozinho

Jamais soube porque vieram as lágrimas
Uma criança devia ser motivo de felicidade
Porque se desligaram as luzes,em meio de trevas
As minhas lamentações,tornavam-se feracidade
As rosas mais belas murchavam ao meu toque
Os oráculos me viam,desprovido de sorte

Para onde esta o refugio de uma criança?
Sozinha por toda uma vida amaldiçoada
É intransponivel toda a minha distância
Jamais quero voltar para a infância
O que fiz para eu ser querido depois de morto?
E as pessoas apenas me observarem como estorvo...

Não sei porque a alegria se apagou
Nem mesmo o motivo do sofrimento
Apenas queria não ser o que sou
Então faço uma oração no vento
Eu não quero mais me sentir tão só
Logo,envolvo meu coração com ferro

A minha história é triste e amarga
Porque foi um crime o fato de nascer?
Queria renascer amado pela madrugada
A inocência se dispõe a morrer
Para começar uma busca perdida
Em caminhos da noite solitária

Passo à passo ,sofria mas seguia
Guardando a excência da infância
Os caminhos distanciavam-se da vida
De meus pais eu tinha nostalgia
Um campo de flores negras para mim se abriu
E eu entendi então o significado mais sutíl

Eu era a criança mais abençoada
Que pisou nesta terra de sombras
Mas é tarde para voltar da jornada
O fim é de lamentas insanas
Então me acomodo no caixão para dormir
Desperdicei minha grassa para fugir

Eu apenas ví as faces negras
Do que o mundo pode oferecer
A beleze é muito maléfica
Uma morte para se arrepender
Que a proxima criança salvadora
Guie a todos na liberdade afora

Que a criança abrace a todos
A infância seja eterna
Ao norte,uma lugar de sonhos
Eu queria tocar estas terras
Mas não suportei todo sofrimento
Admito,dessa benção tive medo..

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Musicista da Noite



Não adianta mais chorar agora
Repouso os instrumentos ao lado
Composições negras em plena aurora
A flauta corta o vazio instalado
Letras sangrentas dissoam no crepusculo
Estrelas cadentes cortam o céu astuto

Esperei o fim para compor uma música
Escutei nota por nota a tristeza
Cada suspiro até então uma última
Cortina de sons densa e espessa
O piano se encarrega de ressoar
Todos os desejos angustiosos no ar

E aceito-me como musicista sombrio
Nada além da graça,cada vez tocada
Minhas melodias se acomodam no frio
Então,no choro eu repolso minha alma
Até o silêncio de quando eu me for
Remetendo em uma noite de estupor

Trilhas melacólicas tingem lembranças
Carregadas pelo passar do vento
As mentiras destroem a temperança
Que se consolidou com o tempo
Ecos batem no coração e tudo desaparece
Um canto calmo consola-me até que anoitece

As pessoas dispertam do sono enfim
Nunca como antes,eu fecho os olhos
E me entrego em um sonho de marfim
Para Orfeu,toco uma tragédia em esboço
Não há sono para uma dor tão incerta
E as canções das sombras me despertam

Eu não tenho temores pela frente
Todos os dias eu me tranco
No meu mundo que me contenta
Uma úlima nota enfrente ao piano
Eu prometo morrer depois,eu prometo
Apenas ressoe o que sinto no peito

Uma última canção cálida mas triste
Eu me sinto tão bem,desvanescendo
Tocando uma sinfônia em que o ápice
É uma letra em pauta para história
Tão ao meu lado,mas fora do alcance
Foi á canção final do meu romance...

O adeus é dado por um réquiem na harpa
Á musica pode enfim morrer no meu interior
O som será minhas preciosas asas
Para desbravar o reino do Édem inferior
Devagar e poético em um primeiro sorriso
Coros de anjos me recebem no paraíso

sábado, 9 de outubro de 2010

Dama da Opera




Prima-dona das maiores peças
O que traz mais afundo de sí
A voz aguda de inúmeras eras
A mais bela flor do jardim
Rainha do gelo eterno assassino
Deusa das tempestades e do destino

A voz soprana melodiosa
Compõe uma vênus de luxúria
Os cabelo á cascateiam formosa
Notas perfeitas em melodia fotúria
Rainha da noite,no som da flauta
Todo destino escrito em uma pauta

Donzela dos mil papéis sonhadores
Guiando com maestria em um tom lírico
Em jornadas desbravando todos os amores
Transmitindo para todos sentimentos oníricos
Dama da luz e das paixões da ópera
A voz ressoa e dissipa toda cólera

Abençoada pelos deuses nórdicos
Cobiçada entre homens de volúpia
Uma carne virgem de brilho místico
Os desejos mantinham-na impúra
Sinfonias demoniacas no eclipe da lua
Em uma nudez retratada em pintúra

Lendas contadas no canto coloratura
Uma afrodite sombria e gloriosa
Os acordes soprados em ternúra
As suas aspirações entram na história
Mãe cujo seio nunca amamentou criança
Banhando o vento em desesperança

Soprana Dramática do soar sombrio
As canções vendidas ao demônio
O corpo é belo porém está frio
Os atos de um ser côncio
Musa da paixão proibida e pecadora
Ninfa lírica de uma trama destruidora

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Imortal




Dentre as manhãs eu vejo
Silênsio eterno nasce
Então o medo eu percebo
Os meus olhos sofrem
Eu ameaço um grito para escapar
Mas logo falta fôlego,estou a sufocar

E eu sei que morrerei
Partirei em um dia solitário
As lembranças do passado,congelei
Então choro um último choro amargo
Os sonhos se tornam um refúgio
E nele estarei afinal seguro

A dor descansa enfim
E no meu cólo é confiado
A criança do eterno fim
Meu coração se torna fechado
Eu me sinto bem,me sinto melhor
Mas neste mundo estarei sempre só

As lágrimas bloqueam a visão
Tudo é só uma fantasia fosca
Cegado pela minha indecisão
Me escondo em minha concha
Tudo é uma luz efêmera refracionada
Que voltará a ser o grande nada

As musicas se abaixam no plano
Correntes frias e avassaladoras
Solstícios de inverno ou outono
Um pleno dançar das sombras
Eu não tenho medo das minhas trevas
De minhas lágrimas,nunca há uma última

Sempre que eu acordo,deixo um sonho
Frio e melancolia me despertam devagar
O mundo real me é preto e branco
Eu não queria mais,poder acordar
Diminuo a respiração para um suspíro
O esforço para viver é tão ínfimo

Os ventos levam vozes e canções
A morte é tão triste mas necessária
Embalados pela procissão de caixões
Dos céus existem piedade inópia
Todos os lugares tem uma aflição
Em tempos tão breves quanto uma estação

Eu não posso mais temer
Abandono meus fantasmas
A neve cai no anoitecer
Enquanto a lua torna-se brasas
Eu viro as costas para meu sonho final
Terei de abandona-lo,tornei-me imortal

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Depois da Minha Morte...




Estou cansado para andar mais
Minhas forças cessaram e me rendo
Sombras breves porém fatais
Crescendo em sentimentos horrendos
Um suspiro e tudo estava acabado
Achava merecer ser mais valorizado

Abandonado, na estrada solitária
Ninguem sabe como é estar aterrorizado
O tempo não se resumia mais em horas
Apenas focava-se um distânte passado
Nem mesmo suas orações me alcançam
No fim,esta foi a maior mudança

Antes da Minha morte devia me ter
Beijado,me feito único e especial
Agora vejo os sonhos desaparecerem
E lembranças morrerem em um mal
O choro de um corpo inanimado
Um rosto desiluminado

Nem mesmo suas presses alcaçam á mim
Em meio as cinzas eu me encontro
O nosso capítulo ganha um triste fim
Um túmulo figura-se da noite
Tristes canções,amargos adeus,despedida
O sol marcaria o nascer de um novo dia...

Esconderijos obscuros e gelados
Fugas para além da conciência
O tempo não tirou o sabor amargo
Da separação em nossa existência
Nem seus encantos me trazem consolo
Não voltará a ver-me denovo...

As esperanças machucão o coração
Uma estrela cadente corta o céu
Separados,não estendi minha mão
Lentamente apertava o sofrimento cruel
Tudo que seriamos se apagou,tudo á se perder
Depois da morte,jamais voltará a me ver...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Garoto Orfão



As noites congeladas e vazias
Ele caminhava com seu ursinho
Inocência em um rosto sério
Tudo que ele quer é carinho
Alguem que o ame como mãe e pai
Enquanto espera,na noite ele vai...

Um pequeno andarilho triste
Imerso em solidão ele jaz
Na noite neva e o deixa sorridente
Mas o conforto se esvai
O frio lhe machuca,não pode brincar

As casas emanam conforto e calor
Anjos de neve são uma distração
Mas para ele não existe amor
Isso muito doi no coração
Ele abraça seu ursinho,sua familha
Por um momento seguro,ele sorria

Em sua imaginação era amor eterno
Para sempre um conforto paternalista
Garoto solitário e incerto
Seu sofrimento lhe cobria a vista
Não enchergava futuro ou consolo
Apenas com o brinquedo de apoio

A falta de calor é mais pulsante
Ninguem lhe deixa se abrigar
As lágrimas se tornam constante
E a fome consome seu olhar
O sono é tão forte e acolhedor
Em sonhos fugir de toda a dor

Dormir seria a morte
Mas valeria a pena viver?
Sua alma se parte
Na neve talvez esmorecer
As portas lhe foram fechadas
Os anjos o abrem as asas

Ninguem lhe oferece atenção
Viram suas costas e partem
Apenas os céus o guiam pela mão
Os flocos brancos ainda caem
Amanhece um rosto amargurado
Por todos ele foi abandonado

Se ao menos mãe tivesse
Ao menos tivesse amor paterno
Por mais um minuto ele estremece
Muito frio é o inferno
E não há onde cair e repousar
Por este motivo se põe a chorar

Um coração fragilizado e carente
O urso repousa no chão branco
Seu dono adormece poente
Os olhos terminam o pranto
Ele dorme,seu urso o vela no fim
Abandonado,um ultimo suspiro enfim...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Santa Demoniaca




Inocente santa negra,sombria
Protegida em seu mais alto gráu
Envenenou os próprios sonhos do dia
Corrompeu-se no mais puro mal
Atrás do sacrificio da virgem,tristezas
Seja merecedora de toda esta incerteza

Não chore,veja seu sorriso confortavel
Mesmo dentro de uma moldura de lágrimas
Senhora das sombras,esconda-se no véu
Enquanto descarrega todas as mágoas
Guarde o recentimento bem no fundo
Toda esperança se decompõe com o mundo

Egoista sucessora de madona na tragédia
Seus pecados lhe devoraram á tempos
Na sua basílica,mortos de toda uma era
Canções sombrias sinfonicas ao vento
Ao menos manteve as promessas que não cumpriu
A linha da vida em um esforço por um motivo vil

Ofereça seu dizimo e compre uma parte
Da conspiração dramática e cruél
Componha sua mascara para o ápice
Tenha coragem e perca tudo,seja fiel
Em uma sombria cartada da rebelião
Palavras imundas vindo de um coração

Sobre as asas de uma santa demoniaca
Compois-se um jogo sem vencedores
As injurias foram todas cometidas
E se perdeu todos os valores
Quem vendeu sua alma pode ir,atenção!
Quem ainda não?

As palavras de Cristo foram esquecidas
E uma era imersa em sombras se abre
Mais e mas lágrimas e dores serão mantidas
As orações são ditas aparte
As gentilezas se decompõe lentamente
E o fim é um fator onisciente

Amor e ódio nascem do mesmo lugar
Os cargos do clero são negociaveis
Esta tormenta um dia vai acabar
As vidas se tornam todas incendiáveis
Com a aniquilação a Salvadora enfim fecha os olhos
Das profundezas percorre um vento abrolho

sejam todos bem vindos na sala da morte
Queime suas cartadas,esperanças ficam aqui
Apenas se salvam quem esta nas terras ao norte

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Além das Planices



Durante uma noite fria
A caminhada da noite
O sangue caia na trilha
Logo atravessava a ponte
Sua pistola estava na cintura
Seria necessário a essa altura

Além das planices,um sonho
Os dias convergem até lá...
Em busca de um rosto risonho
Da pessoa a quem amar
Mas um desvio o faz se perder
Um vasto caminho pra sofrer...

Agora ele luta contra lágrimas
Seu coração esta disparado
Sabendo que pode não encontrar
Seu amado tão aguardado
Então reza para que se encontem um dia
Um tiro rompe a noite solitária

Futuramente lamentará ter morrido
Seu amor chorará sempre inconsolado
O futuro se torna indefinido
Mesmo ferido,esperou o amanhecer nublado
Um jovem de coração puro deseja sua segurança
Em sua homenagem escreveu uma grande melodia

Ainda agonizando,a trilha de lamentação
Cada passo podia ser o último da vida
Mesmo assim continua sua direção
Motivado pela palavra prometida
Após o céu azul e bem mais além
As terras em que se ama alguem

Desistir acabaria com sua dor
Mas não ousaria cair morto
Uma jornada eterna por seu amor
Em seu mundo estava absorto
Estar nos braços daquela pessoa
Em uma passagem onde tudo nevoa

A tormenta acaba numa neblina
Finalmente ambos podem se amar
Mas o destino armou uma cina
Um dia eles terão de se separar
E deixar tudo nas terras além das planices
Em uma despedida onde ninguem jamais sorrisse...

No paraíso seriam livres
E ficariam juntos na eternidade
Dividir momentos a sós
E esquecer toda a imaturidade
Apenas com um beijo garantir ser feliz
E com ele selar um digno fim!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Paixão Sombria





Quando a lua brilhar fulminante
O sangue dos irmãos será limpo
E por mais um pequeno instante
Poderei ver seu rosto pérfido
Como desejo teu, um beijo se acomodou
E tão terno esse beijo foi

Quando os raios prateados
Nos iluminar entre carnificina
Em um mundo sem pecados
Porém a ordem é difusa
Será que eu me apaixonei vampírica?
OU será que é um devaneio que alucina?

Vós pedistes pra que me resguardasse
Mas não tardou a eliminar todos os anjos
No fundo em trevas me encontrastes
E com o passar dos ternos anos
Minhas lágrimas em vão alimentavam luxúria
E crepitava macabra toda minha injúria

Do meu coração nasceu a tempestade
Fantasmas cantam meu amor abandonado
Eu te adorarei por toda eternidade
Mas este destino me deixa mais amargo
Paisagens mortas e deploraveis nas sombras
Dias difusos que me arrastam como uma onda

O crepúsculo ilumina meia face
EU suspiro adentro silêncio
O sangue serve para que apaziguasse
E nasceu em meio ao vento
Que carregou mensagens ternas a tí
E por um momento te trazem aqui

Eu lambo meus lábios vermelhor
Meu coração aperta com saldade
Do prazer nasceu meu amor
E nos abraçamos frente a deidade
Trazendo em meus olhos o brilho da lua

Deixe meus pés guiarem-te no sangue
Em pedaços,eu me sinto culpado
A distância entre nós é grande
O meu coração permanecei intocado
Em um raio de feixe da lua vamos nos encontrar!
Por mais um decadente momento vamos nos amar...

E eu espero-te nas sombras
Minha boca te deseja
E na trilha,minha marcha desanda
Porém continuo minha jornada
Paixão sombria,escura e doente
Em matrimonio juntos veemente

E jamais outro vai beijar
A mim será eternamente fiel
Nunca estará com o anjo para ceifar
Pois em meu dedo ficou o anel
Em uma noite sem lua,distante de todos
Construiremos uma paixão sombria em prelúdios

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Reino de Nuvens


Castelo de nuvens no horizonte
Uma vida no alto azul do céu
Um dia sempre tão obtstante
As estrelas brilham e compõem o véu
Que cobre o meu reino celeste de mistérios
E esconde lentamente no peito meus vazios

Um rosto crepuscular vislumbra tudo
Nos limites divinos se forma meu reino
E traz resignos muito mais profundos
Do que eu pude trazer no peito
O rei do país das nuvens descansa
E nasce então os dias da temperança

Entre desejos e memórias diárias
Os raios lunares não podem me iluminar
A liberdade é opressora e inópia
Eu apenas me vou com o vento,a voar
Nuvens tempestuosas anunciam presságios
A mãe céu nos adverte sobre um deságio

O anoitecer engloba as terras aladas
Os sonhos eternos se projetam na escuridão
Algumas dessas visõe podem ser amargas
Mas de algum modo tocam o coração
O princípe da terra divina chora
Seu amado repousa no além agora

Mas o fluxo do destino nos leva
Como o vento arrastando nuvens
Anjos apaixonados sempre nos espera
Um adequado quadro para vislumbre
A morte é infinitamente breve frente a paixão
Frente as dores o amor é uma benção

Nas terras ao extremo norte eu morro
O choro celeste desvanesse meu reino
As nuvens se tornam vermelhas em um assombro
A tristeza me consome por inteiro
Quando a água sublimar-se as terras voltam
De seu descanso,os mortos me chamam...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Trovador obscuro





A vida se recolhe timidamente
Uma vez que em toda uma era
Seu fim sempre foi iminente
Mundos inexplorados a espera
Eu almejava um poente fim noturno
Para poder me despedir do mundo


Para meu Deus eu prorrogo minha cina
De cachoeiras salgadas nasce um vazio
A verdade final é que ninguem imagina
O sofrimento que me torna sombrio
Mas me imponho como um menestrel vermelho
A trovar enquanto se passa o tempo

Das minhas cantigas,um choro inocente
As cordas do meu alaúde,trovas da noite
Cantando contentamentos imortais,imponente
Encontrarei nas ondas obscuras meu consorte
Os sons divinos que me saem ressoam e resplandecem
E no meu peito o vazio ainda permanece

E nesta lacuna se encontra o poeta morto
Que me trouce inspirações para outrora
Minhas musicas me trazem algum conforto
E me lembram da pessoa que quero agora
Apenas para um eu escrevi minha trova suprema
E para este,continuo a compor mais um poema

Agonias jazem em meu peito abafado
Anos de luz serão trocados por trevas sublimes
E um novo som melancólico predomina desamparado
Para me saldar,o céu sorria estrelado
Eu dormia em sono embalado pela perfeição momentanea
Mesmo que esta felicidade seja breve e instantânea

O sol dorme em meio as minhas melodias
Dissonagem sangrenta de um despertar
Precioso sentimento de toda uma vida
Em meus instrumentos se põe a tocar
Encantando ouvintes,a todos domina
O sombrio som que a todos fascina

São os sons dos meus obstantes dons
A música é meu espelho e verdade
Meus pensamentos se tornam sons
Que irão ressoar por toda eternidade
Sons do alaúde que põe todos a ninar
Musicas sombrias que ressoam pelo ar

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Poeta Criança


Quando você ler este poema
Quero que se lembre do passado
E não da pessoa imersa em tristeza
Tudo que escrevi esta relacionado
Ao nascimento de toda esperança
E a minha vida como criança

Do silêncio me nasceu a dor
Das minhas lágrimas,um oceano
Tão pouco para um imenso ardor
Muito para um devaneio insano
De um coração sécular de carnificina
UM desejo para a eternidade nítida

Toda esperança me levou
A um Jardim de flores mortas
A beleza em meu âmago se apagou
E o mundo se tornou cinzas
Em cada palavra redigida em minha mão
Amparado por um pedido amplo de perdão

Não me convêm chorar,quero força
Eu não existo apenas para decepções
Apenas sublimo o que esta amostra
Minhas cartas de amor sem destinatário
Eu rezava agarrado naquele rosário

Escrevi para Helena sobre virtudes
Retratei o poente sangrento anoitecer
Na minha escrita encontrava-se beatitude
Restaurando um cálido e timido resplandecer
De bondade e condolência, mas mesmo no início
Errei,não consegui me tornar um ser divino

Abrace minha canção,ame o perdido
Nas linhas, um ampáro do colo materno
Das densas cortinas de lágrimas,um alívio
Registradas em papel meu contento eterno
Das notas do piano,uma emoção inebriante
Notas de um pequeno poeta dissonante

Transforme em notas,seria coeso
Floresça os campor mortos
Eu não existo apenas para viver teso
Mas sim para habitas espaços opostos
Um coração profundo do fuso criar
Coração de um sonhador do eterno luar

Das minhas delicadas e pequenas mãos
Encerra-se a despedida amarga
O tempo cura as feridas da submissão
E minha alma repousará intacta
Eu desejava não ver mais beleza no mundo
Porque esta beleza me roubou o futuro

Destruição absoluta


Olhando o horizonte no poente
O fluxo de pensamentos desvia
Da doutrina dominadora de mentes
Uma vida completa e solitária
Alto no céu,suspende-se glórias,
Sonhos e desejos de outrora

Dramas de vidas despedaçadas
Um dia,do sonho me erguerei
De um vazio,criarei asas
Que percorrem o azul e o tingem
No crepúsculo morto que todos veem

As gotas sangrentas que caem
Refletem a matança eterna
Se tem medo que te detém
Não deve se meter em tão terna
Conduta demoniaca e aplacadora
O mal nos toma no tempo de agora

Cria demônios de gelo frio
A chuva permea seus corpos
Mas o coração é vazio
A crueldade é de assombros
Mas um buraco infinito lhes pertence
Parte que não compreendem

Se você esta em meio as sombras
Aplaca-se sua visão sonhadora
Não sente medo das estranhas
Facetas da destruição avassaladora
Então chore até encher o cálice
Ou o preencha com sangue até seu apíce

E sacie a sede de lábios diabólicos
A seus pés,os corpos se acumulam
Fazendo real o que era simbólico
O passado e o futuro se untam
A destruição absoluta se torna plena
E o mundo entra para uma hstória cantilena

domingo, 5 de setembro de 2010

Caindo em Sono




Desenhos fantasmagóricos me rodeiam
Um vazio no meu peito permea espaço
Mais um dia passa,sua voz não chega
Silenciosa estagnações aqui dentro
Dormindo para morrer,nunca mais acordar
Viver em um mundo de sonhos a raiar

As minhas tristezas já são eternas
Como um cristal,no fim me é belo
O sofrimento é como uma grande guerra
Eu durmo e escapo, mas tão logo
Tão logo eu desperto choroso
Demonios me cantam em coro

Um inferno desperto,imerso e profundo
As verdades estão abaixos no conciente
Uma cálida beleza não oprime um segundo
Você sente meus suspiros inocentes
Em algum momento deixarei mais claro
Jamais quero despertar,este é meu anparo

Caindo em um sono profundo e denso
O amanha jamais chega e eu repolso
Num silêncio de trevas de um mundo extenso
Em oceanos e rios onde eu vi dentro
Dos limites dar margens seu rosto
E eu flutuava em sentindo oposto

Me deixava guiar até correntes lestes
Sinfonias maestrais me tomam dores
Eu vivo almejando um mundo celeste
A verdade é que jamais gostei de dissabores
Mas de novas sensações que trancedem medo
Trancedem sono,trancedem o meu erro

Porém eu não quero uma vida sonâmbula
Mas sono de morte abrasador e fulminante
Um dia eu sei que vira essa estranha
Glória,sei que este futuro não é obstante
Os olhos me pesam cada vez mais
Um dia se fechem para coisas carnais

Os verdadeiros sonhos não efêmeros
Nascem de um real sono duradouro
Este desejo,mesmo estranho é sincero
Quero da terra,me tornar pó denovo
E poder dormir fora da minha conciência
Abrangir mundos além da existência

Terras livres de neve vermelha
Onde pelas ondas eu passo e não sofro
Outras emoções além das que em centelha
Se cravaram de forma dolorosa
Eu quero cair em sono e nunca mais despertar
Cair em mundos e terras que nunca vão desmoronar...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ultimas Lágrimas Sangrentas




Até depois de percorrer a lágrima
Eu ainda estarei de pé,
Ainda ouvirei as vozes...

Eu sei que você ainda se lembra
De um momento que tivemos
Eu sei que esta memória terna
Não desvanesce,nem com tempo
Você nunca vai esquecer minha voz
Sussurrando em seus ouvidos após...

Um crime perfeito e maldito
Sem remorço,ouvia meu nome
O ideal era um tanto neofito
Mas matar até que foi doce!
Até a ultima lagrima sangrenta
Eu te chamava,você ouvia minha ementa

O choro vermelho me tomava
Eu sabia que era errado mas..
Também lembrava de uma oitava
Lição divina em meio a trevas
Bebericando da taça,o conhecimento
Mas nunca me traria contentamento

Deus me diga:
Será que ele e você me amam?
Talvez o mistério seja uma sina

Até o amanhecer não sou gente
Não sou humano ou racional
Apenas mato,mato condolente
Pois sei que este é meu Mal
E seu também...
Esta verdade me faz refém

Eu grito a noite,cortando silêncio
Minha foice esta gasta de tão usada
A maior satisfação é a vítima morrendo
Enquanto dilacero sua garganta
Eu sei que esta errado mas eu vou
Sobreviver e matar,nunca mais soou

Em meu coração sinos de bondade
Sobre uma pequena capela,mais corpos
A cruz se torna carmesim,a deidade...
Chora e eu choro,num fundo do poço
Jaz quem sou,apenas um assassino
Mais um qualquer ao mundo frio

Nunca antes houve um fantasma de remorso
Até crianças,já sofreram em minhas mãos
Não há clemência,nem piedade em meu rosto
Apenas lágrimas escarlates do coração
Que insiste em deixar púrpero a madrugada
E quando o sol nasce em um unica lágrima

Todos os homens que eu matei clamam
Pra eu morrer também,mas não posso
Pois há ainda precipitação...

Ainda me vejo na catedral a escutar
Ensinamentos divinos de outrora
O padre foi enforcado ao me inrritar
Eu tingi o crepúsculo e a aurora
De um vermelho vivo tão denso
Nada me serviu os oito ensinamentos
Pois sou um monstro
Apenas com isso me contento

Continuo a ceifar noite adentro
Silêncioso,mas ainda choro
Pois sei que estou morrendo
E jamais dos anjos ouvirei um coro
Antes das ultimas lágrimas secarem
EU me perderei em toda eternidade...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Oceano recém-nascido



Mergulhando em águas cristalinas
Sonhos do fim de uma era inteira
Ondas de um mar sombrio em neblina
Dia que se estende até a primeira
Lua que marca o nascimento de um mar
E como eu queria me afogar neste mar...

Durante um periodo lunar eu testemunhei
Das profundas sombras um oceano recem-nascído
Criado das lágrimas das almas,das que também chorei
Eu naveguei em segredos revolvidos
Maresias calmas,timidas e melancólicas
Desejo noturnos de toda uma época

Meus pés tocaram suas margens vasta
Minha boca experimentou de seu sabor
Oceano das almas que agora se mostra
Maior e imponente que uma noite de horror
Os corações são sempre tapados pela lua nova
Durante mil estações eu esperei para escrever em prosa

O que meus olhos lacrimosos não puderam ver
Seu rosto e seus olhos na água fina
Mas depois via os raios do amanhecer
E sofria por uma existência infima
Uma chuva reconfortante,os céus choram
Lágrimas vermelhas e sangrentas

O Jovem mar se torna vermelho vivo
As histórias se refletem em suas ondas
O vento narra a meus ouvidos
Epopéias passadas em trevas
Além de trovas,de menestreis distântes
Eu queria por um instante...

Me deixar levar por suas águas
A noite cai e eu a passo
Englobado numa cantiga
Os cantos da lua eu ouço
Oceano recém-nascido e sombrio
Das suas margens,emerge um Cônscio

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Conto De Fadas




Andando bem afundo
Numa trilha dura e perigosa
Me deparo em seu final com o mundo...
Que como herói eu vejo agora
É onde eu deveria sempre viver
Terras do céu eterno a amanhecer!

Dormindo, sou guiado a este lugar
Trilho o caminho onde a Bela e a Fera
Um dia vieram a se beijar
Um lugar vivo por muitas eras
As fadas tecem a trama da vida aqui
Faça me um sonho,enquanto existir...

Tudo que guia minha fantasia
Um mundo de felizes para sempre
Onde a Bela e a Fera,na maestria
Do momento se deixaram amar livre
Onde a cinderela deixou seu sapato
Enquanto Alice acariciava seu gato

Um mundo onde vive toda virtude
É este lugar que quero estar
Observando a Branca-de-neve
Cantarolar no bosque a passear
Fadas,monstros e dragões
Faça toda a alusão

A Princesa risonha esperando
Na torre mais alta do castelo
Seu princípe tão amado
E lhe presentiar com um beijo singelo
E sagrar-se em um reino distânte
Um sonho cada vez mais gigante

Um mundo onde a beleza é restaurada
A cada beijo cálido de uma Fera
Ternamente dado por uma bela
As luzes dominam a madrugada
A rosa nunca mais vai murchar
Pois ambos juraram se amar

A bondade é guiada por espadas nobres
Princípes valorosos e amaveis
Terras onde a cada dia se descobre
E pelo menos mais uma vez
A Bela beijar a Fera,e podemos ver
Um amor verdadeiro então nascer

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Criança Centenária


Há milênios atrás eu nasci
De um dia a tomar forma
Tão feliz,mais não pude pedir
Pois Sabia que em toda história
Jamais alguem seria amado como eu
Sabia que todo este amor era meu

O dia era belo e minha mãe
Me segurava em seu colo terno
Papai me carregava quando bebê
Estes momentos poderiam ser eternos
Eu achava que isto jamais iria mudar
Mas estava errado,não sabia meu lugar

Um dia um anjo veio e me disse
Criança abençoada você vai morrer
Dos céus,o maior interesse
È sua missão a cumprir,o seu dever
Quem sabe assim,quem sabe talvez
O mundo seja um lugar melhor desta vez

Estas palavras me confiadas a choro
Porque senhor?Porque razão me punir
Oh Deus,me dê algum consolo
Sei que não faz isso para me ferir...
Mas eu tinha planos para um amanhecer
Um futuro em que eu pudesse escolher

A vida em que melhor me encaixaria
Aceitarei tuas ordens,mas sinto tanto
Mamãe e papai de nada disso saberiam
Eu os amo por isso estou em prantos
A eles eu jamais queria deixar
Talvez por tanto os amar

As memórias de minha vida eram lindas
Mas o dia chegou e com o advento
Da minha morte,mas depois disso ainda...
Amo onde eu vivi por tanto tempo
Pai celestial olhe por todos eles
Não guardarei mágua destes seres

Que estão perdidos em suas sombras
Vejo que fui a criança mais abençoada
Pois mesmo separado.ainda um dia se remonta
Todos os sonhos construidos em tres décadas
Agradeço a mãe e meu pai,realmente pude ser feliz
O amor de vocês sempre foi o que eu quis

Um dia poderemos nos encontrar no azul
E poderei retribuir o afeto me dado
Quem sabe um dia,das canções do sul
contem como foi estar a seus lados
Sou Criança centenária abençoada;
Criança Centenária sempre amada

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Despedida Final

Poente e melancolico sol
Eu vejo em teus raios uma face
Aquele que um dia passou do crisol
Alguem que certa vez,em um desenlance
Eu odiei como a um inimigo a meus olhos
Vejo como estava cego por demais devotos

Mas antes de me arrepender,morrerei
Realize-se nas sombras desejo secreto
A ele,apenas a ele eu consentirei
Deixar de herança o que me é eterno
Assim partirei sem remorço para a luz
Quero ser enterrado sem uma cruz

Silencio eterno diga meu adeus severo
Noite profana diga que amo meu irmão
Ao menos a ele este sentimento foi sincero
No paraiso em seu nome haverá algumas canções
Que retratarão tudo que ocorreu entre nós
Separados ou juntos, continuaremos após

Batalhas epicas,milenares e sangrentas
A lança em suas mãos não é mais uma arma
E sim instrumento de criação suprema
Meus pensamentos nem atingem sua alma
De guerreiro ou de fiel mensageiro divino
Mas por você o destino tem se moldado cristalino

Em um oceano azul profundo e espesso
Completo e absoluto divino no céu
Peço que olhe por meu irmão defesso
Apenas peremita-lhe ser fututo réu
Testemunhar de seus labios as façanhas
Inimaginados mas cometidos de forma soberana

O meu amor por você é completo e absoluto
Me alegro por termos o mesmo sangue
No paraiso asseguro seu lugar,e para o mundo...
A sua inocencia de criança é o bastante
Para gravar seu nome como a pessoa de maior afeição
Não sei de todos,mas sera lembrado em meu coração

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mundo Solitário


Todos os semelhantes me deixaram
Estou sozinho,neste mar das sombras
Eu temo as pessoas por serem
Seres que no fim nos desaponta
Exilio divino é só o que eu peço
Para nunca mais vagar pelo mundo

Todos os semelhantes se foram
Mas me deixaram o medo para lembrar:
As lágrimas sempre se entoam
Não há por quem se dedidar e lutar
Mãe de toda a luz me abrace por hora
Quem sabe um dia,quem sabe talve outrora

Todos meus erros sejam concertados
E eu enfim morra para tudo
Triste por ter sempre acreditado
Que algum dia as presses e o mundo
Fossem ser atendidas por um desejo equinocial
Mãe de todos os homens,eu fui irracional

Este espaço tão curto de tempo
Só me recorda de deixar partir
O que por pouco não se foi com o vento
Algo que jurei sempre guardar
Algo que nasceu do nascimento do século
Uma cruz para enfim por no túmulo

Onde eu enterro todos os prantos
De uma criança ferida e machucada
Todos os motivos de um prelúdio
Só serviu para poder manchar
O que me redimia,o que me salvava
Uma alma antes solar que ocupava

A memória que se foi para sempre
Todos os semelhantes me deixaram
E vejo que talvez eu pense
Em uma época que a todos amaram...
Leve tudo,absolutamente tudo de mim
Pois este medo jamais vai ter fim

Abrace-me em seus braços mais uma vez
Para eu poder enfir terminar de chorar
Pois sei que com essa insensatez
No paraiso jamais poderei ficar
Todo os iguais me abandonaram
Estou certo que nunca me amaram

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Criança Solitária


A guerra se faz em décadas
E não se apega a nem uma pessoa
A batalha é agora para as espadas
Todos os semelhantes levados a mágoa
Criança virtuosa,mas tão cedo perdida
A mãe então descansa por ser vencida

Tudo dele fora tirado,mesmo o leite
Lhe foi negado,espanta-se por chorar
Lágrimas caem até que ele aceite
Todos os seres viraram suas costas
Amar em sociedade nunca foi regra
Abandonado dentro da pequena capela

Mesmo o rosto corado de um bebe
Não toca corações e nem sensibiliza
Sem amor ele foi forçado a ceder
Pequeno garoto que agoniza
Mãe dos orfãos o proteja
Mãe dos cristãos e da igreja

Livre-o de toda a dor,de lhe sangue
Amado filho,este sentiemnto precioso
Morram todos no mundo,pois jamais antes
Preocuparam-se com pequeno irmão
Toda inocência foi levada de um indefeso
Morram todos por causa deste peso

O meninho sorria nos braços da santa
Mas o mundo lhe foi tão hostil
E levou pai e mãe,mas antes de se separar
Puderam despedir-se do filho juvenil
Amaremos a você,mas amaldiçoamos o mundo
Arrancado dos nossos braços e do nosso futuro

Mãe dos filhos orfãos da guerra diga
Que ainda o queremos,esperamos no céu
Cresça e depois um dia nos siga
Sentimos por não cumprir nosso papel
Tudo de você e de nos foi tirado,tudo
Perdoe estarmos mortos para o mundo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Trilha do Imaginário


Caminhando lentamente numa ponte
Onde divisa-se o desejo e a realidade
Eu jamais saberia trilhar por onde
Evitar a todo custo aquela brevidade
Do céu vermelho sangue,o caminho do vento
É um vazio imensuravel no meu peito

A lua cheia se dispõe a iluminar passos
Dados nas trilhas das fadas e dos monstros
Que habitaram somente o imaginário falso
A floresta respira o ar dessas lendas em prelúdio
Uma mago solitário me deu a mão e mostrou
Nosso mundo é mais profundo do que se pensou

Os raios do sol iluminam as aldeias elficas
O mundo imaginário existe e esta vivo
Sereias saudam com seu canto as ultimas
Criaturas a passarem pelo trol maligno
As histórias e as façanhas talvez fossem verdade
Os contos de fadas talvez,para nossa felicidade

Fossem reais e apenas nós não podemos ver
Que o imaginario se entrelaçou com o real
A bruxa um dia voo livre nos céus a dizer
Os espíritos elementais não são celestiais
O homem que esqueceu como ver a natureza
Mas mesmo invisiveis eles vivem com sutileza

As salamandras a dançarem no fogo ardente
Sereias e ondinas brincando na água doce
Silfos e fadas passeam pelo vento corrente
E gnomos e elfos da terra descansam sobre
Sombra de árvores cultivadas por druidas centenarios
Mas o homem não faz mais comunião com estes legendarios

Seres que aprenderam a amar a terra
O povo da natureza se põe a gritar
A nossa casa deveria ser eterna
Da ordem natural o homem não pode participar
Os reis elementais baniram a humanidade
Mas deixou as suas lendas vivas para mais tarde

Um dia as pessoas se redimam
A entrada do mundo magico esta aberta
E seus habitantes ainda nos romdam
Para poder novamente nos contar
O segredo mais óbvio guardado,existido
O universo natural esta e sempre esteve vivo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Terras Brancas




Eu rezei agarrado ao terço
Implorando para adiar o inevitavel
Chorei sem poder dormir direito
Por estar completamente abalado
Eu estou perdido,caindo bem fundo
Eu mergulho nos sonhos, no sangue agudo

Nas planices congeladas ficou meu amor
E lentamente respirei o ar frio
Abandonei desejos neste lugar inospedo de horror
E o sol se esconde rapidamente de soslaio
Eu via tão claro no gelo eterno seus olhos
E então refletia meu sorriso em remorsos

Meu destino.Uma promessa que não cumpri
E a chuva se torna neve que cai tão derrepente
Terra onde cavalgaram as valquírias que abstrai
Da paisagem branca,tão densa como a tristeza presente
No meu coração petrificado pelo denso frio
Meu destino,congelado como o fluxo do rio

E eu permaceço nas terras dos Deuses nordicos
Enquanto implorava Freia para tornar gelo
Minha vida,meus sentimentos e até meu odio
Os muros eternos das terras de nunca degelo
Um dia eu poderei ver o sol e aquecer-me
Pois sei que do frio desolador, resta ser livre

Voar além da memória,eu fiz aquela promessa
Odin olha por nós,onde formos nos amparar
E eu estou congelado junto a lembrança que depressa
Enducere como as águas profundas do Mar
As lágrimas se cristalizam num pó resplandecente
Eu vejo suas faces neste pó tão solenimente

Olho para trás,as pegadas na neve vermelha
Eu lembro de tudo que devia estar esquecido
A nevasca cai,cai choro de diamante em centelha
Para um dia derreter as amarguras transcorrido
De um coração polar, duro quanto cristal do inverno
Nas terras brancas,petrificado,o amor e a tristeza é eterno

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Aniquilação Divina


O choro do céus cobre o mundo
As árvores,os mares e a vida
Tudo é devorado por algo profundo
Que destroi tudo com furia homicida
Os pecados devoram seus profanadores
Pois provaram não terem valores

Gravado em pedra,é onde jaz
As provas contra nossa existência
Se clama aos céus,logo o faz
Não teremos beneficio a penitência
Uma destruição infinita nos engloba
O capitulo da Humanidade Desbota!

Você chora a Deus quando tem medo?
O demonio não sera tão condolente
Aposto que suas lagrimas trazem aperto
Se esta perdido,o caminho é claramente
A extinção de tudo,dor do inferno aberto
Eu acredito em minha vida,mesmo incerto

Eu não choro nem clamo por ser perdido
Então acredito nas variações das sombras
A época de lutar amanhece no céu partido
E eu acredito em minha vida!Acalanta!
É o fim do abismo,coberto pela chuva toxica
Do sangue de todos os condenados alerta

A conspiração divina em palavras de livros
O curso do destino ainda é incerto
O mundo se cobre com cadaveres e vivos
Deus nos deixou munidos pelo veto
As leis divinas são,sempre serão demoniacas
Então chora,somos piões nesta briga

Onde o ser humano é o começo e o fim
De tão imperfeito,se torna perfeito
As sombras nascem de anjos querubin
Os céus são diabólicos mas eu vivo
Acredito por mudar o meu destino

Então eu finalmente rezo para Deus
A resposta do céu sempre convêm
A esperança vale toda morte dos seus
O tempo não mais me detêm
Eu acredito em minha vida
Eu mais que acredito em minha vida

Conspiração dos céus me fazem acreditar
Que o fim pode ser adiado,mas esperamos
O sangue dos irmãos chover do céu a raiar
Destruição infinita de tudo que acreditamos
A cruz finalmente pode ser abaixada
Pela pessoa que já estava cansada

De repetir palavras de Salvação
Para os surdos,que o ignoraram
Mas ao menos de alguns tocou o coração
A destruição liquidara os que restaram
Até um branco infinito para punimento
Por fim este ultimo contentamento

As memorias podem ainda viver!
Mesmo no nada,Acredito na Vida!
Em memória jamais irei morrer
Então prantea a solitária
Decadência da existência mortal
Enquanto os anjos debocham de tal

Sabedoria dividida por quem pode perecer
Apenas nós podemos entender e amar
O que as sombras ensinam a não esmorecer
Mesmo destruidos vamos voltar
Para a terra que "Ele" mesmo nos concedeu
Somos quem sempre mais sofreu

Depostos do pó,criados do nada
Apenas em lembranças sobrevivemos
Existimos apenas no tempo da lufada
Do vento,ou das palavras que dizemos
Em verdade ou em punição aflita
Um dia valeremos da terra fria

Onde nascemos e seremos purificados
Fúria celeste demoniaca e arrebatadora
Domina,mas encanta os artistas amargos
Nos extinguiram e uma vez mais nos magoa
Voltaremos a existir,mesmo que em lembranças
Eu acredito na vida além da destruição como herança

Só temos como escolha as sombras!

Verdadeira Noite


Céu sombrio e espesso
Me traz algo pra relembrar
Uma lembrança antes do começo
Daquele dia a despertar
O sol se exilou para longe
De um horizonte por onde

Permeou de sombras o meu corpo
E me guiou pela onda sombria
E paras lágrimas acho um conforto
Assim não olhar teus olhos pelo dia
E sim na beleza da escuridão total
Talvez fosse este meu maior mal

Mas porque eu deveria me compor
Enquanto a noite nos engloba
De trevas frágeis, meu mundo de dor
Eu cavei a fundo para,quem sabe outrora?
Abrir caminhos para o futuro de agora
Talvez o sonho não morra na aurora

Iluminado pelos raios distantes e amarelos
Dissipando minhas fantasias sombrias
Eu me rendo a um ultimo apelo
Rogando por mais uma noite fria
Remontando as constelações belas e milenares
A fracamente iluminar os diversos lugares

Onde meus pés pisaram no caminho
Tentei inutilmente consolidar
O que me disseram ser destino
Então novo objetivo vou trilhar
Uma estrada em que sigo sozinho
Passo a passo,e com carinho

Sonho as trevas acolhedoras
Abraçando-me,devagar engolindo
E enterro minhas verdades ocultas
Os anjos caem em flor de espinho
A verdadeira noite se revela
Calmamente e com cautela

Engloba o mundo em seu âmago
Faz brilhar a joia sangrenta
E eu me despedaço em um afago
Profanado por grande tormenta
A noite real só não sucede o dia
Concretiza o que se chama utopia

Silenciosamente é meu paraiso
Situado além do belo crepúsculo
Nascido de um claro idealismo
Nas trevas noturnas,é tão injusto
Não tenho espaço solar para me valer
Apenas em trevas da verdadeira noite posso viver

domingo, 8 de agosto de 2010

O espelho

Tão inocente ou egoista
Perfeitamente pintado
Para ficar em minha vista
Como uma anjo recem caido
O vento bailando a comemorar
Estamos certos de enfim chegar

As revelações finais do passado
Escondidas atrás de um memorando
Brilha memória que jaz tão enterrado
As lagrimas só refletem o pânico
Mas me é suficiente as premonições
Já me basta vislumbrar as visões

Do que o futuro há de se tornar
No paraiso dos desejos perdidos
Sera meu ao aceitar me amar
Brilha as trevas no jazigo
O que farei por você no dia hoje
Chorando até que se composse

A melodia melancólica,
Que encanta,
domina,
ressoa,
fascina!
Espelho,espelho esta ai?
O rosto dele eu juro que vi!

E ele escutou,tenho certeza
A minha tristeza esta registrada
Então outro dia com maior delicadeza
Perguntarei sobre a jornada
Para o norte onde enterrei o meu amor
Mais afundo as tragedias para compor

Então afogue no poço dos desejos
Espelho,meu espelho inteligente
A imagen do dia em cacos espeços
Brilha e ilumina,ainda pendente
O que o padre tirou da virgem
Não sei porque nela ainda creem

Eu estou farto,pra poder brincar
O dia amanhece,mas não encontrei
A inocêmcia que prometi procurar
A joia que jamais terei
Seja minha,se sonha com o coração
E construa mais uma canção

O mestre me deu ele para achar
Espelho,sinto se te quebrei
Mas a raiva já o faria rachar
Chora,corri e clama pela lei
O segredo você não disse a idiota
Talvez por isso fosse certa sua derrota

"A inocência da branca de neve
É o que a madrasta devia procurar
Espelho que me server
A inocência poderia me tornar
A mulher da beleza de Madona
Reflita,reflita,o mundo em sua zona"

Sonha,combina,e prepara o mundo
Da caixa de Pandora veio o premio
Inocente ou absurdo
Mas a graça me veio primeiro
Espelho!Diga nos a verdade refletida
Mentira a ser contada algum dia

sábado, 31 de julho de 2010

Santuário de Lágrimas


Deixais o que é efêmero
Nas desilusões das incertezas
Apenas o mundo que escrevo
Pode realmente ter beleza
Então escrevo,escrevo
Para aplacar todo esse medo

A mais bela paisagem
Apenas crepita nas sombras
Pois tudo é miragem
Mesmo a beleza das pombas
São motivos para chorar,por sofrer
O eterno é além de morrer

Então deixe eternizado em prosa
O que o coração tem emergente
Um dia floresça bem formosa
A dor que me é latente
A minha cruz é abatida
Nos versos que descrevem a vida

De quem teve de correr choroso
Sempre de medo e tristeza absoluta
E não pode contemplar céu brilhoso
Por carregar mentiras tão profundas

E eu espero ver novamente
Da beleza de minha mente

Um mundo seguro
Um santuário de lágrimas
Um abrigo obscuro
Para afogar minhas mágoas
Verso por verso,construindo a fortaleza
Que me protege de toda frieza

Do mundo obstante contemplante
Molhado pelo choro da chuva
Um mundo realmente diferente
Que a seus moradores acua
Então peço refúgio eterno
Melhor do que viver no inferno

Pois meu coração tem fragilidade
E não suporta a vida fora
Do santuário,que é minha necessidade
Tão dominado pelo terror
Selvagens é o que eu digo,temor

Um mundo poético me consome
Com as pernas quebradas estou
Mas corro,corro e corro o mais distante
O amanhecer ao menos aliviou
Com sua beleza,o que os meus fantasmas
Me tiraram,forçando as farsas

Que meu abrigo possui
A se revelarem imponentes
E suas paredes se diluem
Numa visão decadente
Pois jamais se pode viver dentro
Não há beleza para sofrimento

Estão loucos por viverem
Nem a prosa suprema e maestral
Tocam o âmago dos seres
Que inflamam a aura do mal
Santuário,não há mais asilo
Lágrimas,me reconfortem enquanto vivo




sábado, 24 de julho de 2010

Guerreiro


Lutando por um objetivo Além
Da noite que esta pra despertar
O final parece que jamais vêm
Para quem foi destinado a lutar
Mas todos acreiditam no objetivo
Que criará o que é definitivo

Os sinos que soam da babiônia
Sangria que a todos elimina
Anunciam que a morte se acomoda
Não há lugar para suicidas
Se quiser construir o futuro
Usando suas armas como triunfo

Devastando o que é mais belo
A lembrança de um sorriso calido
Marcas apenas do ínfimo elo
Vindas de um memorial Pálido
A lembrança da pessoa por quem luta
E por ela,mais e mais triunfa

As constelações prestigiam os querreiros
Que se pré-dispõe a toda tormenta
De ver morrerem irmãos neste tabuleiro
A dor é a unica recompensa
Para tentar manter o sonho vivo
E contrariar o provavel destino

Persistindo em mudar as visões
Profetizando a nossa derrota
No campo,nós somos os guardiões
Que traçam a próptia vitória
Mas ainda acredito em Shalh Kla Af
Que sonhara com este realce

Numa história contada pelo sangue
De todos os massacrados nos embates
A glória a todos é obstante
Manchando as flores com o escarlate
Tom que escorre de nossas espadas
Por Deus,quando acaba minha jornada?

Sómente quando em cima o escudo repousar
Do meu corpo totalmente fragilizado
Talvez morto eu pare enfim de lutar
E um lugar no paraiso me seja reservado
Caso contrario lutarei pela destruição no inferno
Saldando o sofrimento que me será eterno...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Poeta

Sonhos
Pesadelos
Uma vida de pecado
A visão do céu estrelado
Comigo,as linhas de meu agrado

As noites de um céu vermelho
Uma criança entristecida por amanhã
O futuro através de um espelho
Sentado enquanto morde uma romã
Após saborear o fruto proibido
E refazer o erro descrito

A história pelos versos amargos
De um poeta que se odeia
Retratando todos os seus estados
Tentando criar o que mais anseia
A obra maestral digna do paraiso
Esboçado de um lindo sorriso

Vindo da pessoa que o poeta amou
E com ele vive em seu íntimo
Mesmo rejeitado,ele sonhou
Com a prosa do sétimo
Verso perfeito de sangria
A dor seria apenas uma vitória

Amar
Odiar
As correntes do infernal
O que sobra não é verbal

O sonho de conversar com as estrelas
Enquanto brincava de paixão proibida
Mas estas fantasias são sempre efêmeras
Não se pode dar ao luxo de pausar a escrita
Para compor a obra sangrenta final
A obra que consagrará todo este mal

Que nasce no peito do sonhador
Cujo sangue é carmesim como vinho
As marcas do amor refletidas deste ardor
Machucando o poeta sempre sozinho
O crepúsculo apenas ameniza a dor
Das feridas expostas deste escritor

Viver
Morrer
As ultimas linhas testamento
As palavras jogadas no vento

A vida de um coração solitário
Se atreveu a recriar a babilônia
Nas prosas,cada vez amargurado
Mas quase morto por toda monotonia
Após sofrer pelo amor veio a temperança
Trocada pela morte de toda esperança...

Em sua mente, um reino de desilusão
Todo caminho só leva ao desejo interior
Após passar por todas as lágrimas do coração
Chegará ao bosque do édem inferior
O que eu vejo esta alem do que acredito
Pedra por pedra,perseguindo o destino


Sangria e luxúria misturados ao amor
O desejo supremo se torna uma lembrança
Do antigo caminho trilhado pelo terror
Chorado lagrima por lagrima pela criança
Que seria o futuro poeta dos versos perfeitos
Do qual o demonio tirou o máximo proveito
Até que do sofrimento,o sétimo verso infernal fosse feito...

Por Alex Olzon

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lord e Dama da Carnificina

Teus olhos são escuros
Sombrios como os meus
Através das sombras nós vemos
A razão por sermos efêmeros
A demência dos seres humanos
A espécie que desacreditamos

Eu vejo vosso medo
Corromper teu coração
A tua imagem no espelho
É tomada por escuridão
Não adianta chorar...
As lágrimas de uma vadia,nada vão mudar

Os dias que se partem
Transforma-se em noites de trevas
E os seres humanos morrem...
Então se realizam os funerais
Alegra te dama maldita
Alegra te por mais pessoas falecidas

E desta moral sangrenta
Podemos brindar com sangue
Umedecendo nossas bocas sedentas
Por toda carnificina restante
Mais e mais motivos para a divindade
Se enfurecer com toda a maldade

Profanada por sua obra
Cuja morte é a salvação
Você e eu vemos a verdade de outrora
Futuro de horror e condenação
Então não negue seu rancor
Corrompa-se,odiando o amor

Só teremos um ao outro
Mas anseio tua alma
Juntos entraremos em confronto
Que eliminará a humanidade lastimada
Porque apenas a morte traz consolo
Não haverá clemência,nem o menor socorro

Eu vejo tuas faces vampíricas
Você quer ser minha noiva
E eu amo tua alma maldita
O sangue escorrendo em tua genitalha
Nossos corpos se unindo de forma necrófila
Em uma união amorosa,nossa morte amorosa!







quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lembranças dos Sonhos da Fera

Lembra-se do nosso passado?
Nos tempos em que dividimos
Os mesmos sonhos com o mundo
E lentamente assistimos...
A nossa grande separação
E eu tentava não soltar de sua Mão

Depois chorei nas margens
Do mar,nos ombros meus
Chorava por sentir saudades
Saudades dos lábios teus
Meu coração esteve em ti
Até o dia que te perdi...

Então terminei de compor
A música sobre meu sonho
Que dizia tudo que poderia ter nos tornado
Tocando minha obra em pranto
Era tudo que podíamos nos tornar
E esta chance nunca mais vai voltar

Então me largue e deixe me afogar
Todas as esperanças de todos os dias
Ou me ame,ou venha me abandonar
Renegarei sanidade e viverei como Besta
Mas eu ainda nos vejo abraçados dormindo
Sonhando com o que poderíamos ter vivido

Eu me rendo a seu toque
Você sangra por mim
Não importa se eu chore
Esta história não tem fim
Pois como um monstro pode...
Ser feliz até a sua morte...

Fragrância que me traz a lembrança
Rogo para que seja esquecida
Enquanto descanso minha alma
Dentro de minha concha
E eu peço a Deus por meu amado
Mas quando eu acordar,o futuro terá mudado...


domingo, 11 de julho de 2010

Meu Lord







Lembraivos das palavras
Das palavras que me dissestes
Vós me fizestes uma promessa
O que me disse não adviestes
Eu corro pra chegas até vós
Para enfim podermos estar a sós

O primeiro adeus me doeste
As lágrimas nunca cessaram
Enquanto olhava te celeste
E minhas forças me deixaram
Enquanto eu sangrava
Sangrava e a ti desejava

E por esperança,ludibriado
Eu esperei por algum sinal
Esperei estando abalado
Para poder ter um final
Meu coração pedia por isso
Pedia pra se libertar do abisso

Vós me deixais sem resposta
Abandonai-me na escuridão
E então a distância é imposta
Enquanto afogava meu coração
Por amar a vós eu expus fragilidade
Porque de tí eu guardo necessidade


Mas de vóssos lábios me veio
O reconforto de seu advento
Do primeiro verdadeiro amor,um anseio
Um sofrimento por vós eu sustento
E comtemplaivos o crepúsculo sangrento
Nesta regalia repleta de lamentos

Vós me pedes para aguarda-lo
Contempla-te,chove sangue
Enquanto vivo no escuro
Esperando que um dia me ame
E então eu corro,eu corro
Para chegar a meu tesouro

Vós guardais o que me é de bom
E golpeado,desacordado eu sou
E da canção de ninar vinha o som
Embalada pela vossa graça eu vou
Cravo o punhal no meu peito
Para agradar,expondo meu defeito

Afinal,vós esqueceis me pelos anos
Minha alma vaga procurando expurgo
Guardai-vos as belas lembranças que afirmamos
Enquanto vagamos pelo mundo
Como eu poderia retornar a tí
Se me despedaçai

eu choro,eu choro, eu choro
Choro por perder teu amor
A teus pés eu imploro
Sou um monstro adorador
Perdoai as lágrimas sangrentas
O monstro até hoje lamenta


Por Alex Olzon





sábado, 3 de julho de 2010

Eva

Como pode me ver nos olhos
E não perceber meus arrependimentos
Ver somente meus pecados
Ver as ordens do senhor desrespeitados
Eva não fez por mal...
Eva não fez por mal...

Porque culparam a moça pela queda?
Se Adão foi conivente com o erro
Não sabia que haveria tal perda
Não sabia que devia ter medo
Deus fez o homem muito fraco
E a mulher bem mais frágil

Eva não sonhava com a punição
De ser privada do Éden
E ter na história uma triste visão
Todos julgam mas não entendem
Eva não queria ser como Lilith
O lado de Eva ninguém nunca viste

Foi por minha mão que veio o fruto
E pelos meus lábios e os de Adão o pecado
Perdoem,mas não sabia da consequência para o mundo
Eva não devia ter sido mal vista pelo erro
Eva não sabia qua a Deus devia ter medo

Pai, perdoai Eva.Sua filha foi a primeira a lhe amar

Por Alex Olzon