~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Sono




Mais uma vez eu acordo
Do meu repolso de chamas
Eterna é a dor do fogo
Que aos poucos me inflama
Eu dou meus passos,tão perdido
Ensaios de voos no céu partido

Mas eu continuo só,só olhando
Os mesmos fantasmas vermelhos
Silênciosa é a dor que emano
Agora que resolvi abrir os olhos
Eu me sinto tão assustado
Depois que o sol se foi de soslaio

Amanheceres mortos e tímidos
Maresias depressivas e coléricas
Ventos carregando baixos assovio
Sombras que trancedem eras
Eu estou aqui,estou neste mundo
Não há morte em meu futuro

Tão perdido,mas ao meu lado
Bem desejado,porém nunca obtido
Diante da visão,um sorriso errado
Não estou feliz,meu amor é perdido
EU queria estar em meus sonhos
As lágrimas caem pelos ombros

Praias cinzentas do despertar
Perdidas carícias não cessam o medo
Meu sangue,o céu irá manchar
Peguei meus sonhos e me dispus a acreditar
Eu posso morrer,sei que posso
Farei sem que meus pecados sejam expostos

O tempo desvanesse,o medo esvai
Eu finalmente viverei no mundo lírico
E todas as minhas doces palavras decaem
Por todo meu caminho,voltei ao iniício
Estou dormindo,desta vez para sempre
Calmamente meu horizonte se estende

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Éden Inferior



O reino base de Adão e Eva
Das sombras,um lugar eterno
Meu mundo que me contenta
Édem inferior,um segredo terno
Um paraíso soturno como o ébano
Abrangendo tudo que é efêmero

As colinas são cinzentas e frias
A luz é escassa,tornando tudo noite
Neste recando desprovido de dia
O asoviar do vento é tudo que se ouve
Pequenos lamentos ganhão céu,constelações
Terras de fantasmas e de alucinações

O gorjear das aves é melancólico
Graça se esconde dentro do coração
O teto celeste é tão negro e denso
Que engana todo tipo de visão
E ninguem se atreve a voar muito alto
Com medo de se perder em tão vasto espaço

Nestas terras tão negras eu vivo
E me sinto tão bem,enterrando sonhos
Estrelada abobada que traço destino
Velas eternas iluminam os olhos
E eu rezo pedindo com todo clamor
Deus,jamais me tire do Édem inferior

Não existiria luz sem sombras
Reinado embreagado nas trevas
De morte é feita todas as ondas
Abundante é o fruto de Adão e Eva
Eu não conheço outra forma para rezar
Mas tenho certeza que aqui quero ficar

Estende-se meu domínio até depois
Do sétimo inferno flamejante,
O anjo,este lugar jamais expos
A biblia passou aqui por instantes
Deste lugar tão desolador me fiz feliz
Claridade é algo que eu nunca quis


Aqui moram minhas lembranças mornas
Nunca pareceu o verdadeiro Éden,longincuo
Mas nesta ilusão onde tudo é cinzas
Com esta morte eu formei um vinculo
Para Deus eu peço com todo fervor
Eu não quero abandonar o Éden Inferior

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poetisa



Das profundezas ecoa suspiros
Cada vez mais profundos e calmos
Tranquilidade relativa dos aflitos
Repouso da beleza fechando os olhos
Dos infernos,um segredo tão profundo
Os labios emanavam um som de silvo

Lua vermelha e poetica,misteriosa
Da poetisa transfigurada em Heris
Os versos tão inconstantes afora
As flores em um doce e triste réquie
E ela devaneia em seu mundo de inspiração
Deus sabe como sofreu seu pobre coração

Fechada para a imensidão existente
Estrelas desvanessem e morrem no céu
Melancólico é o crepúsculo da noite
Ela se apressa a escrever no papel
O que guarda mais afundo do peito vazio
E silêncio dissona em um pensamento sombrio

O que jaz tão fundo na memória
Um mundo de beleza soturna
O sangue é a tinta de agora
Dos pensamentos da dama obscura
Morna é a tristeza de ser rejeitada
A imoralidade da falta de castidade

Uma Deusa de luxúria e beleza
Canções tão amargas de épocas
Cada palavra inundada em certeza
Trazem paixão de forma tão solena
E compõe uma realidade de cristais
Enigimátimas metáforas,tão anormais

Duas faces de uma dramatica poesia
Florescendo sombriamente nas mãos
Da musa que dorme e sonha,depois cria
Tentando escapar da realidade,em vão
Duvidas grotescas do amor atordoado
Prosas que rezam para um fim apropriado

A carnificina e a tristeza,ideias
Semeadas e que crescem no poema
Lágrimas tão silenciosas em teia
Manuscrito á tinta sangrenta
Tranquilo foi o último beijo
Depois redigido em um desejo

Poetisa das sombras,amarga
O luar é tão belo,sangrento
Jaz tão fundo,ferida tão eterna
Ela já não dorme temendo o sonho
Que vai se transformar em inspiração
Para mais uma prosa de destruição

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pandora



Guardado em sua caixa jaz
Sombras além do imaginavel
Esse peso consigo sempre traz
Uma caixa de horror abominavel
O que esta enterrado na aurora
É o corpo fragil de Pandora

O chamado dos deuses é forte
A responsabilidade também
As estrelas marcam o norte
E aos poucos,mais e mais além
Maresias de sangue tão solenes finais
Queimando sonhos envenenados ademais

O que descansa de toda luz
Pandora dorme abaixo de tudo
A beleza da jovem a todos seduz
Criada a mais bela para o mundo
A beleza de uma afrodite de sangue
Mistérios sorrateiros mais adiante

A vingadora dos deuses,enviada
Abençoada com todas as dadivas
Curiosidade morbida e fraca
Os céus se escureceram em lágrimas
Com a graça de uma bailarina de Hades
Cobriu seu eu em inúmeras faces

As realidades na caixa lacrada
Os males tão destrutivos,inertes
Ela não poderia resistir uma olhada
Sombras nasceram não por advieste
Mas por vingança pelo fogo recebido

Baila entre as chamas os mistérios
Da primeira mulher,concedida dos deuses
Descansa em meio as sombras,seus restos
Uma face do crepúsculo que as vezes
Ainda reflete algum encanto nos homens
Os sonhos e a única chave somem

A caixa de Pandora eternamente aberta
O coração traidor colocado por Hermes
Ficou escondido para a realidade eterna
As faces demoniacas da dama celeste
O coração era a chave perdida no tempo
E agora carregado pelo seio do vento

Os mistérios não morrem com Pandora
A caixa e a chave se perderam dela
A primeira mulher reside além do agora
O olimpo,seu corpo tranquilo vela
As dúvidas eternas vindas do fogo
Os olhos foram guardados para consolo

Cemitério de Sonhos

Um sonho deixado dormir
Durante a eternidade gelada
O registro para se encobrir
Histórias dentre a madrugada
Jaz no cemitério dos sonhos
Descanse abaixo da vista dos olhos

Amargos sorrisos falsos
Em um réquiem no piano
Os desejos tomam espaço
Despertam da cova para o plano
Astral, se realizam e morrerm
De um fantasma,lágrimas escorrem

Flores adornam os túmulos
As estrelas velam em paz
O silêncio apazigua à custos
Sonhos que não existem mais
A vela jamais se apagará
E em memória sempre viverá

O cemitério dos sonhos impossiveis
Porém nunca deixaram de ser sonhadoos
Uma miragem bem mais tangível
Dentre tumbas eu dou meus passos
Em um arquivo sangrento,melancólico
Mentiras mais abaixo dos olhos

O medo não mais me atinge
Alguns primeiros passos fora da luz
Dando lugar a dúvida além da certeza
Finalmente deixo minha cruz
Por tristeza esquecemos quem somos
Deixando tudo no cemitério dos sonhos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nascimento Abençoado



Quando eu nascí,os céus choraram
Uma criança desprovida de amor
As portas ao meu redor se fecharam
E aos poucos meu coração tinha rancor
Não fui criado impúro mas me corrói
Perceber que sempre estaria sozinho

Jamais soube porque vieram as lágrimas
Uma criança devia ser motivo de felicidade
Porque se desligaram as luzes,em meio de trevas
As minhas lamentações,tornavam-se feracidade
As rosas mais belas murchavam ao meu toque
Os oráculos me viam,desprovido de sorte

Para onde esta o refugio de uma criança?
Sozinha por toda uma vida amaldiçoada
É intransponivel toda a minha distância
Jamais quero voltar para a infância
O que fiz para eu ser querido depois de morto?
E as pessoas apenas me observarem como estorvo...

Não sei porque a alegria se apagou
Nem mesmo o motivo do sofrimento
Apenas queria não ser o que sou
Então faço uma oração no vento
Eu não quero mais me sentir tão só
Logo,envolvo meu coração com ferro

A minha história é triste e amarga
Porque foi um crime o fato de nascer?
Queria renascer amado pela madrugada
A inocência se dispõe a morrer
Para começar uma busca perdida
Em caminhos da noite solitária

Passo à passo ,sofria mas seguia
Guardando a excência da infância
Os caminhos distanciavam-se da vida
De meus pais eu tinha nostalgia
Um campo de flores negras para mim se abriu
E eu entendi então o significado mais sutíl

Eu era a criança mais abençoada
Que pisou nesta terra de sombras
Mas é tarde para voltar da jornada
O fim é de lamentas insanas
Então me acomodo no caixão para dormir
Desperdicei minha grassa para fugir

Eu apenas ví as faces negras
Do que o mundo pode oferecer
A beleze é muito maléfica
Uma morte para se arrepender
Que a proxima criança salvadora
Guie a todos na liberdade afora

Que a criança abrace a todos
A infância seja eterna
Ao norte,uma lugar de sonhos
Eu queria tocar estas terras
Mas não suportei todo sofrimento
Admito,dessa benção tive medo..

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Musicista da Noite



Não adianta mais chorar agora
Repouso os instrumentos ao lado
Composições negras em plena aurora
A flauta corta o vazio instalado
Letras sangrentas dissoam no crepusculo
Estrelas cadentes cortam o céu astuto

Esperei o fim para compor uma música
Escutei nota por nota a tristeza
Cada suspiro até então uma última
Cortina de sons densa e espessa
O piano se encarrega de ressoar
Todos os desejos angustiosos no ar

E aceito-me como musicista sombrio
Nada além da graça,cada vez tocada
Minhas melodias se acomodam no frio
Então,no choro eu repolso minha alma
Até o silêncio de quando eu me for
Remetendo em uma noite de estupor

Trilhas melacólicas tingem lembranças
Carregadas pelo passar do vento
As mentiras destroem a temperança
Que se consolidou com o tempo
Ecos batem no coração e tudo desaparece
Um canto calmo consola-me até que anoitece

As pessoas dispertam do sono enfim
Nunca como antes,eu fecho os olhos
E me entrego em um sonho de marfim
Para Orfeu,toco uma tragédia em esboço
Não há sono para uma dor tão incerta
E as canções das sombras me despertam

Eu não tenho temores pela frente
Todos os dias eu me tranco
No meu mundo que me contenta
Uma úlima nota enfrente ao piano
Eu prometo morrer depois,eu prometo
Apenas ressoe o que sinto no peito

Uma última canção cálida mas triste
Eu me sinto tão bem,desvanescendo
Tocando uma sinfônia em que o ápice
É uma letra em pauta para história
Tão ao meu lado,mas fora do alcance
Foi á canção final do meu romance...

O adeus é dado por um réquiem na harpa
Á musica pode enfim morrer no meu interior
O som será minhas preciosas asas
Para desbravar o reino do Édem inferior
Devagar e poético em um primeiro sorriso
Coros de anjos me recebem no paraíso

sábado, 9 de outubro de 2010

Dama da Opera




Prima-dona das maiores peças
O que traz mais afundo de sí
A voz aguda de inúmeras eras
A mais bela flor do jardim
Rainha do gelo eterno assassino
Deusa das tempestades e do destino

A voz soprana melodiosa
Compõe uma vênus de luxúria
Os cabelo á cascateiam formosa
Notas perfeitas em melodia fotúria
Rainha da noite,no som da flauta
Todo destino escrito em uma pauta

Donzela dos mil papéis sonhadores
Guiando com maestria em um tom lírico
Em jornadas desbravando todos os amores
Transmitindo para todos sentimentos oníricos
Dama da luz e das paixões da ópera
A voz ressoa e dissipa toda cólera

Abençoada pelos deuses nórdicos
Cobiçada entre homens de volúpia
Uma carne virgem de brilho místico
Os desejos mantinham-na impúra
Sinfonias demoniacas no eclipe da lua
Em uma nudez retratada em pintúra

Lendas contadas no canto coloratura
Uma afrodite sombria e gloriosa
Os acordes soprados em ternúra
As suas aspirações entram na história
Mãe cujo seio nunca amamentou criança
Banhando o vento em desesperança

Soprana Dramática do soar sombrio
As canções vendidas ao demônio
O corpo é belo porém está frio
Os atos de um ser côncio
Musa da paixão proibida e pecadora
Ninfa lírica de uma trama destruidora

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Imortal




Dentre as manhãs eu vejo
Silênsio eterno nasce
Então o medo eu percebo
Os meus olhos sofrem
Eu ameaço um grito para escapar
Mas logo falta fôlego,estou a sufocar

E eu sei que morrerei
Partirei em um dia solitário
As lembranças do passado,congelei
Então choro um último choro amargo
Os sonhos se tornam um refúgio
E nele estarei afinal seguro

A dor descansa enfim
E no meu cólo é confiado
A criança do eterno fim
Meu coração se torna fechado
Eu me sinto bem,me sinto melhor
Mas neste mundo estarei sempre só

As lágrimas bloqueam a visão
Tudo é só uma fantasia fosca
Cegado pela minha indecisão
Me escondo em minha concha
Tudo é uma luz efêmera refracionada
Que voltará a ser o grande nada

As musicas se abaixam no plano
Correntes frias e avassaladoras
Solstícios de inverno ou outono
Um pleno dançar das sombras
Eu não tenho medo das minhas trevas
De minhas lágrimas,nunca há uma última

Sempre que eu acordo,deixo um sonho
Frio e melancolia me despertam devagar
O mundo real me é preto e branco
Eu não queria mais,poder acordar
Diminuo a respiração para um suspíro
O esforço para viver é tão ínfimo

Os ventos levam vozes e canções
A morte é tão triste mas necessária
Embalados pela procissão de caixões
Dos céus existem piedade inópia
Todos os lugares tem uma aflição
Em tempos tão breves quanto uma estação

Eu não posso mais temer
Abandono meus fantasmas
A neve cai no anoitecer
Enquanto a lua torna-se brasas
Eu viro as costas para meu sonho final
Terei de abandona-lo,tornei-me imortal

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Depois da Minha Morte...




Estou cansado para andar mais
Minhas forças cessaram e me rendo
Sombras breves porém fatais
Crescendo em sentimentos horrendos
Um suspiro e tudo estava acabado
Achava merecer ser mais valorizado

Abandonado, na estrada solitária
Ninguem sabe como é estar aterrorizado
O tempo não se resumia mais em horas
Apenas focava-se um distânte passado
Nem mesmo suas orações me alcançam
No fim,esta foi a maior mudança

Antes da Minha morte devia me ter
Beijado,me feito único e especial
Agora vejo os sonhos desaparecerem
E lembranças morrerem em um mal
O choro de um corpo inanimado
Um rosto desiluminado

Nem mesmo suas presses alcaçam á mim
Em meio as cinzas eu me encontro
O nosso capítulo ganha um triste fim
Um túmulo figura-se da noite
Tristes canções,amargos adeus,despedida
O sol marcaria o nascer de um novo dia...

Esconderijos obscuros e gelados
Fugas para além da conciência
O tempo não tirou o sabor amargo
Da separação em nossa existência
Nem seus encantos me trazem consolo
Não voltará a ver-me denovo...

As esperanças machucão o coração
Uma estrela cadente corta o céu
Separados,não estendi minha mão
Lentamente apertava o sofrimento cruel
Tudo que seriamos se apagou,tudo á se perder
Depois da morte,jamais voltará a me ver...