~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mistérios de Híade


Histórias tão antigas quanto o próprio tempo
Existe o capítulo feito para ela,especialmente
Híade,por eras será rememorado seu sofrimento
Tocante e até mesmo algo mais que apaixonante
Há promessas de amor submersas neste santuário
Milhões de ferimentos,de valor muito primário

Apaixonada por um terrestre,o coração entregue
Um amor azul cultivado pela rainha das águas
Chuvas calmas e temperárias,não deixe que a cegue
Olhos fechados,esquecendo qualquer palavra sábia
Amor proibido,mas tão tentador,ela o levou no interior
Nas terras imersas sempre se relembrava de seu amor

Cartas entregues nas portas marítimas destinadas
Para a mãe da vida marinha,mas escondidas de todos
Ninguem mais poderia saber o remetente das cartas
Guardado em um tesouro,selado contra o mundo
Nas maiores profundezas imersa em dia,escondida
Amava e adorava na areia durante toda noite furtiva

Crepúsculo da noite, o momento era tão curto
Apenas um sonho distânte ou uma ilusão boa
Doces foram os beijos mas apenas por segundos
Carícias eróticas por horas,deitada em ondas
Felicidade enterrada,coberta para todos os aquáticos
Os seios amamentam a vida marinha,desde todos os erágios

Crepúsculos,a lua banhava seu corpo e o dele
As águas eram mornas,dentro era tão quente
Segredo jazido em terra,enterrado,protege
Os dois amantes que tão pouco se têm
O amor era tão sedutor,os dias eram agradáveis
Nunca para alguem a felicidade foi tão palatavel

Mas nada é eterno,o amor se esvaiu do rapaz
E Híade,apaixonada e tão vulnerável,sofreu
Silêncio,continuo e se arrastando cada vez mais
O que ele escondia era volúpia,que se perdeu
Carícias indiferentes,o amor desprezado e perdido
Amanheceres torturosos,estava perto do dia prometido

Ele partiu,abandou-a no leito do mar,sem um beijo
Grávida,Híade fraquejou,uma vergonha para atlântida
A rainha amar um humano,gerar filho só por desejo
Nove meses escondidos,nascia a menina mestiça
Heleade,tão perfeita e linda,mas maldita e exilada
Não poderia habitar as profundezas sem ser caçada

O sacrifício épico,os seios jamais a tocariam denovo
"Filha amada,sua mãe te quer mas não posso protege-la"
Deixada nas praias,criada por ninfas que se proporam
Dor enterrada funda,Híade se despedaçou ao perde-la
A bela do ocêano partiu para casa,sua filha fora dos braços
Enganada por ele,a dor era para querba-la em vários pedaços

Fundo,cada vez mais enterrada em atlântida ela nadou
Pegou seu tesouro e o jogou em um abismo,jazendo fundo
Nas profundezas mais escuras,lá Híade enfim se deitou
Rememorando as boas lembranças por apenas mais um segundo
Os olhos foram fechados para sempre em um sono sem sonhos
Para não lembrar a dor por ter filha e amor despidos

Mistério para Atlântida,sua rainha dorme tranquilamente
O rosto em tristeza,o crepúsculo não a alcança,só a noite
Heleade,sua mãe te levará no peito e em lembranças eternamente
E o coração dormiu,sem dor para aquele que foi tão indiferente
As palavras mais duras á serem ditas,são todas que não tem som
Profundas trevas que não possume se quer algum outra cor ou tom

Esquecida eternamente,dormindo cada vez mais-Híade
Os anos passaram mas seu sofrimento é recordado em lenda
O paradeiro da filha ainda é desconhecido pela eternidade
Aquele amado morreu,anos depois os céus lhe deram essa sentença
Até agora a Rainha dos Mares dorme na porta do ocêano,aflita
Um arrependimento,nunca devia ter dado o coração naquele dia

Apenas Lembranças


Havia muito tempo,nós estivemos tão juntos
Cada detalhe de tudo sempre guardado em mim
O vento ainda me traz mais felicidades em sussurros
Eu sinto tanto,não desejaria esse triste fim
Mas ficam memórias,foram tão boas,eu te amo por tudo
Cada passo que dei foi pra chamar a atenção,mas não do mundo

Oh cada lembrança em meus arquivos,tão alto
Seu sorriso,eu quase ainda posso ve-lo agora
Seu silêncio me cortou devagar,pouco a pouco
Mas tudo foi tão maravilhoso,mesmo sendo outrora
Eu vou ficar para trás,eu só desejava uma ultima
Boa lembrança para a eternidade futura e fortuita

Lembranças,apenas as boas eu guardo no peito
Sua voz em minha mente como coro de anjos
Espero que não guarde ódio,só trago um contento
Minhas lembranças,nelas eu tanto me afogo
Adeus amargo e sem palavras,eu vou esquecer
Apenas os momentos felizes vou levar de você

Seu sorriso,e o calor do seu abraço cálido
Uma lembrança minha eu sei que tem,apesar
De não querer que tivesse sido á de ultimato
Só as lágrimas dizem com quem quero estar
Apenas reviver corta o coração,meu deus não
Pude ter mais que isso,tive de soltar sua mão

Dentro é morno,fora é frio-eu me pergunto
Se escrever isso te deixará algo para sorrir
Me sinto envergonhado,mas tomarei um rumo
Espero um sinal de estar você bem,e disso sair
O que eu mais quis foi dividir o que tenho contigo
A alegria eu já dividi,será que o resto fica partido?

Não mais palavras,só o silêncio para eu rememorar
Será que ele também vai pensar nisso,voz soprana
Eu a trocaria denovo para uma hora poder voar
E perto do céu assistir a queda da bastilha anja
Com o tempo tudo que passou pode perder o significado
Mas tudo que pra você foi trivial em mim esta marcado

Só lembranças boas,nelas você esta tão perto
Apenas memórias que caem como folhas das árvores
Foi fácil para você,mas meu peito ficou aberto
Tudo de bom ganhei,será guardado em 9 das chaves
O calor que eu tive,não queria esquecer,mas nem lembrar
Você foi o sonho mais lindo que eu já desejei poder sonhar

Amor dos Mortos


Desde o principio estamos mortos
Nosso romance desbotado e decadente
Caidos em um vale de escombros
Meu doce cálice com sangue ardente
Eu o amo,mas amo mais meu sentimento
De dor e de desespero,sofrimento

No final da estrada das lágrimas
Os passos que demos são apagados
Uma vez já tivemos muitas estimas
Mas hoje estamos enterrados e mortos
Os olhos são escuros e veem o mundo negro
Da qual nasceu o mais doce desespero

Se eu tivesse de encontrar forças,tiraria
Do canto,da sua voz de canto dramático
Nossa rebelião se finda com a morte do dia
Mas cante,meu doce canto de som ártico
Notas dissonadas,carregadas pelo vento
Oh por esse som eu viveria mais algum tempo

Nessa prova de amor despido e crú
Eu dançaria nas nossas sombras
Quando estivermos mortos,no sul
Uniremos nossos corpos as tantas
Dois cadáveres se beijando,se amando
ME ame,meu amor eu quero estar ao teu lado

Finalmente findaremos nossa sede vampirica
Deixando a inoperante morbidez das trevas
E nos banquetearemos com os mortos da sina
Intoxicando nosso amor perpetuo de eras
Com o cálice demoniaco beberemos e finalmente
Poderemos respirar aliviado com o fim da sede

Uma sede por morte que é quase demoniaco
Valse entre os mortos,cante a procissão
Dos mortos,da qual agora estamos
Procissão da mortalha,estamos em ilusão
Eu o reencontrei em meio as tão amargas cinzas
E eternamente estaresmo nessa nossa sina

Estradas de soturnos amanheceres calmos
Nos levem ao fim de um paraíso inferior
O pintaremos com a carnificina dos mortos
Demonios apaixonados que desconhecem amor
Mas nos amamos tanto quanto anjos,divinos
Afogados no nosso amor quente e cretino

Mares Sombrios


Oceanos calmos e melancólicos,minha fortaleza
Como eu poderia não ter desejado a queda?
Eu me desfiz em pedaços,você só me deu tristezas
A cama do céu para dormir por toda uma era
Mágoas tão aquosas formando mares,ondas de choro
A lua olha esse oceano tão desolado e sem conforto

Céu cinza e traiçoeiro,ornamentado por estrelas
Eu não queria me perder em sua vasta imensidão
De você meu coração despencou,em águas efêmeras
Um rosto com lágrimas frias,marcado pela solidão
As 88 constelaões de luto,seus brilhos ofuscados
Palavras sem som,declaração de amor frustrados

Dias distântes do despertar do mar sombrio
Composto por tantas lágrimas de amor,de rancor
Oh como eu não me perderia e teria um desatino
Sangrei aos pedaços e meu peito estraçalhou
Só sobraram os olhos,que contemplam maresias coléricas
Eu apenas me deixo flutuar dentre ondas não tão eternas

Amanheceres enevoados e ternos,carícias esquecidas
Coração afogado,o sabor é salgado,litros de lágrimas
Ah eu passo pelas sombras e navego sem terra prometida
O sangue colore o crepúsculo e esvai minhas energias
Oceano azul profundo,tuas águas me chamam,seu vento
Me acolhe e me abraça,aceitarei seu sofrimento

Terras em tí nunca mais tocarei,viverei sem rumo
Como eu poderia te ver?Meu amor jaz tão imerso
Apenas blindo minha alma,as águas como escudo
Outrora o desejo era grande agora é incerto
Anjos,mergulhem do céu, os mundos se colidem
Meu peito esta vazio pois perdi a origem

Do meu amor,nuancias do mar-Misteriosa Naiad
Eu a verei em breve,me conte seus segredos
Divida com alguem que pediu exilio para eternidade
Crepúsculos azuis,o que trago em medos
Princesa Naiad, abra-me a porta mais funda do oceano
Nadarei tão sutilmente em direção ao santuário profano

Oh Hiade,não sei o que viste nas terras firmes
Lá seu coração esta,não em atlântida,não chore
O destino para você é incerto,apenas viste
Mais uma vez quem gosta,quem sabe assim morrem
Suas saudades- Meu coração esta afogado,eu o amo
Mas nestas maresias eu posso viver,fugindo do tempo

Sem Você


Vazio,meus passos continuam no nada
Atrás de uma ilusão adornada de cristal
Distantes nuvens,compõe esboços de lágrimas
Fantasmas em minha mente,meu futuro banal
Sem você meu peito doi,e nem se importa
Grande amor perdido,desejos debaixo da porta

As árvores despidas,meu sol está encoberto
Ventos gélidos,meu mundo é cinzas e água
A esperança impede meus olhos de estarem abertos
Eu queria uma morte para minha doce memória
Você nem se importou,eu daria tudo por você
E hoje nem mesmo meu choro quer ouvir ou ver

Mas minhas lágrimas são suas,choradas para tí
Mesmo sendo indiferente,margens de um univero
Armadilhas me impedem do Édem tentar partir
Seus espinhos em meu coração,neve em inverno
Eu não consigo me agarrar em boas memórias,saudades
Apenas me afogo nas sombras,queria sua mão e claridade

Dias longincuos,épicos e solitários para o vazio
Fechem-se águas e mergulhem os rumos do futuro
Eu ainda tenho tanto por você,apenas um fio
Me liga ainda ao meu amor,eu abri mão do único
Amor que eu já tive,oceanos me matem e enterrem
Sem meu amigo não sei para que meus passos servem

A beleza em meus olhos,não passa de adoração morta
Não aguento mais lutar,minha mente aos poucos racha
Melancolias calmas e azuis,eu sinto muito sua falta
Ainda tenho um mundo para querer lhe ofertar
Meu lar nunca foi meu santuário,mas meu anjo foi
E pelo céu eu abandonei,fechei tudo em meu sonho

Lágrimas de arrependimento,minha queda tão lenta
Meu mundo é tão preto e branco,você levou suas cores
Eu não lembro nem mesmo meu nome,para uma contenta
Abnegar o poeta que sou,negar todos esses ardores
Fechar os olhos,mergulhando em inconcienca,estranho
As pedras não foram atiradas então cairei em sono

Sem você meu apocalipse teve início,mas silencioso
As águas emplodiram,meu fogo se apagou e virou nada
Ao pó retornaremos,mas pó já agosa sou por dentro
Palavras de conforto não me assolam,ferido por espada
Lembranças preciosas mas repletas de veneno,eu me perco
Rememorando um passado próximo,mas não consigo ver futuro

Perdido em todos os sentidos,vazio para o mundo frio
Oceanos me abracem,eu não consigo mais sem ele viver
Meu lugar agora esta no eterno e desolador vazio
Deus atenda uma prece,faça ele querer um dia me ver
Ventania soprana,tua voz me é uma ópera,traga conforto
Algum dia a dor será deposta,e assim sei que estarei morto

Dominios das Sombras


Folhas ao vento,as árvores enegrecidas
Águas manchadas por sangue,sangue vivo
O céu é tão enevoado,as estrelas perdidas
As dores neste lugar são menos cativos
Distâncias te fizeram perder afeto por mim
Eu queria que você ainda me dissesse um sim

Mas não importa,você me abandonou na floresta
Aqui os sonhos morrem,decompõe-se e estaginam
É enlouquecedor o jeito que as águas são mornas
Tão vermelhas e calmas,nada nunca as motivam
Cadáveres em seus leitos,afogados ou não
Nem um deles deixou de estender sua mão

Lua,seque suas lágrimas pois aqui são impotentes
Seus filhos cairam,as portas trancadas sem chaves
Um dia eu poderei olhar para trás e estar contente
A neve me consola,odeio a chuva pois é verdade
Que ela me lembra dele,tão amavel e doce,não morreu
Tudo que esta em meu peito,mas ele já me esqueceu

Meus olhos fitam o amanhecer esperançosos,mas só
Eu ábri mão da luz e do caminho de volta,pesado
É o fardo que carrego,até o dia que tornarei ao pó
Lápides e memoriais na terra,para meus irmãos passados
As flores secas em tuas mortalhas,meu amor em repressária
De lágrimas são compostas nossas próproas e únicas águas

Não aguento mais ver o sol,ele me impede a visão
Queria reviver o passado por mais uma única hora
Imersos em carícias o sono nos segura pela mão
Os pássaros levantam voo,no céu estão sem demora
Banqueteie-se do meu sangue,meu coração está aberto
Beba-me gota por gota,maior não será meu sofrimento

Cada passo dado para te seguir em meio de trilhas
A minha queda foi assistida mas você me foi mal
Agora não estranhe eu me hostilizar em richas
Minha ruina desejada,será sempre algo intencional
Me abrace ou me solte,se me ver,sangue terá nos olhos
Sinal de que abri mão da poesia e de meus demais sonhos

A beleza em meus olhos esvaidas nestas terras
Morto,também estarei por dentro e recolherei rosas
Que em tua imagem adornei por muitas e muitas eras
Meu sofrimento só é aliviado pela linda prosa
Mas ela ainda o mantem vivo,então morra tão maldita
Odeio o que escrevo,odeio amor e essa vida tão finita

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Amor mascarado por ódio



Noites melancólicas,caminhando em densa noturna
Os olhos de Deus se fecharam,solitário,saudoso
Meu silêncio,eu não sou importante para a penumbra
Que me cega,chãos de terremo mais que aquoso
Se ele apenas me abraçasse,o que eu sinto dorme profundo
Fundamentos do sofrimento,eu queria um dia poder encontra-lo

Então venha,meu amor venha e me dê seus olhos
Abrace-me enquanto ainda não estou perdido
Meus crimes são terriveis,enterrado em despojos
Eu matei um anjo e me banqueteei de seu corpo despido
A máscara da felicidade a todos embreagam,mas é mentira
Minha alegria já foi roubada por uma pessoa que não a queria

Deveria sorrir? Ser chamado de covarde e humilhado
Dancei nas sombras soturnas,queimando amor até o pó
Despi meu coração de sua armadura,mas foi inusitado
A verdade em uma lápide para sonhos,eu sempre estarei só
Sei que no ódio um pouco do meu amor cálido sobrou
Mas esta gota se perdeu em um ocêano que desabou

As terras das sombras,eu dou meus passos cautelosos
Ouvindo canções de maresias, o mar coberto por melancolia
Estive ao seu lado,mas sempre distânte como em sonhos
Agora nas trevas eu durmo e desejo nunca mais ver o dia
O céu me lembra-o,meu coração já é cacos, é ainda mais estilhaçado
Não deveria ter abaixado minha guarda e perto dele ter o coração despido

Ele se nega a minha presença,eu mesmo não me vejo em espelhos
Um montro afogado nas próprias tristezas, quem dera eu o matasse
Mas ainda sobra encantos pelo qual me motiva a querer ve-lo
Lágrimas,será que ele saboreou meu sofrimento,se eu novamente o olhasse?
Eu tornaria meu ódio em amor ou o afogaria em toda essa dor angunstiada
Provar de seu sangue e em teu pescoço os lábios repousar,apenas perdida

Noites de nostalgia,fiquei no fim sozinho,os dois eu perdi
Um se foi e o outro não habita mais meu coração quebrado
Sempre estaria comigo? Agradeceria se parasse de mentir
Apenas me deixe cair fundo em um buraco imensuravel
A tempestade de inverno me acorda,certamente eu o odeio
Mas só pelo motivo de cada vez mais eu ter de ama-lo

Baile e deixe seus escrúpulos,tú es tão anjo quanto demonio
No fim eu não tinha percebido,embreagado pelo teu sorriso
Mesmo assim meu crime não abranda,desde sempre fui côncio
Uma mentira que eu acreditei me desceu até meu abismo
Lá enterram-se anjos,eu o enterrarei com minhas lembranças
Circulos fechados eu nunca entenderei todas as suas nuancias

Apenas respiro meu amor perdido,preso em meu mundo
Enclausurado,me incomoda seu sofrimento porque o amo
O mal que te desejo é utópico,pois não quero esse futuro
Apenas desejo me afundar,nas cinzas é onde eu sempre fico
Coberto pela poeira e de cacos,aqui eu sei que devo estar
Morto e enterrado para quem eu quero e não quero olhar

Memórias da Janela


O relógio parou de rodar,as horas congelam
Eu ando na rua banhado pela lua e sua aura
O vento me sussura lembranças que passaram
E eu guardo no peito com tanta mágua
Memórias cristalinas e nítidas,gravadas em mim
Tempestades de inverno,eu rezo para um fim

Enclausurado sozinho,esquecido a meia noite
Olhando da janela e me recordando da liberdade
Seu rosto tranquilo,teus cabelos e sempre
Que ria eu me sentia bem,como se fosse verdade
Oh sua risada eu vou sempre ouvir ao fechar os olhos
E mesmo esquecendo,sempre trarei esses dias em sonhos

Meu tempo já passou,no banco de um parque
Eu lembro com saudades do abraço que ganhei
Olhando pela janela o que foi sonho,eu sei
Deixar essas lembranças novamente viver
Nunca mais será como antes,memórias perdidas
Aquele sorriso se perdeu em tantas coisas bonitas

O escuro se torna a tela onde eu me vejo
Lembrando de dois dias,desejo noturno
Realize-se solto no céu tão torto
Não sou mais eu quem esta no espelho
Mudado no âmago por aquele dia que descansa
No fundo,bem no fundo eu não desejava mudança

Eu escrevo todos os dias o que eu tive
Luz do sol,não me toque,estou escondido
Rememorando nostalgico,dois dias felizes
Crepúsculo,emoldure meus olhos furtivos
A beleza está em saborear apenas uma vez
Aquilo que no interior uma mudança fez

As pessoas nas ruas continuam a andar
Enquanto eu devaneio sozinho,céu
Encobrido pelas fumaças,não posso respirar
Neste as lembranças terminaram seu papel
Aquele sorriso esta enterrado,assim como eu
Mas em meu coração jaz escrito: Eternamente seu

Coletando os medos,guardados em uma caixinha
Eu seguirei e guardarei este tesouro querido
Até que um dia eu possa sorrir e abri-la
Saborear novamente o abaixo que esta perdido
Memórias eu as deixo em uma canção cálida de ninar
Até o dia em que escolherei entre esquecer e lembrar

Fera



Distântes carícias mortas pelo tempo
Derrubado do berço de cristal,meu menino
As águas estão lentamente secando
Eu poderia fazer o que nesse reino?
Apenas sinto sua falta,estou apaixonado
Os meus pés a tí seguiram, fiquei cansado

Eu ainda sinto tudo por você,aqui ou não
As minhas patas estão prostadas,eu te amo
Um dia eu queria poder segurar sua mão
Sou um monstro,esse fardo eu carrego
Divisando as águas,te daria atlântida se pedisse
Me doi viver sem você,estou perdido e afogado em imundisse

As sementes não crescem e se tornam árvores
Minha floresta esta morta pelo sofrimento
Os oceanos choram,maresias por meus temores
O que deveria te dar para um contentamento?
Eu sinto tudo por você,mesmo sem se importar
Doi o peito de fera por eu até hoje ainda te amar

Resguardado em um castelo,minha rosa morta
Teus braços são quentes,mas eu quero chorar
A beleza esta fria,trancada há mais de uma hora
Memórias em lágrimas,eu poderia não me humilhar
Pilares nos quais eu sustentava minha vida,rompidas
Águas fechadas, o céu morto nas trevas tão adormecidas

Eu sinto ainda muito por tí,poderia acreditar?
Orgulho da mãe,amado pelo pai e por mim querido
Você levou minha prosa,a única coisa á me consolar
Tomando meus poemas,sou apenas um monstro ridículo
Nunca tive beleza,apenas sonhei com ela para suportar
Estar apaixonado e perdido,por não ter a pessoa que amar

Poço de milhões de almas,ele não liga se eu partir
Eu estou apaixonado inutilmente,devia ter outra opção
Meu coração se renega ás ilusões ter que desmentir
Tomando minhas memórias,chuva quero uma destruição
Embreagando minhas lembranças,sonhos de uma fera perdida
Chorona e quase mansa,do mundo frio, uma besta ferida

Dias sem consolo,eu sou um monstro,só posso lamentar
Não me espanta essa distância,ele tem seus espinhos
Eu apenas queria não estar amando,poder me restaurar
Meu caminho é só uma lembrança,e o sigo tão sozinho
Meu tempo,afogado no medo,ele viu minha tristeza-lamento
Apenas posso colocar meus sentimentos ao sabor do vento

Um dia poderá me perdoar? Não sei como vim tanto a errar
Uma vez,é isso que eu queria,uma vez mais poder te ver
Estou perdendo minha alma,afogado no que quero negar
Oh Deus eu estou abaixo do mundo,esquecido e sem saber
Conhecí o amor mas fui ingrato,a rosa em meu peito decompõe-se
Condecorado pela beleza morbida,queria que ele nunca se fosse

Coros de anjos abençoai,é só o que eu peço,deixe-o feliz
O resto eu aguentarei,a dor será superada e eu viverei
Só peço aos céus o desejo á realizar é o que ele sempre quis
Meu choro será sem lágrimas,com esse erro eu aprenderei
Sou o Poeta monstruoso,abandonado no palco para a próxima cena
Páginas desbotadas e manchadas de uma história que me dá pena

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Artemis


Princesa selvagem e indomada por mortais
Uma visão erótica,incontrolavel e luxúriosa
O vento espalha as folhas,sussurrando lendas
Uma musa da caça para os homens de outrora
Lua emoldure seus seios,e sua pele virgem
Sonhos embalados em maresias assassinas da origem

Ela é a Deusa e nós os servidores a seus pés
Mais bela que afrodite,uma visão imponente
Dama da lua e das caçasdas olhando do céu através
Chuvas em teu nome,lágrimas pelo amante
Uma flecha certeira,corações esmigalhados no mar
Bebada de orgulho,uma trizteza infinita á se manifestar

Coração livre como os cavalos selvagens,apenas correndo
Sem jamais poder olhar para trás,banida das águas
As próprias mãos foram os carrascos de Orion
Morto por Apollo em uma de suas trapaças
Musa eterna e prima-dona amorosa das tragédias gregas
Governadora da luz serena,nós entendemos suas tristezas

Sua pele é tão pura e sedutora,os homens desejam provar
Mistérios divinos da beldade animal que a todos encanta
Poderosa lutadora viciada na arte de com o arco caçar
Seios tão femininos, corpo forte e perfeito,banhado de lua
Artemis,portadora da graça e da liberdade,pura por completa
Velocidade,força e cada tiro é certeiro de suas mãos abertas

Sonhar em tuas coxas,beber de teu sangue e de teu amar
Possuir-te e deitar sobre teu corpo erótico e nú
Sua respiração em meu pescoço,sua mão a me tocar
Uma hora desavergonhada em fantasias sem valor algum
A maior de todas as deusas,superando até mesmo Atena
Sua glória a torna rainha e imperatriz da terra suprema

Teus lábios foram apenas de um homem e eu o invejo
Em sono de morte ele jaz,flechado no peito,no coração
Pelas tramas de teu irmão que por capricho o matou
O disparo pelas tuas delicadas e orgulhosas mãos
A lua irá sempre chorar o feito, a morte se tinge de luto
Toque tua lira como conforto,melodia prateada pelo futuro

Soberana dos bosques e da natureza livre de apegos
Os ventos lambem teus cabelos,as ninfas a invejam
Bela e mortífera,mais poderosa que qualquer veneno
Mas ainda uma visão encantadora para quem veja
As maravilhas do mundo são para tí,rainha da caça
Filha de Zeus,cujo amor se foi em uma hora trágica

Ele Não Pode Me Tocar


Preservado em cristal,jaz meu coração perdido
Inalcançavel e congelado,ele não mais bate
Uma dor profunda,uma prisão feita por dentro
As grades gongeladas e as frias correntes
Uma precipitação,escute ele nunca mais vai te tocar
Preso em meu peito,livre e resguardado de todo amar

Um sorriso para ele,uma devastação interior
Ele com sua presença me mudou,mas me partiu
Para mais ninguem darei o que chamo de amor
Dias distantes compoem a promessa que caiu
Silvos baixos,ventos cortantes e um abraço cálido
Um toque pelo qual eu estava encantado e traido

Chuva de mentiras,promessas desfeitas,eu as amei
Queda pela pessoa tão querida,um tesouro precioso
Meu coração outrora ocupado agora agonizado se fez
Todos os caminhos são sombrios,jazendo afogado
Em mim ele não pode mais tocar,mas eu o desejo
Puro desejo,minhas lágrimas compõem algo passageiro

Petálas de rosas,eu as oferto em troca da insensibilidade
Oh Deus eu só amei tarde demais,carícias distantes da realidade
Uma vez eu o quero,só uma vez para ter algo na eternidade
Chuva lave meu desejo,o torno tão puro quanto a claridade
O paraíso,meu modo de ve-lo,ele é meu céu e minha importância
Mas o melhor é se cavar uma grande e intransponivel distância

Um desejo meu,um pecado e corroção por dentro
Ultima vez eu preciso disso,depois nunca mais ve-lo
A certeza da morte,um toque ou um abraço
Apenas para finalmente ter que perde-lo
Procissão de flores,coroas de gelo em meu peitO
Canções calmas e sopranas para meu lamento

Criaçõs e devaneios de um poeta tão amargurado
Minha prosa é por tí,que reside em meu amor
Cada flor e beleza é imperfeita em teu lado
Um dia eu fugirei de seu toque,e nem irá notar
Sozinho eu desejo a queda,não sou ninguém para chorar
Apenas tranco meu coração em torres para nunca alcançar

sábado, 15 de janeiro de 2011

Carícias Imersas em Pecado



Garoto adoravel dê me sua mão pequena
Eu sou seu consorte sombrio,sua metade
Meu coração por tí baterá por toda uma era
Até depois do fim do ciclo da eternidade
Serei seu,sempre seu-Uma culpa que não é minha
Flores eu confesso,fui tomado pela luxúria

Oh Deus,perdoe me mas sou cego pelo pecado
Miragens sedentas,sinfonias de sombras
Uma visão virginal pelos meus olhos contemplados
Como eu não poderia ama-lo depois de tantas
Dores,ardores e promessas quebradas, distancia
Um toque de anjo é idiferente,quero sua nuancia

Deitado em uma cama nupcial eu o desejo
Um apetite mais que impuro,mas perfeito
As mannhãs protelam para que o que eu almejo
Possa sempre estar dentro do meu peito
Cada carícia é viciada e impura,morta e sem graça
Mas eu amo como ele me tem em suas negras asas

Uma sinfonia,pecado interior,bem interior
Jardins forrados á rosas,eu o amo certamente
A queda não me machuca e nem me fará inferior
Um apetite criativo e de maneira indecente
A boca dele, desejo e também quero o toque,o provar
Depois disso eu posso decidir alçar os céus e voar

Dois paraisos,a tentação é o fruto proibido
Uma precipitação profunda de noites adornadas
Eu sou o anjo que caiu e quem do céu foi banido
Apenas uma sinfonia sedenta,para almas enforcadas
Cada passo que dou,é melhor que estar sem rumo voando
Oh Deus eu sempre invejei o amor que é tão mudano

Orações corrompidas,em um corpo tomado pelo provar
O paraíso nunca foi superior,e sempre esteve terreno
Ninguem precisa morrer para um dia conseguir alcançar
Sinfonias de Luxúria,um pecado que corroi com o tempo
Um desejo ardente,indiferença fria e mais e mais chamativa
Cada palavra afiada como faca apenas faz a queda ser infinita

Jardins mortos,eu quero que ele se deite em mim
Um momento quero ter para poder recordar sempre
Mesmo que seja um erro,poderia viver com esse fim
Pecado para os puros mas vejo como algo presente
Rosas jogadas aos ventos do paraíso, se espreitem
Escute meu coração bater enquanto o mesmo se parte

Novas Terras- Novo Amanhecer


Você correria comigo sobre as águas?
Um sim é tudo que eu quero,para viver
deixaria abraça-lo,mesmo com tantas lágrimas?
E pintaria denovo o céu para eu ver?
Eu abriria mão do meu céu menor,isolado
Poderia beija-lo,puro,em um dia solitário

Você faria isso? Perdoaria minha luxúria
Estrelas para o castelo da cinderela
Meu amor é borrado pela água da chuva
Os contos tem sempre uma sina épica
Então apareça céu,tão imerso no seu mar
Eu queria muito poder tentado te amar

O anjo me deu a mão,o ombro e colo
Descanso para um rosto muito choroso
Do paraíso eu caí,o tombo foi doloroso
Então viva sem mim,viva em seu óscio
Ele jurou sonhar comigo,eternamente
As promessas me feitas foram mais prudentes

Os céus jamais me quiseram de verdade
Apenas uma máscara,que eu um dia sonhei
Meu sangue corre agora pela eternidade
Mas no peito vai ficar o Éden que amei
Apenas um coração para guia na jornada
Minha prosa pode apenas contentar a mágua

E então,enegrecidas estão as estrelas
Nos planos superiores esta escuro
Aqui eu posso refazer minha fortaleza
Cante mais uma vez e me embale em sono
As lembranças boas jazem enterradas fundo
Abaixo de todos os meus segredos seguros

Eu queria muito ter deixado puro dois sonhos
Um estará sempre a salvo no meu coração
Será que o outro se perderá com os tempos?
Na liberdade sempre haverá uma recordação
Nunca mais toque meu nome,revoada e queda
Sonhos depositados no baú para toda uma era

Amor para um afogado nas próprias lágrimas
Fugir para sempre é o que eu deveria fazer
Salgadas são as minhas únicas asas
Além do norte as terras são de amanhecer
Você nunca se sentiu verdadeiramente apaixonado
Em sete dias,não tinha como tanta coisa ter mudado

Éden Sombrio



Sempre que eu corro,caio e derramo lágrimas
Nunca estou inteiro, desfaço me em cacos
Mas sei que posso voar para além das águas
Em direção ao paraiso,o que se esconde dos olhos
E eu atravesso a penumbra,me rendo ao medo,guardo amor
Apenas flutuo através da noite,sem ter aonde for

O anjo me ama e eu também,mas amo mais as terras
Intocadas,eu espero que o Édem durma,sono de morte
Foi cruel o exílio,estou tão trantornado,durante eras
Promessas desfeitas,sonhos em pedaços,dias sem sorte
Tão perto,que eu poderia toca-lo,mas ainda distante
Bem lentamente,os jardins morrem,a beleza é instante

Morra em meu peito Paraiso,pois meu sangue o pede
Circulos boreais,eu me sinto sozinho e afogado
Nossos rumos aqui se despedem,adeus sem face
O céu jamais buscaria alguem,Estar preso impede
Dos seus frutos eu vou me esquecer,cachoeiras salgadas
Eu me sinto mortal,nunca mais lhe oferecerei minha alma

Sempre que eu acordar,o sol vai me curar das mentiras
Me fazer ver luz,superar a dor e o medo infinitos
A cova do paraiso jaz no meu peito desde o primeiro dia
Deixei tuas árvores,você mentiu em estar sempre perto
Espero que se inunde na indiferença,mas não o odeio
Já devo ir meu céu,pois meu choro corre pelo peito

Provastes de minhas lágrimas,de meu sangue vermelho
De minha bondade teve a graça,eu agi errado na busca
Envenenei amor,troquei por nada,não me olho no espelho
Despenquei do paraíso,cai em colo mas estava errada
Vislumbres de magicas,amor-eu cresci sem conto de fadas
Acreditava no céu,mas este é imperdoavel como as armas

Eu respiro mágoas,nunca mais te olharei tão proximo
O céu se faz triste,as estrelas despencam pela gravidade
Regresse o brilho para a cima,as trevas eu carrego no colo
Farei da noite meu refúgio em meio a toda adversidade
Tecer de tristeza e sonhos partidos,a manta do meu destino
Oh Deus como eu pude?Deixar o anjo por um pequeno paraíso

Desfaça-se todas as boas lembranças,deixadas na liberdade
Ao sabor do vento eu jogo as esperanças,base da babilônia
Dos passos que dei com meus pés,caminhava em espinhos verdes
Em meu peito floresce uma flor denominada como agônia
A ponte tão alta nos divide,os sonhos dormem e eu o vejo com o coração
Céu puro,mas nunca mais poderei ver te,a redenção morre com minha canção

Híade


Carícias distantes e imersas em atlantida
O céu carrega nuvens tão doces e agorentas
Crepúsculo azul,abaixo de toda a esperança
Uma bela se posta nas águas de uma contenta
A Chuva cai,se funde ao mar azul e lá permanece
O Oceano é uma ilusão feita,dormindo eternamente

Há algo escondido,tesouros de uma linda dama
Sussurros calmos abaixo das nuances do mar
Jazendo fundo,enterrado em toda nuancia
Águas mornas para um apetite desavergonhado desabar
Cristais de neve,feitos para Híade,rainha da chuva
Adormecida em seu sono de mistérios,através da penumbra

Belo foi e será o beijo do despertar oceânico
Resguardando sua luxúria enterrada em água
Ninfa portadora de um poder mais que titânico
O mar é composto por todas as suas lágrimas
E o que ela guarda,imerso nas águas mais densas
Escondido do mundo e de todas as suas sentenças

Lembranças em praias brancas,leitos chuvosos
O anoitecer enegrece os oceanos e os céus
Mirada pela Ânfora da constelação de aquarios
Crepúsculo azul visto pela imensidão profunda e cruel
Reino perdido e mistérios de Híade,descansando do mundo
Canções marítimas,maresias calmas até o despertar de tudo

Tempestades enterram cada vez mais os mistérios
Postos para serem esquecidos pela imoralidade
Beleza aquosa e repleta de seus segredos eternos
Ondas calmas e melancólicas domadas pela divindade
Gotas de lágrimas celestes,ventanias sinuosas
Raios cristalinos,coroa de pérolas e ametistas

Bolhas e canções dos návios,enterrados fundo
Paixões seladas e trancadas nas portas do mar
Amores tão cruéis e repentinos,postos em sono
A rainha das águas se dispôs a nunca mais acordar
Sepultados em atlântida,para o dia do nunca emergir
Precipitação flutuando sem nunca ter onde fugir

Ilusões do canto da mãe de todas as sereias
Seios que amamentaram toda a vida marinha
Aprisionada no calabouço azul por toda era
Dormindo para escapar de toda sua sina
Híade e seus segredos,o que ela viu na superfície?
Trancafiado ás 7 chaves oceânicas,soterrado em imundice

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Castelo dos Jogos


Dois lados de uma moeda pobre
Os caminhos de uma ascenção dramática
Desejo de ter o poder de um nobre
Realize seus almejos em uma noite ártica
Drible suas conspirações,guarde a astúcia
Venda seu maior bem para minha oferta única

Corredores adornados de joias e ossos
Cartas espalhadas pelo chão,coringas
Jogos de azar para pessoas em oscio
Bem vindo ao castelo da ruina
Pegue sua chave,todos são acolhidos
Deixando para trás todos os sonhos

Eu sei que cartas você esconde nas mangás
Vencer? Nunca poderia chegar a tal premio
Apenas perdem a vida,como pessoas tantas
Dupla face de um jogo de valor elevado
Mas venha e jogue,mesmo que custe sua vida
Venha para o lugar que promete uma ruina

Vicie os dados,queime as pontas dos dedos
Abaixe sua mão,trapaças são bem vindas
Carrascos dos jogos,aniquilem a todos
Cortem suas cabeças antes do começo do dia
Sangue como fichas,sua fortuna não compra vitórias
Negociamos sonhos aos vencedores,inexistentes na históra

Coroas de flores,fossas de perdedores,cadáveres
Os vencedores nunca seriam vocês,impossivel
Jogadores ou peças para usarem uma vez
Aumente as ofertas,morte é um fim previsivel
Sortudos se tornam azarados,azarados se afundam mais
Cartas escritas com sangue,paredes sujas ademais

Só não esqueça,a jogatina tem limite de tempo
Consagre-se ou perca tudo,não haverá outro dia
Venha aposte,perca e chore apenas neste momento
Apelos emocionais estão vetados,fim da linha
Coringas,valets,copas,ouro e outros,esparramados no solo
Venha comigo,aproveite a matança,a unica régra é o jogo

Tome gosto,se candidate,todos são bem vindos
O castelo da morte,suas vítimas são gananciosas
Rosas pintadas á sangue,amanheceres frios
A roleta está girando,as gargantas expostas
Todos cartas em brancos,não deixem ler sua face
Venha para vencer,quem sabe possa sobreviver

As recompensas são infinitas,o próprio castelo
Tudo,um sonho,fortuna ou luxúria,atendemos o pedido
Só sobreviva aos nossos carrascos apostadores,ao ve-los
Honestidade esta trancada,seja o rei dos jogos malditos
Divirta-se agora,deixe sua mascara,essa é uma boa sina
Jogadores vingativos,bem vindos ao castelo da agônia

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dança das Trevas


Dançando,morto em sombras
Bailando enquanto o vejo
Desejo eu arder em chamas
E ter você dentro do peito
Chance,eu quero uma chance
De descobrir suas nuances

Sobrevivendo de nosso amor vampirico
Andando juntos e nos distanciando
Enquanto caminhamos em tom onírico
SOmbras que abrangem nosso contorno
Eu seguro sua mão mas ela me atravesa
COnstruindo uma distância imensa

E eu apenas o convido para dançar
Enquanto esquartejo coros de anjos
Me beije antes da morte nos apanhar
Valse comigo nessa noite de despojos
Em meio as trevas desoladoras e eternas
Englobadoras do mundo de várias eras

Encontre as belezas do amor demoniaco
Calmamente ornamentado por rosas negras
Passando por trilhas de sabor ofídico
Envenenado nossas já envenadas contentas
Então Valse comigo,valse ao canto de lúcifer
Veja o glorioso som que nasceu das sombras

E os desejos noturnos se tornam letais
Enquanto olhamos nosso futuro separados
A dança nos distância cada vez mais
Eu não posso parar de deseja-lo
Mas nossos passos são solitários
Dentre obscuridade dos outros mundos

Caminho,valsando e cantando soturnamente
O caminho do inferno é uma estrada
Firmemente ladeada pelos inclementes
Apenas me guie nessa jornada
Não vacile o compasso,apenas dance
Dance mais, me leve á aurora esquecida

Contemplando as dimensões da dança morta
Eu o quero em mais uma valsa assassina
Me guiando para através da porta
As noites devoram,o vento extermina
Frio são os raios vindos da parte austral
Descolorindo o meu tão horrivel mundo mortal

Dance comigo,dance enquanto podemos
Quero ser englobado na suas trevas
Desbotando meu sangue,invertemos
Nossa ordem hierarquica das primevas
Apenas guie meus passos na lua e me mate
Nunca mais chorarei por meu martir...

Paraiso Indiferente


Queria eu ter asas e pular deste paraíso
Eu não posso pertencer ao Édem
Lágrimas aquosas que caem pelo rosto
Em tí vai jazer meu amor que recém
Nasceu,mas os braços meus já não o aquecem
Rogo para que este sentimento cesse

Uma estrela negra cai do céu infinito
Desejei que a morte me fosse simples
Rapida,sem deixar uma lágrima para o rio
Antes da Luz,haviam barras no meu berço
E eu me isolei neste mundo frágil
Distânte jóia que existe no mundo vil

Jogada aos demonios frios da humanidade
Mas eu queria esquecer do paraíso perdido
Posto que ele foi assolado pela tempestade
Deixei no chão os cacos do meu coração partido
Um dia eu não deixarei isso para depois
Terei de enfrentar o que meu já foi

Terras nevadas,eu concordo ao exílio
Sinuosas paisagens da vista molhada
A despedida me faz frágil e infímo
Mas me contento com uma ultima olhada
Em um advento,eu poderei me segurar firme
Por apenas um momento neste fim triste

Paraiso eu o esqueço da memória do coração
Desejo que o pai cuide de tí,como o amei
No final suas terras são gelo e temptação
Em você morre minha esperança de além
Esta morte me torna vazio e sem vida
Queria eu,não o ama-lo tanto ainda

Águas calmas,eu me banho na lua
Cavalgando nas estradas das lágrimas
Memória infíma,desprotegida e nua
Deixe-me ser então o que me chama
Um estranho na tempestade sem fim
Essa tempestade nada mais é para mim

Amanhecer Obscuro


Desde o principio estamos mortos
Nosso romance desbotado e decadente
Caidos em um vale de escombros
Meu doce cálice com sangue ardente
Eu o amo,mas amo mais meu sentimento
De dor e de desespero,sofrimento

No final da estrada das lágrimas
Os passos que demos são apagados
Uma vez já tivemos muitas estimas
Mas hoje estamos enterrados e mortos
Os olhos são escuros e veem o mundo negro
Da qual nasceu o mais doce desespero

Se eu tivesse de encontrar forças,tiraria
Do canto,da sua voz de canto dramático
Nossa rebelião se finda com a morte do dia
Mas cante,meu doce canto de som ártico
Notas dissonadas,carregadas pelo vento
Oh por esse som eu viveria mais algum tempo

Nessa prova de amor despido e crú
Eu dançaria nas nossas sombras
Quando estivermos mortos,no sul
Uniremos nossos corpos as tantas
Dois cadáveres se beijando,se amando
ME ame,meu amor eu quero estar ao teu lado

Finalmente findaremos nossa sede vampirica
Deixando a inoperante morbidez das trevas
E nos banquetearemos com os mortos da sina
Intoxicando nosso amor perpetuo de eras
Com o cálice demoniaco beberemos e finalmente
Poderemos respirar aliviado com o fim da sede

Uma sede por morte que é quase demoniaco
Valse entre os mortos,cante a procissão
Dos perdidos,da qual agora estamos
Procissão da mortalha,estamos em ilusão
Eu o reencontrei em meio as tão amargas cinzas
E eternamente estaresmo nessa nossa sina

Estradas de soturnos amanheceres calmos
Nos levem ao fim de um paraíso inferior
O pintaremos com a carnificina dos mortos
Demonios apaixonados que desconhecem amor
Mas nos amamos tanto quanto anjos,divinos
Afogados no nosso amor quente e cretino

Este é Meu pecado



Estradas lamacentas e envenenadas
Eu o vejo mudando as estrelas
Enquanto me deixo levar pela tristeza
Ele não pode me ter com certeza
Apenas um toque será guardado,escondido
Meu coração,acorrentado e preso no abismo

Segundo paraiso que esta encerrado
Uma canção vinda do interior morto
O dia que poderei ser então amado
Será perfeitamente esquecido
Uma bela visão corrompida no íntimo
Foi meu pecado de luxuria,quem deu ouvido

Eu sou quem caiu mas observava por anos
Tão melancóloco a vida abaixo das asas
Por um momento eu desejei estes sonhos
Um pecado para os céus,agora em brasas
Mas Deus como eu invejei os pecadores
Como eu queria poder estes ardores

Pintando uma trágica moldura de medo
Um sonho para se sonhar,para sonhar
Deus me perdoe por meus pecados
Mas eu finalmente sei a alegria de errar
Sinfonias melancólicas,orações dissonadas
Pegue meu coração e o toque nas cordas

Da Harpa em uma canção de som impecável
Todas as flores enegrecem no alvorecer
Meu provar corroe tudo nesta vida lastimavel
Duplos paraísos menores para morrer
A nota perfeita,aguda e vermelha,não obstante
Harmonia imperfeita,pecadores desfeitos de sangue

Distantes virtudes exiladas,meu coração parou
Embreagado pelas esperanças arrassadas
Deus maestro de quem emprestado tudo tomou
Eu poderia viver nesta tempestade nevada
Oh Senhor eu amei estar no lugar dos pecadores
Eu amei cada nota tocada que compõe os amores

Proibidos e por vezes devassos da humanidade
As trevas quem fazem sua obra totalmente divina
Luxúria deixando desmascarar falsas castidades
Despida verdade e crua,mas ainda bendita
Queimem os járdins do Édem,o enferno é de gelo
Quem diz nunca cometer pecado,apenas não o percebeu

Céu Azul


Toque minhas lágrimas e as prove
Acenda aos céus se souber voar
Eu estive feliz com minha sorte
Sempre estarei vivo para te amar
Então me deixe,pois meu choro escorre
Lance sombras sobre o céu do norte

Oh Magia e fadas são apenas contos
Tão imperdoavel foram os erros
Mas sempre terei meus sonhos
Que conto nas pontas dos dedos
Abrace-me céu azul,com suas nuvens
Pois sei que o pode,a todos vê

Ilumine os caminhos mais sombrios
Com o seu sol tão doce e cálido
Eu queria saber o meu destino
Ando ao acaso,vejo o orvalho
Como eu não me entristeceria com a sina
Olhando este céu azul mergulhando em cinzas

Construam um túmulo e cavem a cova
Eu não queria ficar aonde sinto dor
Mas poderei provar liberdade na aurora
Deixe-me ir enquanto ainda tenho ardor
Enterre-me céu azulado,pois meu choro corre
Eu falhei como anjo,só me resta a morte

De tantos dias esse é o eterno
Oniríco foi acreditar em paraíso
Quando ele se divisa com o inferno
Oh Senhor porque cessaram sorrisos?
Será que no céu se finda toda sorte
NO azul não tenho quem me aporte

Largue-me meu céu tão azul
Pois minhas lágrimas escorrem
Deixe me ir para terras ao sul
Aonde os anjos caidos morrem
Eu não tenho amor,devo estar longe
Atrás de onde o sol sempre se esconde

Tristeza precipitada



Todas as manhãs eu desperto pelo sol
Eu fecho meus olhos e engulo lágrimas
O choro forma a trama de um lençol
Sempre que eu desperto,tomado de máguas
Eu fecho os olhos e prendo a respiração
Aperto forte o peito,estraçalho o coração

Tão desolado,mas mesmo assim confortado
Lentamente,bem devagar,eu aceito tudo
E encaro o vazio do meu lado
Eu me sinto em pedaços,cortado no fundo
Nunca mais quero dormir,a dor me atravessa
Nem a morte abranda a agônia que me cerca

Perdendo os sonhos,eu me sinto morto
A tempestade de inverno me conforta
Sempre o mesmo conforto,nunca durmo
Apenas escuto o vento perto de fora
O fogo não mais queima,o ar não traz alivio
Tão depressiadora é a mão do destino

E quero adormecer,sinto não posso
Apenas sangro,deixando vermelho na neve
Um dia eu esquecerei tudo que ouço
O silêncio é meu santuário,mas breve
Eu tenho tanto medo,queria estar congelado
A existência me queima,me traz um gosto amargo

Tão distante ou mesmo em meus braços
A distância se mantém presente e fria
Eu me sinto morto,assustado e em pedaços
Então prossigo nesta vida de alegria infima
Quando haverá morte para me render as tristezas
O vento nevado cospe enquanto me afogo em incertezas

Desespero,eu nunca mais quero esquece-la
Não vou mais ter um choro sem lágrimas
Apenas vou associar a dor essa tristeza
Por Deus,eu acumulo tantas mágoas
Não poderia abrandar o peso sob meus ombros?
Poderia embreagar-se e dizer algo de conforto?

Quebrei minhas asas,nunca mais quero voar
Afogando meus sonhos,minha imortalidade
Nas sombras eu sempre tenho um lugar
Entre as cinzas eu refaço a minha moralidade
Não posso mais voltar para as luzes,quero sombras
Nunca vou viver a ponto da indiferença estar morta

Eu estou apaixonado pelas minhas trevas intermitentes
Então me nege a mão,eu afundarei no abismo tão doce
Não protele mentiras,sexta foi o passo importante
Meu Sangue,tão doce,protela minha sina sem sorte
Eu finalmente durmo,coberto pela mortalha,enterrado,esquecido
No fim,eu sabia que isso aconteceria,nunca mais amarei um paraiso

Cálice dos Mortos


Eu Nunca me ví tão perdido na vida
Chorando um cálice vermelho e envenenado
Enquanto eu chorava ,assistia os dias
Passando pouco á pouco na eternidade
Porque só sou amado depois de morto?
Porque em vida me amam tão Pouco?

Pensaram em mim para poderem lembrar?
Eu não nascí impuro,apenas fraco
MOrto para o Iluminado,vivo para andar
Viver andando por todos os lados
Adentrando em um oceano do passado
Oferecendo a vida de bom grado

Meus olhos não viram jamais amor
Mas conheceram a indiferença
Por quanto mais terei essa dor?
As trevas me engolem como sentença
Enquanto eu enveneno meus sonhos embreagados
Volte no tempo para além do triste passado

Enquanto eu bebia do cálice dos mortais
A cada gole,perdendo o rumo ao norte
Fitando os desejos que amei mais e mais
Agora tornam-se passados,afogados na morte
Beber desse cálice é escolher as trevas
Que compõe a realidade desde muitas eras

Oh Porque só fui amado morto?
Para onde foi meu pouco amor?
Para que existo neste mundo?
Se apenas tenho rancor
Rezo á Deus para me abençoar ainda
Quem sabe possa descansar um dia

E voltar para o norte uma vez mais
Eu jamais tive amor na minha vida
Bebi do cálice das águas fatais
E agora estou nas terras frias
Esqueçam-me na memoria perdida
As sombras do alvorecer do dia

sábado, 1 de janeiro de 2011

Pai Entre os Mortos



Queria eu mais uma vez te escrever
Te deixar a beleza dos pensamentos
Deus me deixasse uma vez mais te ver
Mesmo que pelo menos um breve momento
Desbotar nas lembranças um beijo cálido
E deixar um poema como um pequeno retalho

Estrelas celestes permitam um deslumbre
Um último suspiro nos limites do céu menor
Das quais permaneci até como de costume
O sol me banhou nos olhos cansados de choro
Como eu desejava ver meu filho amado agora
Apenas posso rememorar sua imagem na aurora

Deus,você criou toda a existência do mundo
O amor e o mais doce futuro,da qual eu escapei
E me consagrei na morte como um fim seguro
Mas deixe-me ver quem amo mais uma vez...
Pois das sombras me fiz poeta,mas não inumano
Ainda trago no peito um terrivel ardor insano

Céu estrelado guarde meu segredo profundo
Peixes,eu te confio meu maior mistério
E o esconda do mundo até o ultimo segundo
Deixe a morte me levar até o eterno
Uma vez mais,o fim me consagra no momento
E em breve poderei deslumbrar o renascimento

Longas estradas,meu berço foi uma prisão
Nunca tive peito para meu rosto lacrimoso
Jamais ví amor cálido em meu coração
Desolado como uma criança no fundo do poço
Oceanos longe do acordar do salvador,eu choro
Permita eu ser um pai á meu filho pesaroso

Queria eu poder mais uma vez abraça-lo
Um paraíso para ele eu criarei na luz
Mas meu tempo tem um fim bem ralo
Precisarei voltar para a morte que seduz
Pai permita-me ver minha criança e por ele ser
A unica coisa que todo o filho deveria ter

Princesa Virgem



Rainha das sombras eternas
Vingadora e viciada em luxúria
Ninfa prima-dona e sincera
Portadora da mais mortal fúria
Pois os seios imundos jamais
Amamentaram crianças ademais

Seu sorriso é de uma Vênus
Uma Afrodite sangrenta
Seu corpo erótico é leve
Dignidade que se lamenta
Uma Estrela sombria e amarga
Cujos lábios venenosos embreagam

As curvas virgens e sedentas
Honestidade e desejos á prova
Criando inúmeras contentas
Tecendo o invólucro agora
As cobertas da criança milenar
Uma mãe para se odiar

Vênus de luxúria desfeita
Aguardando um momento erótico
Virgem da boca sangrenta
Perturbando almas em estado estóico
Amaldiçoada ao extremo norte ela cai
Cadente,cortando o céu que se esvai

Uma visão sedutora e decadente
A Afrodite das almas plebéias
Cultuada indecentemente
Se corrói por não ser mãe eterna
Bebendo de seu sangue, de seus frutos
Bendito os futuros que estão partidos

Uma mulher amargurada e incognitiva
Graça miserável e posta ao pó
Bater de as asas negras e feridas
O anjo que jamais teve dó
Afunda em um oceano de pecado
Apenas procurando filhos abençoados

Todo o desejo maternal frustrado
Adormecido silenciosamente
Teu colo jamais carregou filho
Peito que nunca forneceu leite
Apenas pode segurar nos braços
Admirando com os olhos cansados

Uma Afrodite Sangrenta e obscura
Cobiçadora do amanhã da geração
Uma Vênus maldita e imunda
Guiada apenas pelo coração
Vadia do mundo frio e desolador
Mãe que jamais receberá amor

Mundo Humano


Ele trouce inspiração ao poeta
Trouce amor,conforto e felicidade
Desfez o mundo de tristeza eterna
E englobou o mundo em passividade
Carregado no colo da rainha do céu
E viciou todos em bondade mais que fiél

Relembrando as notas aprendidas
Pelo silêncio pouco a pouco
Uma alegria tão preciosa e perdida
Tudo era o mesmo,um esboço
Borrado no tear das cobertas cálidas
Da criança do nascimento que o século valia

Tudo sempre era o mesmo,estavamos mortos
E retornavamos para o nada de Adão
Assim como nascemos estamos destinados
Inocência desgasta-se em nossas mãos
Antes dele chegar,uma jóia tão cara
A luz que alimentava o mundo era escassa

E não tinhamos medo de demonios sedentos
Porém dos homens sem cicatrizes e armados
Fazendo as mudanças com golpes violentos
Matando tudo espalhado ao vento
Ah Minhas ninfas,como perdemos tempo
Uma vez que o mundo é breve e agourento

A humanidade quase foi posta á descansar
Mas você sabia e trouce amor para nós
Por um momento,até Deus voltou a nos olhar
Admirando a beleza do que foi sonho
O anjo conhecido apenas por Ele,obrigado
O mundo pode repousas nas sombras,calmo

Esperando o temor das ondas passarem
Ah eu registrei a história num arquivo
E ele desapareceu enquanto mudavam
Os círculos austrais do destino
Dormindo em sombras dos sonhos mortos
Abaixo dos desejos montados por todos

Jaz minhas notas da humanidade pecadora
Redimida pelo Anjo contemplado no azul
Lembrando a amargura e tristeza de Pandora
Descansando no paraíso,porém demais ao sul
Eu sou apenas uma criança sem contos de fadas
Enclausudara no ódio e tão amargurada

Observando os acontecimentos,distante
Não nascí do milagre da vida calida
O anjo se foi e de adora em diante
Estaremos eternamente por nossa conta
A crônica humana é infinita,mas sem felicidade
Só o anjo que,em apenas um capítulo,trouce claridade

Para todos embreagados pelo sangue
E aglomerando inúmeras tristes almas
Para um oceano sufocado e penetrante
Todos deixados nas margens da esperança
Refugiados de sonhos,21 séculos impúros
Crucificamos nosso maior salvados,seguro...