~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sábado, 31 de julho de 2010

Santuário de Lágrimas


Deixais o que é efêmero
Nas desilusões das incertezas
Apenas o mundo que escrevo
Pode realmente ter beleza
Então escrevo,escrevo
Para aplacar todo esse medo

A mais bela paisagem
Apenas crepita nas sombras
Pois tudo é miragem
Mesmo a beleza das pombas
São motivos para chorar,por sofrer
O eterno é além de morrer

Então deixe eternizado em prosa
O que o coração tem emergente
Um dia floresça bem formosa
A dor que me é latente
A minha cruz é abatida
Nos versos que descrevem a vida

De quem teve de correr choroso
Sempre de medo e tristeza absoluta
E não pode contemplar céu brilhoso
Por carregar mentiras tão profundas

E eu espero ver novamente
Da beleza de minha mente

Um mundo seguro
Um santuário de lágrimas
Um abrigo obscuro
Para afogar minhas mágoas
Verso por verso,construindo a fortaleza
Que me protege de toda frieza

Do mundo obstante contemplante
Molhado pelo choro da chuva
Um mundo realmente diferente
Que a seus moradores acua
Então peço refúgio eterno
Melhor do que viver no inferno

Pois meu coração tem fragilidade
E não suporta a vida fora
Do santuário,que é minha necessidade
Tão dominado pelo terror
Selvagens é o que eu digo,temor

Um mundo poético me consome
Com as pernas quebradas estou
Mas corro,corro e corro o mais distante
O amanhecer ao menos aliviou
Com sua beleza,o que os meus fantasmas
Me tiraram,forçando as farsas

Que meu abrigo possui
A se revelarem imponentes
E suas paredes se diluem
Numa visão decadente
Pois jamais se pode viver dentro
Não há beleza para sofrimento

Estão loucos por viverem
Nem a prosa suprema e maestral
Tocam o âmago dos seres
Que inflamam a aura do mal
Santuário,não há mais asilo
Lágrimas,me reconfortem enquanto vivo




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