
Todos os semelhantes me deixaram
Estou sozinho,neste mar das sombras
Eu temo as pessoas por serem
Seres que no fim nos desaponta
Exilio divino é só o que eu peço
Para nunca mais vagar pelo mundo
Todos os semelhantes se foram
Mas me deixaram o medo para lembrar:
As lágrimas sempre se entoam
Não há por quem se dedidar e lutar
Mãe de toda a luz me abrace por hora
Quem sabe um dia,quem sabe talve outrora
Todos meus erros sejam concertados
E eu enfim morra para tudo
Triste por ter sempre acreditado
Que algum dia as presses e o mundo
Fossem ser atendidas por um desejo equinocial
Mãe de todos os homens,eu fui irracional
Este espaço tão curto de tempo
Só me recorda de deixar partir
O que por pouco não se foi com o vento
Algo que jurei sempre guardar
Algo que nasceu do nascimento do século
Uma cruz para enfim por no túmulo
Onde eu enterro todos os prantos
De uma criança ferida e machucada
Todos os motivos de um prelúdio
Só serviu para poder manchar
O que me redimia,o que me salvava
Uma alma antes solar que ocupava
A memória que se foi para sempre
Todos os semelhantes me deixaram
E vejo que talvez eu pense
Em uma época que a todos amaram...
Leve tudo,absolutamente tudo de mim
Pois este medo jamais vai ter fim
Abrace-me em seus braços mais uma vez
Para eu poder enfir terminar de chorar
Pois sei que com essa insensatez
No paraiso jamais poderei ficar
Todo os iguais me abandonaram
Estou certo que nunca me amaram

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