
Céu sombrio e espesso
Me traz algo pra relembrar
Uma lembrança antes do começo
Daquele dia a despertar
O sol se exilou para longe
De um horizonte por onde
Permeou de sombras o meu corpo
E me guiou pela onda sombria
E paras lágrimas acho um conforto
Assim não olhar teus olhos pelo dia
E sim na beleza da escuridão total
Talvez fosse este meu maior mal
Mas porque eu deveria me compor
Enquanto a noite nos engloba
De trevas frágeis, meu mundo de dor
Eu cavei a fundo para,quem sabe outrora?
Abrir caminhos para o futuro de agora
Talvez o sonho não morra na aurora
Iluminado pelos raios distantes e amarelos
Dissipando minhas fantasias sombrias
Eu me rendo a um ultimo apelo
Rogando por mais uma noite fria
Remontando as constelações belas e milenares
A fracamente iluminar os diversos lugares
Onde meus pés pisaram no caminho
Tentei inutilmente consolidar
O que me disseram ser destino
Então novo objetivo vou trilhar
Uma estrada em que sigo sozinho
Passo a passo,e com carinho
Sonho as trevas acolhedoras
Abraçando-me,devagar engolindo
E enterro minhas verdades ocultas
Os anjos caem em flor de espinho
A verdadeira noite se revela
Calmamente e com cautela
Engloba o mundo em seu âmago
Faz brilhar a joia sangrenta
E eu me despedaço em um afago
Profanado por grande tormenta
A noite real só não sucede o dia
Concretiza o que se chama utopia
Silenciosamente é meu paraiso
Situado além do belo crepúsculo
Nascido de um claro idealismo
Nas trevas noturnas,é tão injusto
Não tenho espaço solar para me valer
Apenas em trevas da verdadeira noite posso viver

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