
Eu rezei agarrado ao terço
Implorando para adiar o inevitavel
Chorei sem poder dormir direito
Por estar completamente abalado
Eu estou perdido,caindo bem fundo
Eu mergulho nos sonhos, no sangue agudo
Nas planices congeladas ficou meu amor
E lentamente respirei o ar frio
Abandonei desejos neste lugar inospedo de horror
E o sol se esconde rapidamente de soslaio
Eu via tão claro no gelo eterno seus olhos
E então refletia meu sorriso em remorsos
Meu destino.Uma promessa que não cumpri
E a chuva se torna neve que cai tão derrepente
Terra onde cavalgaram as valquírias que abstrai
Da paisagem branca,tão densa como a tristeza presente
No meu coração petrificado pelo denso frio
Meu destino,congelado como o fluxo do rio
E eu permaceço nas terras dos Deuses nordicos
Enquanto implorava Freia para tornar gelo
Minha vida,meus sentimentos e até meu odio
Os muros eternos das terras de nunca degelo
Um dia eu poderei ver o sol e aquecer-me
Pois sei que do frio desolador, resta ser livre
Voar além da memória,eu fiz aquela promessa
Odin olha por nós,onde formos nos amparar
E eu estou congelado junto a lembrança que depressa
Enducere como as águas profundas do Mar
As lágrimas se cristalizam num pó resplandecente
Eu vejo suas faces neste pó tão solenimente
Olho para trás,as pegadas na neve vermelha
Eu lembro de tudo que devia estar esquecido
A nevasca cai,cai choro de diamante em centelha
Para um dia derreter as amarguras transcorrido
De um coração polar, duro quanto cristal do inverno
Nas terras brancas,petrificado,o amor e a tristeza é eterno

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