~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Terras Brancas




Eu rezei agarrado ao terço
Implorando para adiar o inevitavel
Chorei sem poder dormir direito
Por estar completamente abalado
Eu estou perdido,caindo bem fundo
Eu mergulho nos sonhos, no sangue agudo

Nas planices congeladas ficou meu amor
E lentamente respirei o ar frio
Abandonei desejos neste lugar inospedo de horror
E o sol se esconde rapidamente de soslaio
Eu via tão claro no gelo eterno seus olhos
E então refletia meu sorriso em remorsos

Meu destino.Uma promessa que não cumpri
E a chuva se torna neve que cai tão derrepente
Terra onde cavalgaram as valquírias que abstrai
Da paisagem branca,tão densa como a tristeza presente
No meu coração petrificado pelo denso frio
Meu destino,congelado como o fluxo do rio

E eu permaceço nas terras dos Deuses nordicos
Enquanto implorava Freia para tornar gelo
Minha vida,meus sentimentos e até meu odio
Os muros eternos das terras de nunca degelo
Um dia eu poderei ver o sol e aquecer-me
Pois sei que do frio desolador, resta ser livre

Voar além da memória,eu fiz aquela promessa
Odin olha por nós,onde formos nos amparar
E eu estou congelado junto a lembrança que depressa
Enducere como as águas profundas do Mar
As lágrimas se cristalizam num pó resplandecente
Eu vejo suas faces neste pó tão solenimente

Olho para trás,as pegadas na neve vermelha
Eu lembro de tudo que devia estar esquecido
A nevasca cai,cai choro de diamante em centelha
Para um dia derreter as amarguras transcorrido
De um coração polar, duro quanto cristal do inverno
Nas terras brancas,petrificado,o amor e a tristeza é eterno

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