
Dentre as manhãs eu vejo
Silênsio eterno nasce
Então o medo eu percebo
Os meus olhos sofrem
Eu ameaço um grito para escapar
Mas logo falta fôlego,estou a sufocar
E eu sei que morrerei
Partirei em um dia solitário
As lembranças do passado,congelei
Então choro um último choro amargo
Os sonhos se tornam um refúgio
E nele estarei afinal seguro
A dor descansa enfim
E no meu cólo é confiado
A criança do eterno fim
Meu coração se torna fechado
Eu me sinto bem,me sinto melhor
Mas neste mundo estarei sempre só
As lágrimas bloqueam a visão
Tudo é só uma fantasia fosca
Cegado pela minha indecisão
Me escondo em minha concha
Tudo é uma luz efêmera refracionada
Que voltará a ser o grande nada
As musicas se abaixam no plano
Correntes frias e avassaladoras
Solstícios de inverno ou outono
Um pleno dançar das sombras
Eu não tenho medo das minhas trevas
De minhas lágrimas,nunca há uma última
Sempre que eu acordo,deixo um sonho
Frio e melancolia me despertam devagar
O mundo real me é preto e branco
Eu não queria mais,poder acordar
Diminuo a respiração para um suspíro
O esforço para viver é tão ínfimo
Os ventos levam vozes e canções
A morte é tão triste mas necessária
Embalados pela procissão de caixões
Dos céus existem piedade inópia
Todos os lugares tem uma aflição
Em tempos tão breves quanto uma estação
Eu não posso mais temer
Abandono meus fantasmas
A neve cai no anoitecer
Enquanto a lua torna-se brasas
Eu viro as costas para meu sonho final
Terei de abandona-lo,tornei-me imortal

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