~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Imortal




Dentre as manhãs eu vejo
Silênsio eterno nasce
Então o medo eu percebo
Os meus olhos sofrem
Eu ameaço um grito para escapar
Mas logo falta fôlego,estou a sufocar

E eu sei que morrerei
Partirei em um dia solitário
As lembranças do passado,congelei
Então choro um último choro amargo
Os sonhos se tornam um refúgio
E nele estarei afinal seguro

A dor descansa enfim
E no meu cólo é confiado
A criança do eterno fim
Meu coração se torna fechado
Eu me sinto bem,me sinto melhor
Mas neste mundo estarei sempre só

As lágrimas bloqueam a visão
Tudo é só uma fantasia fosca
Cegado pela minha indecisão
Me escondo em minha concha
Tudo é uma luz efêmera refracionada
Que voltará a ser o grande nada

As musicas se abaixam no plano
Correntes frias e avassaladoras
Solstícios de inverno ou outono
Um pleno dançar das sombras
Eu não tenho medo das minhas trevas
De minhas lágrimas,nunca há uma última

Sempre que eu acordo,deixo um sonho
Frio e melancolia me despertam devagar
O mundo real me é preto e branco
Eu não queria mais,poder acordar
Diminuo a respiração para um suspíro
O esforço para viver é tão ínfimo

Os ventos levam vozes e canções
A morte é tão triste mas necessária
Embalados pela procissão de caixões
Dos céus existem piedade inópia
Todos os lugares tem uma aflição
Em tempos tão breves quanto uma estação

Eu não posso mais temer
Abandono meus fantasmas
A neve cai no anoitecer
Enquanto a lua torna-se brasas
Eu viro as costas para meu sonho final
Terei de abandona-lo,tornei-me imortal

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