~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Musicista da Noite



Não adianta mais chorar agora
Repouso os instrumentos ao lado
Composições negras em plena aurora
A flauta corta o vazio instalado
Letras sangrentas dissoam no crepusculo
Estrelas cadentes cortam o céu astuto

Esperei o fim para compor uma música
Escutei nota por nota a tristeza
Cada suspiro até então uma última
Cortina de sons densa e espessa
O piano se encarrega de ressoar
Todos os desejos angustiosos no ar

E aceito-me como musicista sombrio
Nada além da graça,cada vez tocada
Minhas melodias se acomodam no frio
Então,no choro eu repolso minha alma
Até o silêncio de quando eu me for
Remetendo em uma noite de estupor

Trilhas melacólicas tingem lembranças
Carregadas pelo passar do vento
As mentiras destroem a temperança
Que se consolidou com o tempo
Ecos batem no coração e tudo desaparece
Um canto calmo consola-me até que anoitece

As pessoas dispertam do sono enfim
Nunca como antes,eu fecho os olhos
E me entrego em um sonho de marfim
Para Orfeu,toco uma tragédia em esboço
Não há sono para uma dor tão incerta
E as canções das sombras me despertam

Eu não tenho temores pela frente
Todos os dias eu me tranco
No meu mundo que me contenta
Uma úlima nota enfrente ao piano
Eu prometo morrer depois,eu prometo
Apenas ressoe o que sinto no peito

Uma última canção cálida mas triste
Eu me sinto tão bem,desvanescendo
Tocando uma sinfônia em que o ápice
É uma letra em pauta para história
Tão ao meu lado,mas fora do alcance
Foi á canção final do meu romance...

O adeus é dado por um réquiem na harpa
Á musica pode enfim morrer no meu interior
O som será minhas preciosas asas
Para desbravar o reino do Édem inferior
Devagar e poético em um primeiro sorriso
Coros de anjos me recebem no paraíso

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