
Um poço para eu poder afogar mágoas
Cada lágrima e seu peso,lembrança
Palavras mudas para dizer ás águas
Que hoje,encontrei minha temperança
Vesti-me de negro e mergulhei-me nas sombras
A beleza já não me importa,apenas as ondas
Dos mares,navegando no luar vermelho
Minhas silênciosas preces,eu só desejo
Que ancore em ilhas bem longe do espelho
Refletor do meu rosto de monstro e desprezo
Bem longe um rouxinol canta para dormir pesadelos
Ser um com o nada,desfazer-se em angústias e apelos
Onde eu deixo minhas pegadas rentes ao mar
Isso por hora é mais do que eu posso pagar
Longas praias virgens para minha alma nadar
Dormindo os interiores da música sinfonica
Perdendo as álegrias,mas encontrado terras novas
Juntas as lágrimas o qual quero ser um,apenas horas
Me separa do desvanesser nas ondas,para encontrar
As caixas que abandonei no túmulo aquático
Um fantasma recita prosas que possam comemorar
Poemas musicado para o que jaz muito abaixo
Perdendo o amor,tendo de revolta a negação certa
Espelhos de água refletindo a lua,nasce uma era
Minha casa esta tão longe das beiras da praia
Onde eu agora corro,procurando minha alma
Até hoje ela durmiu,mas preciso que ela saia
E venha me cobrir mais uma vez e desejo que saiba
Meu amor descansa intocado por mais que nunca o pegue
Encontrando devoção,a história é minha,não a renegue
Só mais uma noite para viver,só mais um ancêio
E eu então deixarei que as maresias me tomem
Não foi para chorar que nas tuas margens veio
O que restou da pessoa que o passado resume
Amaldiçoou o céu,odiando as estrelas,amargas
Tantas belezas para se ver mas os olhos sem graça
Encantaram-se com a morte,hoje estou á teus pés
Grande oceano,estou aqui e me afogo nas trevas
Os rios um dia vem até o mar,não justo o invés
Do sol nunca mais quero ver sequer uma flecha
Perdida a vida,deixando escapa-la entre os dedos
A mortalha cobre-me a visão que hoje me deu medo

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