
Lentamente neve deixa os céus e cai
Cobre os túmulos,apaga memórias
E suas pegadas nesse branco se esvaem
Não poderei te seguir agora
O caminho na sua frente é coberto
Por duvidas que não me permitem ve-lo
E você olhou para o chão antes de voar?
Todo o seu peso me sufocou como um manto
Lágrimas para enfim me consolar
Eu tentei pegar sua mão,para o meu espanto
Meus cabelos levados pelo vento,esse fardo
Sei que quando me levantar logo recaio
Então eu deveria procurar as docas do inferno?
Refugiar-me dentro da prosa de dor,amargas
No céu ainda vejo tuas faces tão certo
De que na neve,minha vista escurece águas
As nuvens cercam o sol e o escondem,escurecem
Pedras e degraus,armadilhas que cruelmente dilaceram
Eu sei,anjos finalmente merecem morrer
Cortadas suas asas,queda da bastilha celeste
Mortalhas divinas para os alados desvanescer
E o sangue vai pintar quadros para eternidade
Será que você vai estar na linha dos abatidos?
Meu único e grande,realmente grande amor perdido
Um coração petrificado pelo gelo polar
Escondido do sol,amargurado por fantasmas
Temo que nunca mais,nunca mais possa voltar
E ter teu sangue no sabor da minha boca a provar
Que finalmente,meu anjo esta morto,as asas em pó
E as sombras finalmente deixam que eu esteja só
O céu pode escurecer-se,tornar-se cinza
Banido o sol do círculo astral,desprovir luz
Os zodiacos choram,seu brilho em uma sina
Pecados imperdoaveis cometidos no berço da cruz
Deus vai me perdoar por ter dado tanta carnificina?
Liquidada suas guarnições,chuva de sangue como tinta
Anjos merecem morrer,tornarem o pó que nasceu Adão
Provar do mesmo pecado de Eva,entender nossas almas
Como podem nos salvar se nem ao menos tocaram o coração
Dos pecadores que em coro,chora por não ter mais graça
As covas tão perto,mas o resto jaz tão longe,meu amor
Escondido em asas que eu mesmo ceifei,nunca saberei voar

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