Olhando o céu,me sentindo pequeno
As estrelas fora do alcance da mão
Sou só um menino tolo e ingênuo
Que sonha ter o amor no coração
Lágrimas aquosas,você estava perto
Mas meus olhos estão tão incertos
Pisces,que está no céu,olhe pra mim
Ninguem mais me observa neste vazio
Uma vez tive que dar á meu sonho o fim
Quão escondido está o meu pequeno fio?
Tecedor das tramas do universo e destino
Como criança eu só temo meu desejo finito
Esperança,morta e enterrada,eu a velo
Lua,tuas lágrimas em raios tudo cobre
Ilumina,encanta,sonha e fascina por ve-lo
Minha pureza eliminada junto de toda sorte
Nas docas escuras,vigiada pelo silêncio,descansa
Minha obra maestral infantil,que o mundo não alcança
O sol verte por mim suas lágrimas de magma
Evapora toda água e me obstroi a visão
Acerte todas as suas flechas em minha alma
Despedace meu pequeno e fraco coração
De criança sem contos ou canções para dormir
Tuas pegadas me desviaram de onde eu devo ir
Encantado pela lua,eu a dei minha aliança
Brincando de paixão sangrenta,vetando amor
Carruagem dos mortos,me tire da infância
Peguem todos os meus medos e torne em rancor
Eu escuto os sussurros do universo,as constelações
Imponentes a me olhar,edificadas firme como contruções
O lacre quebrado,desejos internos e impossiveis
Minha mãe e pai não podem me salvar,nem o desejo
As medidas do caixão estão corretas em riste
Meu leito adornada por rosas negras e um almejo
Minha humanidade deve ser morta,mirem suas flechas
Quebre meu coração,meu amor,esperança em chamas
Ninguem mais pode ver a aquosidade?
Das lágrimas em lago choradas até hoje
E você vê?Me tirou toda a bondade
Muniu-me com um arco e flecha para onde
Eu miro ilusões,numa flecha sombria,sangrenta
Do atirador morto,destruido e de dor agourenta
Se o vê-lo,te farei provar de meu tiro
Meus corvos comerão seus olhos sonhadores
A lua,o sol e eu,lágrimas verteremos
E dessas águas nasce o oceano dos matadores
Vermelho profundo,eu ainda escuto a criança chorar
Eu a abandonei,junto da minha humanidade e do amar

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