~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sábado, 9 de abril de 2011

Andando Entre Os Caidos


As vezes eu escuto um sussuro nas sombras
Me questionando por onde até hoje eu andei
Espero que entendam que apenas segui as ondas
Fui levado na solidão aonde quase me afoguei
Me pergunto incensamente se preciso dessa dor
As asas incandecentes,enegrecidas com meu temor

E dei enormes goles do sangue que me tornou
Um dos caidos,e meu segredo é bem encoberto
Pois a estrela guarda o mais alto que alcançou
E em cada passo eu dou juntos aos do medo
Andando entre as sombras,entre os mesmos iguais
Todos eles tem contos que escutados serão jamais

Todo esse fardo,caminhando lado a lado com os caidos
Enquanto me permetia uma ou outra lágrima no chão
No bosque do nunca amanhecer onde olhamos os feridos
Sorvemos do seu vinho vermelho,esperando uma canção
Para amenizar a dor que não é desse mundo,e só escutar
Os corações cansados que em breve vão lentamente parar

As penas chamuscadas,as roupas rasgadas e a neve
Não há como negar,o abismo é atingido com a marcha
A procisão de ex-anjos,derrubados por um dia breve
Congelados e adormecidos,será que é tão escassa?
A alegria para os que se aventuraram e desobedeceram
Todas as orações: Oh Pai até hoje não esqueceram

Olhando do céu por dois mil anos,esperando o nada
Adormecido nas nuvens por tempos tão longos
Será que tuas mãos ainda estarão sobre nossas asas
Na hora quando finalmente desapareceremos
Existe esperança?Porque não a vejo em meus olhos
Será que em morte poderemos enfim ter nossos sonhos

Procisão dos caidos,cada passo em um grande fim
Sempre que nos perguntavamos,as respostas não vieram
No leste enterrada a babylônia que foi tudo para mim
Andando entre os caidos,onde nenhum deles esqueceram
Será que um dia ele pensou,só pelo menos uma unica vez
A chuva pode cobrir tudo pois afogada será a insensatez

Nas cinzas sempre teremos nossos lugares de conforto
Em noites solitárias mas nunca solitário de fato
Caindo um por um,a graça vai lentamente nos deixando
Existe algo que nos redima pelo crime que nos derrubou?
Andando entre os caídos,cada passo adentro da escuridão
Em estradas mortais e amargas que nenhum anjo já andou

Nenhum comentário:

Postar um comentário