As vezes eu escuto um sussuro nas sombras
Me questionando por onde até hoje eu andei
Espero que entendam que apenas segui as ondas
Fui levado na solidão aonde quase me afoguei
Me pergunto incensamente se preciso dessa dor
As asas incandecentes,enegrecidas com meu temor
E dei enormes goles do sangue que me tornou
Um dos caidos,e meu segredo é bem encoberto
Pois a estrela guarda o mais alto que alcançou
E em cada passo eu dou juntos aos do medo
Andando entre as sombras,entre os mesmos iguais
Todos eles tem contos que escutados serão jamais
Todo esse fardo,caminhando lado a lado com os caidos
Enquanto me permetia uma ou outra lágrima no chão
No bosque do nunca amanhecer onde olhamos os feridos
Sorvemos do seu vinho vermelho,esperando uma canção
Para amenizar a dor que não é desse mundo,e só escutar
Os corações cansados que em breve vão lentamente parar
As penas chamuscadas,as roupas rasgadas e a neve
Não há como negar,o abismo é atingido com a marcha
A procisão de ex-anjos,derrubados por um dia breve
Congelados e adormecidos,será que é tão escassa?
A alegria para os que se aventuraram e desobedeceram
Todas as orações: Oh Pai até hoje não esqueceram
Olhando do céu por dois mil anos,esperando o nada
Adormecido nas nuvens por tempos tão longos
Será que tuas mãos ainda estarão sobre nossas asas
Na hora quando finalmente desapareceremos
Existe esperança?Porque não a vejo em meus olhos
Será que em morte poderemos enfim ter nossos sonhos
Procisão dos caidos,cada passo em um grande fim
Sempre que nos perguntavamos,as respostas não vieram
No leste enterrada a babylônia que foi tudo para mim
Andando entre os caidos,onde nenhum deles esqueceram
Será que um dia ele pensou,só pelo menos uma unica vez
A chuva pode cobrir tudo pois afogada será a insensatez
Nas cinzas sempre teremos nossos lugares de conforto
Em noites solitárias mas nunca solitário de fato
Caindo um por um,a graça vai lentamente nos deixando
Existe algo que nos redima pelo crime que nos derrubou?
Andando entre os caídos,cada passo adentro da escuridão
Em estradas mortais e amargas que nenhum anjo já andou

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