~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sábado, 16 de abril de 2011

Sonhos Aquáticos


Enterrado além do crepúsculo,jazendo imerso
Apenas uma história distânte dentre tantas
Sombras derradeiras,escritas em um verso
Sementes do medo,árvores de folhas chamuscadas
Uma vez um santúario,agora é apenas um cemitério
Rosas desvanescendo sem o menor sinal de amaranto

Ah Híade,recebemos as mesmas promessas,destinos
Muitas coisas são tão ocultas e eu não entendo
E também não vejo motivo para continuarmos vivos
Já que por dentro somos apenas muitos sofrimentos
O sonho já se foi,no azul tão avassalador e cruel
Eu deveria ter pego quando tive chance o anel

Carícias do medo,meu coração padeceu mas me veja
A rainha das águas jaz adormecida mas eu não
Então por Deus eu quero sua voz como contenta
Já que seu calor está longe de minha pequena mão
Promessas-você disse que estaria comigo,mentiu para mim?
Eu sempre soube quer iria querer que fossem verdades no fim

Ventre dos mares,dê vida ao que me torna insensivel
Misterioso céu,os círculos eu prometo não esquecer
Mesmo que onírico,descansa meu desejo tão risivel
Apenas suas mãos,uma vez mais algo para poder ter
Perdoe-me Híade por querer tentar,mas logo me deitarei
Ao seu lado,imerso em águas frias,ao teu encalço irei

Mar de tristeza e chuva de lágrimas,minha alma aquosa
Não sei como escapar além do sono,talvez durma eternamente
Portas do medo eu as abro,minha chave tão lustrosa
O paraíso jaz nos braços de Morfeu e de sua estridente
Dimensão,durma tão calma minha princesa pois está segura
Em terras milhares de vezes mais densas e muito profundas

Os sonhos se foram e só resta a morte para nós dois
Um milagre ainda estamos de pé,depois da decepção
Híade,guarde seu mistério para eu contar depois
Tendo em vista,correntes marítimas em um coração
Turbilhões de um último suspirar,espero o crepúsculo
Dos tempos,trazendo um descanso em grande sepulcro

Jazendo tão fundo,nunca mais ví o sabor do sol
Apenas o azul oniciente cercando a escuridão
O fim dentro do ocêano,meu sonho não é mais um prol
Findado para eu e ela,mas enterrado até o pulmão
Respirar foi tão dificil,milagres divinos-Oeste
Não mais norte ou sul,apenas de onde você vieste

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