
Deus,queria eu uma vez mais velo
Em uma lua brilhante e sombria
Lágrimas acalmem-se do pesadelo
Morte,um poeta me consagra
Sinuosa é a estrofe escrita do amor
Só um grande desenho poderia compo-lo
Toda essa imundice deixou um rastro
Em meio a águas tão puras e tristes
Sei muito bem que é mais que um astro
A lua e o sol que ainda no céu insistem
Em olhar as tragédias que dilaceram os olhos
E eu tenho medo,medo que não passe de um sonho
O que minha grande dor me disse para criar
Será que eu posso te ver nas águas do mar?
Uma vez me disseram que alegria era mascára
Que eu mesmo eu logo tratei de colocar
Sei muito bem que o que sou dorme escondido
Mas você se importa?O amor não esta perdido
As nuvens cobrem as visões das estrelas
Toda esta cegueira está me sufocando
Toda prosa que escrevi esta nevada
Cada linha coberta por um manto devasso
E meus olhos são mais afiados que os do lobo
Captam a beleza de estar-se na sombra do mundo
Cada palavra só nasceu do meu amor
E a distância prescreveu minha memória
Letárgica as vezes esqueço o que é compor
Pois só vejo a mágua transparecer outrora
Rasgada as fontes que deixei minha caixa de Pandora
A partir de hoje poderei mandar sombras noite a fora
Os invernos mais severos,as lágrimas de cristal
Tão disperso,será que escapou por entre meus dedos?
O sonho de ter no coração alguem mais que igual
Desejo mais lúcido entre a loucura criada pelo medo
Não desfrute do campo de rosas pois seu veneno é fatal
Cada pétala traz um único verso criado de uma dor desleal
Só me dê mais uma noite com ele para lembrar
O mundo que escureça as próprias águas
Este fardo é demais para um escritor proporcionar
Talvez hoje ou nunca,terá fim uma grande mágoa
Cada verso perfeito e perfumado nascido do medo
Estrofe por estrofe traduzindo o que é meu desejo

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