
Os zodiacais apenas observam sua queda
Tocando o solo terrestre com seu branco
Uma charrete pelos corvos é puxada
Guardando a caixa de Pan dentro do abismo
A graça nevada,em faces cintilantes de lágrimas
Presa em remorsos,deixando sua alma sufocada
Dentro da mais profunda e tenebrosa noite
Ela baila nos bosques mais sordidos do mundo
Os mares ela enfurece com sua força decadente
Ri tão alto da gravidade que vigora em tudo
Lançando seus raios em todas as direções
Atrás do sono enterrou no solo suas emoções
Nas noites mais obscuras pode ver seu choro
Sorver das lágrimas que darão brilho eterno
No peito uma flecha sangrenta como um elo
Ligando-a aos solidos muros do tempo babilônico
Esquartejando a própria esperança eu a ouço
Perto de mim,um fragmento dela trago nos bolsos
Nos desandares mais amargos,ela derrama o sangue
Ferida no peito ainda desce todas as noites
Brilha procurando seu amado,mas sempre como antes
Frustra-se e enfurece-se,forte não fosse
As estrelas se ofuscam em luto ao inevitavel
Querendo que ela torne ao céu tão paupável
"Volte deixe-nos consolar teu coração
Observamos de cima toda sua sina
Então retorne segurando nossas mãos
Secaremos tuas lágrimas aqui em cima
Te faremos forte para que esta flecha
Nunca mais doa,tiraremos ela em uma era"
Guiando em tom soprano o adormecer dos tempos
Cantarolando confinada no próprio amor ela segue
O sol finda sua jornada até que nos adventos
Do crepúsculo ela põe teus pés no chão inerte
Atrás do vínculo deixado por seus pecados
Estendendo a visão para o céu despedaçado
Em campos do paraíso,levada em sua busca
Mais uma única noite para se viver
O brilho deixado de lado pelo amor que o ofusca
Mais mil flechas em direção ao peito para morrer
Eu posso escutar a lua chamando quem ela procura
As estrelas aflitas querem que encerre sua angústia

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