Rainha prima-dona desfeita e bela
Tuas faces para meu proprio deleite
Vocais perfeitos e perfumados como erva
Mãos puras pousadas sobre o teu ventre
Dignidade posta de lado em uma visão lírica
Voz que aos papéis operásticos concede vida
Beber de teu sangue,provar de tua voz
Erguer peças ao teu nome,em tua homenagem
De toda a vida es minha única algoz
Minha flor em juventude para eternidade
A luz ilumina suas lindas feições por horas
Em meus sonhos o mundo é apenas paixão e opera
Um canto soprado dos lábios formosos e vermelhos
O desejo de te possuir em primervas da juventude
Desabrochar da música,as faces em meu espelho
Apenas mais um instante devasso e então a plenituda
Grandes versos escritos por mim,sou seu amor e só me veja
Eternamente serei um escravo de tua musica vossa alteza
OS cabelos ao sabor das ventanias,densos como o ébano
Curvas tão virginais e tão cobiçadas pelo mundo
As notas tão altas alcançadas em soprano apenas dramático
Uma pele tão branca como o marfim mais puro
Palavra por palavra estuprada por sua alta beleza
Meu pecado maior foi me viciar nessa enorme tristeza
Cantos das sereias entonados no tom de coloratura
O corpo para o banquete maior dos meus olhos
A lua se esconde quando sua presença toma postura
Ofusca estrelas,olhando para uma princesa de contos
Os frutos de Eva para a honra de teu canto divino
Guiando os sonhadores em tons e letras tão cativo
Escrevendo para teu brilho,rejuvenecento meu âmago
Apenas o maior desejo cria histórias dignas de tí
Papeis eróticos espalhados em teu corpo
Noites sem sono para o compor da dor que mais sofri
O poeta se põe aos teus pés,beija suas mãos
Pele tão branca que logo inflama desejo em meu coração
Uma vênus da ópera feita completamente de leite
Guiando personagens,vocais de soprana espinto
A chuva de lágrimas para que meus olhos se fechem
Suas horas de jubilo e meus sussurros em que minto
Toda a realidade,tranco-me nas minhas fantasias
Poderoso é o vocal que escurece o coro de ninfas
Em faces brancas pelo luar,minhas mãos frouchas
Profundo é o amor que me faz criar para tua alma
Maior serão as marcas deixadas nas cochas
Seios virginais,uma moça que repousa intacta
Prima-dona egoista,tem meu coração em palma das mãos
Lembranças dos tempos em que maior eram as canções
Em uma peça de ópera,brincavamos em pleno éden
Danças devassas em campos do verdadeiro paraíso
Seu toque em minha pele,como espadas que ferem
O sol não tem o teu brilho nem pássaros teu canto
Guiando em Mezo soprano,sussurrando fantasias infinitas
Tão doce é teu gosto,como uma fruta viciante e maldita

Nenhum comentário:
Postar um comentário