~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

domingo, 24 de abril de 2011

Caindo no próprio acordar


Neste momento eu vejo tão clara
No florescer de memórias fantasmas
Como sinfonias de vozes tão razas
A mercê do frio e do vazio em massa
O silêncio compõe o vél cobrindo o céu
Pequenas mentiras chovem e destroem meu papel

Posto ao pó estrelas que preencheram o zoodiaco
Transpassado,nunca esquecido ou mesmo superado
petálas negras para meu amor escondido e perdido
Finalmente nos vimos abaixo do que foi um destino
Memória sórdida,eu já posso ver um verso morto por nascer
E finalmente arrebentando nos mares,meus olhos conseguem ver

É tudo que me resta,a sombra para habitar meu sono
Caindo em despertar,dos passos dados em tão densa morte
Não mais sonhos e sem mistérios,apenas um parco horror
Do qual eu mesmo tecí a trama que descansa sob o leste
Sem sensações ou jardins após o transparecer do mundo
Nunca soube ao certo se teria em mãos aquele futuro

Mas caindo no próprio acordar,dei passos tão incertos
Só agora vejo,me guiei por dois sonhos que quis compartilhar
Um deles era ter alguem no peito mas o outro no fim dos tempos
Mostrou-se apenas sonho e assim nunca irá se realizar
Então abram-me os olhos,por mais desperto que seja o desejo
É apenas uma queda,como a queda do meu coração ao esconderijo

Onde enterrei meus versos brancos dos sonhos que tramei
Tão frio,deixei meu espírito no silêncio do gelo eterno
Neste momento os olhos não mais enchergam,pelo que sei
Transpassado,nunca esquecido ou superado esse ento
Profundo na minha carne,a chama lambendo meus pulsos
Como em morrer,meu Deus é tão alerta este impulso cruél
E eu remendo e costuro as mantas para cobrir todo o céu

Minha defesa,palavras estupradas e rasgadas ao meio
A própria cobiça garante meus olhos bem abertos
É tudo que me resta,sem destino,sorte ou um caminho
Sem segredos fica tão simples perceber os erros
Deram-me asas,eu as decepei totalmente pois voar
Não é para mim,meus pés preferem o solo tocar

Uma chuva para lembrar quantas lágrimas tem o mar
Tão esquecido,nunca vai morrer meu desejo impossivel
Mesmo que meu despertar seja forte,o sono ainda vai levantar
Cobrir o mundo em sobras e nesse dia a morte será plausíevel
Mesmo assim,sozinho é tão dificil continuar respirando,até minto
Que poderei ter meu minha maior dor concedida no último suspiro

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