
Olhar sempre ganancioso para os outros
Nunca se contentou com o que era para sí
Acho que possuir o mundo era um sonho
Sonho que agarrou bem perto,enterrado no fim
Principe da cobiça com os olhos negros como corvos
De furtos é formado seu reino até os portos
Você olhou minha felicidade,minha rima
Leu meus versos e os quis para usar
Apenas desejava algo para a cobiça
Canções dos mares para poder descansar
Sua inveja cobriu o mundo,sufocando tudo
E quem gritar era morto em um ou dois segundos
Diga-me o que quer de mim,no sol da meia noite
Tão alerta para obter sua ganancia,seus supérfulos
Saiba que sou o poeta mais pobre que existe
E apenas posso oferecer meus versos estuprados
Enquanto escrevo metido em minha doca de pesadelos
Uma voz lírica e doce,essa é a voz do medo
Corte meus dedos,arranque os olhos do pecador
Nada que tenho pode contentar seu desejo
Talvez meu sangue possa pintar algum retrato
Ou meu corpo alimentar os campos de cortejo
Espalhados no ar meus papéis,cada inspiração miserável
Ria da minha prosa,mas que o sentido é tão palpável
Perigoso é aceitar teu banquete e se envenenar
Arrastando as mãos sobre o mundo e o abraçando
Nem mesmo Aslam poderia conseguir te parar
Acorde,fui apenas sonhador no papel amassado
Como foi se apaixonar pela vênus e cortar suas mãos?
Deus se pergunta porque esqueceu de te dar coração
Do lado oposto do oceano esta o norte
Deleite-se com a carnificia que pode criar
E deixe abrigar-me na sombra da morte
Escreverei cartas,até quadros posso pintar
Só não force o sol da meia noite derreter meu gelo
Assim não terei mais nem minha parca prosa de medo
Os cantos dos rouxinols,pois decaptou cisnes
Um soneto perfeito para ser posto na sua cova
Estancada seja a cobiça que em bater insiste
Sempre com os olhos ganancioso para uma nova
Nova fantasia,novas mulheres para aterrorizar
Que rosas negras ladeiem sempre o lugar que andar
Diga-me o que deseja de mim!Grite por favor
Se nem mais o sorriso da minha Afrodite vejo
E devorado pela luxúria foi meu amor
Quer um verso encantador?Procure sem te-lo
Apenas da maior dor uma vez nasceu o que queria
Morto foi o poeta que escreveu aquela poesia

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