
Esconda a sua tristeza com a bondade
O paraíso se mantêm inalcançável
Em um rugido de Régulus a verdade
A estrada desabou e cair é inevitavel
Mas que a morte,se mostre generosa
E seque todas as suas lágrimas sinuosas
Observando do moisés as estrelas
Deitado naquela pequena prisão
Elevando as mãos,sem poder te-las
Que as nuvens nunca tapem a visão
Ali tão perto mas tão distânte jaz
Enquanto ele estiver ali,não terei paz
Que a estrada para o amor venha a ruir
Enquanto eu olhar para o céu e ve-lo
Os fantasmas se manterão,não irão dormir
E a criança olhará o alto cheia de apelos
Num balançar da brisa,a tempestade morra
E com isso o sol finalmente se ponha
Até o último súspiro,o medo cresceu
A mágoa tomou forma e vida própria
Você os alimentou,agora já faleceu
Mas mesmo assim,eu sabia a história
O ódio eu jamais terei no meu jardim
Mesmo se só for o que remanecer no fim
O amor e a tristeza,não deveriam andar
Tão juntas,nem mesmo em palavras
Mas mesmo assim elas sempre vão estar
Desconsolando todas aquelas almas
A esperança se partiu,ficou retalhada
E mesmo assim ainda tenta se remontar
Mascare o choro com um sorriso gêneroso
Mantenha-se na estrada diante do norte
A agônia fornece a paz e um colo bondoso
Para enfim se entregar ao abraço da morte
Memórias apagadas com a luz de uma vela
Porém aquele coração o seu amor ainda zela
Nas grades,cartas escritas sem destinatário
E as palavras que doem são as não ditas
O conforto está só nos braços do imaginário
Onde aquela pessoa é realmente inesquecida
Em um Oasis,nas sombras das lágrimas caidas
Do outro lado,onde a mágoa é só infinita

Nenhum comentário:
Postar um comentário