~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Andando sobre as águas


Nós caminhamos sobre e através das águas
Nela vemos refletido o que escondemos
Um espelho para nossas lembranças amargas
É quase impossivel que seja um pesadelo
O que o cristal azul nos diz de soslaio
Andando sobre as águas densas,chuvas de março

Cada lagoa banhada pela lua,refletindo
É tão assustador e belo,longe do mundo
Um sonho que emergiu do abismo profundo
Abrindo para nós das portas do atlântico
Estamos flutuando nas águas de antes do despertar
Os cisnes nos ladeiam para poderem observar

Andando nas águas do mar,tão salgadas
Quantas histórias elas podem nos contar?
Talvez todo esse sal venha de lágrimas
E que fúria esta reservada neste mar?
Quanta vida há em teu seio,nesse instante
Sobre tí vejo riqueza enquanto andamos

Andando nas nuvens densas como um véu
Cobrindo o sol e a lua,deixando sombras
Como pode a água voar livre no céu?
Andando sobre águas aladas,as nuvens
Mas logo vão descer,devem tocar o solo
Alimentar as vidas que esperam estoicos

Andando nas chuvas,águas caindo na terra
Parecem o choro do céu,ou da grande Deusa
Matando a sede das árvores que na primavera
Vão florescer e brilhar,mas nessa estação apenas
Andando pela chuva,atravessando o céu estrelado
Qualquer um que andar pelas águas será purificado

Andando pelo gelo,tão duro e frio como tristeza
Geleiras árticas,teu frio criou um coração polar
Sua força imponente,parando o fluxo do que,certeza
Nunca irá parar de fluir,a água que irá sempre andar
Pelos cantos do mundo,trazendo vida e morte no caminho
Como é frio sem você ao meu lado,as vezes até desanimo

Andando pela neve,branca tudo cobre e anuncia o natal
Transapassando a tempestade de inverno,bela e sufocante
Cobrindo tudo que toca com um manto as vezes letal
Mas o degelo é também breve e água torna-se em instante
Andando sobre as águas,onde tudo olhamos com a graça nevada
Apenas caminho ao teu lado,observando o transmutar das águas

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