
Oh realmente sou o poeta mais pobre
Cada verso é um fracasso,um contento
Para aplacar um vazio que não se cobre
Apenas um amoltoado de dor e sofrimento
Crave a espada no meu peito,decepe o coração
Alerta para a morte de uma brincadeira de paixão
Que deploravel,escrever para o âmago da noite
Como doi,eu nomeei todas as minhas dores
Estúpida criança,não vai ser salva sua peste
Então grite em agônia,é apenas um dos horrores
O sonho já acabou,estancado e carregado para empatia
Cerrado está o sonhador,eu odeio essa poesia
Exterminado o desejo,esta é minha última prosa
Possivelmente o nojo e o rancor vão enegrecer os olhos
Do poeta que se sente ludibriado,chega por hora
Meu deus,como eu deixei de ver que era apenas um sonho
Este confortmo momentâneo,arraste-me para o abate
Estupida alegria,o oceano de desespero te devorou
Que triste,minha rosa está arruinada e murchou
Tão alerta,foi só orgulho e um pouco de cobiça
Aproveite,agora sim esta morto o sonhador
Queime-me,a culpa foi minha,pois só queria
Um sorriso,mas era egoismo demais essse favor
Canções do vento,para a calada da noite,silêncio
Este é possivelmente meu último e agressivo contento
A grana estupida é minha,eu queria usa-la bem
Enfie uma estaca dentro do meu peito,gire-a
E não pare até que a morte me abrace também
Escreva uma opera com meu sangue de tinta
Então deboche da minha rima,rasgue minha prosa
Não haverá outra,porque odeio escrever essa droga
Arrancadas as flores,escurecidas as águas
Lindo é apenas no papel essa grande ruina
Então deixo para o nunca mais essa mágoa
Nunca esquecido ou superado,agora só sina
Sem mais fatos,sem mais mistérios para futuro
Se desejar,andarei sozinho no completo escuro
Enfie um punhal no meu peito,enterre-o
Eu te amo,só queria que isso fosse claro
Nunca quis comprar seu amor,nem mesmo te-lo
Só pensava em deixar um presente adorado
Queimairei esse livro maldito,não posso olhar
Ele me lembra do quanto errado foi querer sonhar

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