
Uma vez,você foi tudo para mim
O sonho mais lindo e inalcançável
Mas era apenas um sonho no fim
só a ilusão se mostrando tocável
Cantos anunciam tempos de solidão
Sem nada está a minha pequena mão
Olhando debaixo,um abismo de gelo
Construiu sua vida em meio a tempestade
Os ventos como navalha em faces de medo
Costumava te observar na enfermidade
Apenas cobiçando aquilo que nunca seria
Algo que jamais,nem mesmo na morte valeria
Águas de antes do acordar total da vida
Quedas roxas em imagens de completa agônia
Bastilha dos anjos,a queda será sua sina
Mas tragam-me alguma lembrança querida
Para afogar no amor e na falta em espelho
As fragâncias do mar apenas para um pesadelo
Trazendo sua lembrança,uma triste e amarga
Memória esquecida,que bem no fundo jaz
Adormecida por mil anos mas se levanta
E enquanto ver seu rosto,não terei paz
Minha agônia é por você,e minhas lágrimas
São das feridas que me causou,ainda válidas
A bruxa da floresta veio em minha jornada
Viu no futuro o amor,provações e esperanças
Na calada da noite,névoas densas e pesadas
Vendando as possibilidades,somente a dança
Dos ventos continuava levando uma folha
Com versos brancos,escritos por quem sonha
Até atingirem aquela triste memória
Aquela feiticeira profetizou a dor
Mesmo assim,disse para não ser utópica
A beleza que nasce do profundo horror
As estrofes cantadas que ainda podem valer
Um sonho digno,pelo qual se vale a pena morrer
O primeiro grande amor dorme longe
Com nome de anjo,agora indiferente
Para um alguem que tem algo distânte
Abraçado as estrelas tão impotente
Sem ao menos se importar com o sofrimento
Pois nada mais tem dentro do peito
Carregue-me até o inferno,ou vire-me a face
A rosa negra já se decompõe no frio da noite
Se a estrada não é clara a morte e sua foice
Podem ser um caminho sem tantas negras nuances
Glórias de um amor fantasma,levo para minha casa
Se eu me perder,sei que só tenho a frente uma caminhada
Na maior escuridão,apenas um garoto assustado
Acerte-me no peito com uma flecha vermelha
Eu ainda posso te ver dormindo tão profundo
Em um conflito de desejos,levando a bandeira
A redenção nos braços incertos de uma deusa
Levem-o até os degráus em que há a contenta
E eu ainda consigo te ver dormir intranquilo
Eu te amo por isso perdoei sua fera interna
Mas mesmo assim suas ofensas deixam vazio
Um buraco cavado pela criança entristecida
Andando descalça na neve,sucubindo ao frio
Qualquer um se veria dentro de um congelado rio
Cravada em minha carne está suas palavras
Lambidas pela serpente e seu veneno feroz
Quantas tristezas ainda serão mostradas
Queria apenas ter pelo vento a sua voz
Escutar desejos e saudades,o primeiro
Dia não vai voltar,mas por isso não lamento
Enterrado dorme na caixa as imagens
Que valeriam pela eternidade,mas nada
Realmente é eterno,as estrelas da paisagem
Noturna um dia vão se apagar e nas águas
Ficara a lembrança do reflexo do céu sombrio
Novas estrelas nascem e retomam o grande brilho
A feiticeira trouce meu amor em seu colo
Cantou-lhe professias e prosas esquecidas
E eu continuo compondo para que no futuro
Não seja invalido meu esforço,mas aflita
Está por saber,que sou o bardo mais pobre
Cuja canção não toca seu coração nobre
Quando o dia previsto chegar,deixarei para trás
As armaduras que trago,pois não haverá o que proteger
Finalmente o peso será maior,devido as mágoas
Os olhos pesados,não mais o poderei,como quero,ver
"Deixe-me em paz ou siga-me na estrada de espinhos
Não pode reclamar,pois foi quem escolheu este caminho"
Olha no espelho,não é a minha imagem que aguarda
Guie-me até o abismo,depois pode de lá me jogar
Mostre-me que não vali,desde o princípio,nada
Como que na chegada,quando não pude levantar
Eu estarei de pé e pronto,olhando o sol se por
Tão quieto e triste,enquanto morre meu amor

Nenhum comentário:
Postar um comentário