
A sombra da lua esconde e tapa
Lágrimas que brilhariam como prata
Superado nunca,mas não intacta
O mundo fora do berço esta lá
Um coração com tantas cicatrizes
E um amor acabado que ainda insiste
Um réquiem funerário,cinzas no céu
A paz esta na morte,no seu beijo
Que os caidos se encontrem com gabriel
E em seus braços tenha seu desejo
Deitar-se,curar aquilo que as prende
Encontrar também alguem que as entende
O caminho para o amor é o inferno
As paixões,chamas que te lambem
Não desaprecie o que ainda é eterno
Notas no piano,os Deuses que me mandem
Uma caixa na qual eu vou guardar lembranças
As grades do meu berço na ponta eram lanças
Todas feridas de um coração apodrecido
Nas voltas da roda da fortuna,que o Papa
Olhe por mim e reze,esse é o meu pedido
As rédeas do carro,o destino aguarda
Decisões a serem tomadas mas que terão
Estragos enormes,conhecidos de antemão
Que o caminho se mantenha,as asas abertas
Ouse voar,acredite para dar um passo ao achado
Todo monstro vai ter que descobrir na fera
Algo para poder dormir na tempestade de inverno
Enquanto a rainha do gelo soprar sua neve
Cristalizando o coração,deixando tudo inerte
Um paraíso de palavras montado peça a peça
Desmontado pelas mesmas palavras que eram base
Desejo que o sono seja onde novamente possa
Contruir ilusões duradouras,que não se acabem
O sono de morte,na imperfeição e no fim esta
Algo que um coração machucado pode cicatrizar
No balançar do berço repousa a esperança
As lágrimas continuam sinuosas pela bondade
A liberdade é uma lembrança na pequena praça
E o amor é só uma canção de ninar sem maldade
Em um último suspiro,segurado para sempre
O norte se perdeu,agora não mais convem

Nenhum comentário:
Postar um comentário