
As noites congeladas e vazias
Ele caminhava com seu ursinho
Inocência em um rosto sério
Tudo que ele quer é carinho
Alguem que o ame como mãe e pai
Enquanto espera,na noite ele vai...
Um pequeno andarilho triste
Imerso em solidão ele jaz
Na noite neva e o deixa sorridente
Mas o conforto se esvai
O frio lhe machuca,não pode brincar
As casas emanam conforto e calor
Anjos de neve são uma distração
Mas para ele não existe amor
Isso muito doi no coração
Ele abraça seu ursinho,sua familha
Por um momento seguro,ele sorria
Em sua imaginação era amor eterno
Para sempre um conforto paternalista
Garoto solitário e incerto
Seu sofrimento lhe cobria a vista
Não enchergava futuro ou consolo
Apenas com o brinquedo de apoio
A falta de calor é mais pulsante
Ninguem lhe deixa se abrigar
As lágrimas se tornam constante
E a fome consome seu olhar
O sono é tão forte e acolhedor
Em sonhos fugir de toda a dor
Dormir seria a morte
Mas valeria a pena viver?
Sua alma se parte
Na neve talvez esmorecer
As portas lhe foram fechadas
Os anjos o abrem as asas
Ninguem lhe oferece atenção
Viram suas costas e partem
Apenas os céus o guiam pela mão
Os flocos brancos ainda caem
Amanhece um rosto amargurado
Por todos ele foi abandonado
Se ao menos mãe tivesse
Ao menos tivesse amor paterno
Por mais um minuto ele estremece
Muito frio é o inferno
E não há onde cair e repousar
Por este motivo se põe a chorar
Um coração fragilizado e carente
O urso repousa no chão branco
Seu dono adormece poente
Os olhos terminam o pranto
Ele dorme,seu urso o vela no fim
Abandonado,um ultimo suspiro enfim...

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