~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ultimas Lágrimas Sangrentas




Até depois de percorrer a lágrima
Eu ainda estarei de pé,
Ainda ouvirei as vozes...

Eu sei que você ainda se lembra
De um momento que tivemos
Eu sei que esta memória terna
Não desvanesce,nem com tempo
Você nunca vai esquecer minha voz
Sussurrando em seus ouvidos após...

Um crime perfeito e maldito
Sem remorço,ouvia meu nome
O ideal era um tanto neofito
Mas matar até que foi doce!
Até a ultima lagrima sangrenta
Eu te chamava,você ouvia minha ementa

O choro vermelho me tomava
Eu sabia que era errado mas..
Também lembrava de uma oitava
Lição divina em meio a trevas
Bebericando da taça,o conhecimento
Mas nunca me traria contentamento

Deus me diga:
Será que ele e você me amam?
Talvez o mistério seja uma sina

Até o amanhecer não sou gente
Não sou humano ou racional
Apenas mato,mato condolente
Pois sei que este é meu Mal
E seu também...
Esta verdade me faz refém

Eu grito a noite,cortando silêncio
Minha foice esta gasta de tão usada
A maior satisfação é a vítima morrendo
Enquanto dilacero sua garganta
Eu sei que esta errado mas eu vou
Sobreviver e matar,nunca mais soou

Em meu coração sinos de bondade
Sobre uma pequena capela,mais corpos
A cruz se torna carmesim,a deidade...
Chora e eu choro,num fundo do poço
Jaz quem sou,apenas um assassino
Mais um qualquer ao mundo frio

Nunca antes houve um fantasma de remorso
Até crianças,já sofreram em minhas mãos
Não há clemência,nem piedade em meu rosto
Apenas lágrimas escarlates do coração
Que insiste em deixar púrpero a madrugada
E quando o sol nasce em um unica lágrima

Todos os homens que eu matei clamam
Pra eu morrer também,mas não posso
Pois há ainda precipitação...

Ainda me vejo na catedral a escutar
Ensinamentos divinos de outrora
O padre foi enforcado ao me inrritar
Eu tingi o crepúsculo e a aurora
De um vermelho vivo tão denso
Nada me serviu os oito ensinamentos
Pois sou um monstro
Apenas com isso me contento

Continuo a ceifar noite adentro
Silêncioso,mas ainda choro
Pois sei que estou morrendo
E jamais dos anjos ouvirei um coro
Antes das ultimas lágrimas secarem
EU me perderei em toda eternidade...

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