
A vida se recolhe timidamente
Uma vez que em toda uma era
Seu fim sempre foi iminente
Mundos inexplorados a espera
Eu almejava um poente fim noturno
Para poder me despedir do mundo
Para meu Deus eu prorrogo minha cina
De cachoeiras salgadas nasce um vazio
A verdade final é que ninguem imagina
O sofrimento que me torna sombrio
Mas me imponho como um menestrel vermelho
A trovar enquanto se passa o tempo
Das minhas cantigas,um choro inocente
As cordas do meu alaúde,trovas da noite
Cantando contentamentos imortais,imponente
Encontrarei nas ondas obscuras meu consorte
Os sons divinos que me saem ressoam e resplandecem
E no meu peito o vazio ainda permanece
E nesta lacuna se encontra o poeta morto
Que me trouce inspirações para outrora
Minhas musicas me trazem algum conforto
E me lembram da pessoa que quero agora
Apenas para um eu escrevi minha trova suprema
E para este,continuo a compor mais um poema
Agonias jazem em meu peito abafado
Anos de luz serão trocados por trevas sublimes
E um novo som melancólico predomina desamparado
Para me saldar,o céu sorria estrelado
Eu dormia em sono embalado pela perfeição momentanea
Mesmo que esta felicidade seja breve e instantânea
O sol dorme em meio as minhas melodias
Dissonagem sangrenta de um despertar
Precioso sentimento de toda uma vida
Em meus instrumentos se põe a tocar
Encantando ouvintes,a todos domina
O sombrio som que a todos fascina
São os sons dos meus obstantes dons
A música é meu espelho e verdade
Meus pensamentos se tornam sons
Que irão ressoar por toda eternidade
Sons do alaúde que põe todos a ninar
Musicas sombrias que ressoam pelo ar

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