
Mergulhando em águas cristalinas
Sonhos do fim de uma era inteira
Ondas de um mar sombrio em neblina
Dia que se estende até a primeira
Lua que marca o nascimento de um mar
E como eu queria me afogar neste mar...
Durante um periodo lunar eu testemunhei
Das profundas sombras um oceano recem-nascído
Criado das lágrimas das almas,das que também chorei
Eu naveguei em segredos revolvidos
Maresias calmas,timidas e melancólicas
Desejo noturnos de toda uma época
Meus pés tocaram suas margens vasta
Minha boca experimentou de seu sabor
Oceano das almas que agora se mostra
Maior e imponente que uma noite de horror
Os corações são sempre tapados pela lua nova
Durante mil estações eu esperei para escrever em prosa
O que meus olhos lacrimosos não puderam ver
Seu rosto e seus olhos na água fina
Mas depois via os raios do amanhecer
E sofria por uma existência infima
Uma chuva reconfortante,os céus choram
Lágrimas vermelhas e sangrentas
O Jovem mar se torna vermelho vivo
As histórias se refletem em suas ondas
O vento narra a meus ouvidos
Epopéias passadas em trevas
Além de trovas,de menestreis distântes
Eu queria por um instante...
Me deixar levar por suas águas
A noite cai e eu a passo
Englobado numa cantiga
Os cantos da lua eu ouço
Oceano recém-nascido e sombrio
Das suas margens,emerge um Cônscio

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