~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Oceano recém-nascido



Mergulhando em águas cristalinas
Sonhos do fim de uma era inteira
Ondas de um mar sombrio em neblina
Dia que se estende até a primeira
Lua que marca o nascimento de um mar
E como eu queria me afogar neste mar...

Durante um periodo lunar eu testemunhei
Das profundas sombras um oceano recem-nascído
Criado das lágrimas das almas,das que também chorei
Eu naveguei em segredos revolvidos
Maresias calmas,timidas e melancólicas
Desejo noturnos de toda uma época

Meus pés tocaram suas margens vasta
Minha boca experimentou de seu sabor
Oceano das almas que agora se mostra
Maior e imponente que uma noite de horror
Os corações são sempre tapados pela lua nova
Durante mil estações eu esperei para escrever em prosa

O que meus olhos lacrimosos não puderam ver
Seu rosto e seus olhos na água fina
Mas depois via os raios do amanhecer
E sofria por uma existência infima
Uma chuva reconfortante,os céus choram
Lágrimas vermelhas e sangrentas

O Jovem mar se torna vermelho vivo
As histórias se refletem em suas ondas
O vento narra a meus ouvidos
Epopéias passadas em trevas
Além de trovas,de menestreis distântes
Eu queria por um instante...

Me deixar levar por suas águas
A noite cai e eu a passo
Englobado numa cantiga
Os cantos da lua eu ouço
Oceano recém-nascido e sombrio
Das suas margens,emerge um Cônscio

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