
Rainha das sombras eternas
Vingadora e viciada em luxúria
Ninfa prima-dona e sincera
Portadora da mais mortal fúria
Pois os seios imundos jamais
Amamentaram crianças ademais
Seu sorriso é de uma Vênus
Uma Afrodite sangrenta
Seu corpo erótico é leve
Dignidade que se lamenta
Uma Estrela sombria e amarga
Cujos lábios venenosos embreagam
As curvas virgens e sedentas
Honestidade e desejos á prova
Criando inúmeras contentas
Tecendo o invólucro agora
As cobertas da criança milenar
Uma mãe para se odiar
Vênus de luxúria desfeita
Aguardando um momento erótico
Virgem da boca sangrenta
Perturbando almas em estado estóico
Amaldiçoada ao extremo norte ela cai
Cadente,cortando o céu que se esvai
Uma visão sedutora e decadente
A Afrodite das almas plebéias
Cultuada indecentemente
Se corrói por não ser mãe eterna
Bebendo de seu sangue, de seus frutos
Bendito os futuros que estão partidos
Uma mulher amargurada e incognitiva
Graça miserável e posta ao pó
Bater de as asas negras e feridas
O anjo que jamais teve dó
Afunda em um oceano de pecado
Apenas procurando filhos abençoados
Todo o desejo maternal frustrado
Adormecido silenciosamente
Teu colo jamais carregou filho
Peito que nunca forneceu leite
Apenas pode segurar nos braços
Admirando com os olhos cansados
Uma Afrodite Sangrenta e obscura
Cobiçadora do amanhã da geração
Uma Vênus maldita e imunda
Guiada apenas pelo coração
Vadia do mundo frio e desolador
Mãe que jamais receberá amor

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