~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sábado, 1 de janeiro de 2011

Princesa Virgem



Rainha das sombras eternas
Vingadora e viciada em luxúria
Ninfa prima-dona e sincera
Portadora da mais mortal fúria
Pois os seios imundos jamais
Amamentaram crianças ademais

Seu sorriso é de uma Vênus
Uma Afrodite sangrenta
Seu corpo erótico é leve
Dignidade que se lamenta
Uma Estrela sombria e amarga
Cujos lábios venenosos embreagam

As curvas virgens e sedentas
Honestidade e desejos á prova
Criando inúmeras contentas
Tecendo o invólucro agora
As cobertas da criança milenar
Uma mãe para se odiar

Vênus de luxúria desfeita
Aguardando um momento erótico
Virgem da boca sangrenta
Perturbando almas em estado estóico
Amaldiçoada ao extremo norte ela cai
Cadente,cortando o céu que se esvai

Uma visão sedutora e decadente
A Afrodite das almas plebéias
Cultuada indecentemente
Se corrói por não ser mãe eterna
Bebendo de seu sangue, de seus frutos
Bendito os futuros que estão partidos

Uma mulher amargurada e incognitiva
Graça miserável e posta ao pó
Bater de as asas negras e feridas
O anjo que jamais teve dó
Afunda em um oceano de pecado
Apenas procurando filhos abençoados

Todo o desejo maternal frustrado
Adormecido silenciosamente
Teu colo jamais carregou filho
Peito que nunca forneceu leite
Apenas pode segurar nos braços
Admirando com os olhos cansados

Uma Afrodite Sangrenta e obscura
Cobiçadora do amanhã da geração
Uma Vênus maldita e imunda
Guiada apenas pelo coração
Vadia do mundo frio e desolador
Mãe que jamais receberá amor

Nenhum comentário:

Postar um comentário