Distântes carícias mortas pelo tempo
Derrubado do berço de cristal,meu menino
As águas estão lentamente secando
Eu poderia fazer o que nesse reino?
Apenas sinto sua falta,estou apaixonado
Os meus pés a tí seguiram, fiquei cansado
Eu ainda sinto tudo por você,aqui ou não
As minhas patas estão prostadas,eu te amo
Um dia eu queria poder segurar sua mão
Sou um monstro,esse fardo eu carrego
Divisando as águas,te daria atlântida se pedisse
Me doi viver sem você,estou perdido e afogado em imundisse
As sementes não crescem e se tornam árvores
Minha floresta esta morta pelo sofrimento
Os oceanos choram,maresias por meus temores
O que deveria te dar para um contentamento?
Eu sinto tudo por você,mesmo sem se importar
Doi o peito de fera por eu até hoje ainda te amar
Resguardado em um castelo,minha rosa morta
Teus braços são quentes,mas eu quero chorar
A beleza esta fria,trancada há mais de uma hora
Memórias em lágrimas,eu poderia não me humilhar
Pilares nos quais eu sustentava minha vida,rompidas
Águas fechadas, o céu morto nas trevas tão adormecidas
Eu sinto ainda muito por tí,poderia acreditar?
Orgulho da mãe,amado pelo pai e por mim querido
Você levou minha prosa,a única coisa á me consolar
Tomando meus poemas,sou apenas um monstro ridículo
Nunca tive beleza,apenas sonhei com ela para suportar
Estar apaixonado e perdido,por não ter a pessoa que amar
Poço de milhões de almas,ele não liga se eu partir
Eu estou apaixonado inutilmente,devia ter outra opção
Meu coração se renega ás ilusões ter que desmentir
Tomando minhas memórias,chuva quero uma destruição
Embreagando minhas lembranças,sonhos de uma fera perdida
Chorona e quase mansa,do mundo frio, uma besta ferida
Dias sem consolo,eu sou um monstro,só posso lamentar
Não me espanta essa distância,ele tem seus espinhos
Eu apenas queria não estar amando,poder me restaurar
Meu caminho é só uma lembrança,e o sigo tão sozinho
Meu tempo,afogado no medo,ele viu minha tristeza-lamento
Apenas posso colocar meus sentimentos ao sabor do vento
Um dia poderá me perdoar? Não sei como vim tanto a errar
Uma vez,é isso que eu queria,uma vez mais poder te ver
Estou perdendo minha alma,afogado no que quero negar
Oh Deus eu estou abaixo do mundo,esquecido e sem saber
Conhecí o amor mas fui ingrato,a rosa em meu peito decompõe-se
Condecorado pela beleza morbida,queria que ele nunca se fosse
Coros de anjos abençoai,é só o que eu peço,deixe-o feliz
O resto eu aguentarei,a dor será superada e eu viverei
Só peço aos céus o desejo á realizar é o que ele sempre quis
Meu choro será sem lágrimas,com esse erro eu aprenderei
Sou o Poeta monstruoso,abandonado no palco para a próxima cena
Páginas desbotadas e manchadas de uma história que me dá pena

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