
Eu Nunca me ví tão perdido na vida
Chorando um cálice vermelho e envenenado
Enquanto eu chorava ,assistia os dias
Passando pouco á pouco na eternidade
Porque só sou amado depois de morto?
Porque em vida me amam tão Pouco?
Pensaram em mim para poderem lembrar?
Eu não nascí impuro,apenas fraco
MOrto para o Iluminado,vivo para andar
Viver andando por todos os lados
Adentrando em um oceano do passado
Oferecendo a vida de bom grado
Meus olhos não viram jamais amor
Mas conheceram a indiferença
Por quanto mais terei essa dor?
As trevas me engolem como sentença
Enquanto eu enveneno meus sonhos embreagados
Volte no tempo para além do triste passado
Enquanto eu bebia do cálice dos mortais
A cada gole,perdendo o rumo ao norte
Fitando os desejos que amei mais e mais
Agora tornam-se passados,afogados na morte
Beber desse cálice é escolher as trevas
Que compõe a realidade desde muitas eras
Oh Porque só fui amado morto?
Para onde foi meu pouco amor?
Para que existo neste mundo?
Se apenas tenho rancor
Rezo á Deus para me abençoar ainda
Quem sabe possa descansar um dia
E voltar para o norte uma vez mais
Eu jamais tive amor na minha vida
Bebi do cálice das águas fatais
E agora estou nas terras frias
Esqueçam-me na memoria perdida
As sombras do alvorecer do dia

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