Noites melancólicas,caminhando em densa noturna
Os olhos de Deus se fecharam,solitário,saudoso
Meu silêncio,eu não sou importante para a penumbra
Que me cega,chãos de terremo mais que aquoso
Se ele apenas me abraçasse,o que eu sinto dorme profundo
Fundamentos do sofrimento,eu queria um dia poder encontra-lo
Então venha,meu amor venha e me dê seus olhos
Abrace-me enquanto ainda não estou perdido
Meus crimes são terriveis,enterrado em despojos
Eu matei um anjo e me banqueteei de seu corpo despido
A máscara da felicidade a todos embreagam,mas é mentira
Minha alegria já foi roubada por uma pessoa que não a queria
Deveria sorrir? Ser chamado de covarde e humilhado
Dancei nas sombras soturnas,queimando amor até o pó
Despi meu coração de sua armadura,mas foi inusitado
A verdade em uma lápide para sonhos,eu sempre estarei só
Sei que no ódio um pouco do meu amor cálido sobrou
Mas esta gota se perdeu em um ocêano que desabou
As terras das sombras,eu dou meus passos cautelosos
Ouvindo canções de maresias, o mar coberto por melancolia
Estive ao seu lado,mas sempre distânte como em sonhos
Agora nas trevas eu durmo e desejo nunca mais ver o dia
O céu me lembra-o,meu coração já é cacos, é ainda mais estilhaçado
Não deveria ter abaixado minha guarda e perto dele ter o coração despido
Ele se nega a minha presença,eu mesmo não me vejo em espelhos
Um montro afogado nas próprias tristezas, quem dera eu o matasse
Mas ainda sobra encantos pelo qual me motiva a querer ve-lo
Lágrimas,será que ele saboreou meu sofrimento,se eu novamente o olhasse?
Eu tornaria meu ódio em amor ou o afogaria em toda essa dor angunstiada
Provar de seu sangue e em teu pescoço os lábios repousar,apenas perdida
Noites de nostalgia,fiquei no fim sozinho,os dois eu perdi
Um se foi e o outro não habita mais meu coração quebrado
Sempre estaria comigo? Agradeceria se parasse de mentir
Apenas me deixe cair fundo em um buraco imensuravel
A tempestade de inverno me acorda,certamente eu o odeio
Mas só pelo motivo de cada vez mais eu ter de ama-lo
Baile e deixe seus escrúpulos,tú es tão anjo quanto demonio
No fim eu não tinha percebido,embreagado pelo teu sorriso
Mesmo assim meu crime não abranda,desde sempre fui côncio
Uma mentira que eu acreditei me desceu até meu abismo
Lá enterram-se anjos,eu o enterrarei com minhas lembranças
Circulos fechados eu nunca entenderei todas as suas nuancias
Apenas respiro meu amor perdido,preso em meu mundo
Enclausurado,me incomoda seu sofrimento porque o amo
O mal que te desejo é utópico,pois não quero esse futuro
Apenas desejo me afundar,nas cinzas é onde eu sempre fico
Coberto pela poeira e de cacos,aqui eu sei que devo estar
Morto e enterrado para quem eu quero e não quero olhar

Nenhum comentário:
Postar um comentário