
Queria eu ter asas e pular deste paraíso
Eu não posso pertencer ao Édem
Lágrimas aquosas que caem pelo rosto
Em tí vai jazer meu amor que recém
Nasceu,mas os braços meus já não o aquecem
Rogo para que este sentimento cesse
Uma estrela negra cai do céu infinito
Desejei que a morte me fosse simples
Rapida,sem deixar uma lágrima para o rio
Antes da Luz,haviam barras no meu berço
E eu me isolei neste mundo frágil
Distânte jóia que existe no mundo vil
Jogada aos demonios frios da humanidade
Mas eu queria esquecer do paraíso perdido
Posto que ele foi assolado pela tempestade
Deixei no chão os cacos do meu coração partido
Um dia eu não deixarei isso para depois
Terei de enfrentar o que meu já foi
Terras nevadas,eu concordo ao exílio
Sinuosas paisagens da vista molhada
A despedida me faz frágil e infímo
Mas me contento com uma ultima olhada
Em um advento,eu poderei me segurar firme
Por apenas um momento neste fim triste
Paraiso eu o esqueço da memória do coração
Desejo que o pai cuide de tí,como o amei
No final suas terras são gelo e temptação
Em você morre minha esperança de além
Esta morte me torna vazio e sem vida
Queria eu,não o ama-lo tanto ainda
Águas calmas,eu me banho na lua
Cavalgando nas estradas das lágrimas
Memória infíma,desprotegida e nua
Deixe-me ser então o que me chama
Um estranho na tempestade sem fim
Essa tempestade nada mais é para mim

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