~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dominios das Sombras


Folhas ao vento,as árvores enegrecidas
Águas manchadas por sangue,sangue vivo
O céu é tão enevoado,as estrelas perdidas
As dores neste lugar são menos cativos
Distâncias te fizeram perder afeto por mim
Eu queria que você ainda me dissesse um sim

Mas não importa,você me abandonou na floresta
Aqui os sonhos morrem,decompõe-se e estaginam
É enlouquecedor o jeito que as águas são mornas
Tão vermelhas e calmas,nada nunca as motivam
Cadáveres em seus leitos,afogados ou não
Nem um deles deixou de estender sua mão

Lua,seque suas lágrimas pois aqui são impotentes
Seus filhos cairam,as portas trancadas sem chaves
Um dia eu poderei olhar para trás e estar contente
A neve me consola,odeio a chuva pois é verdade
Que ela me lembra dele,tão amavel e doce,não morreu
Tudo que esta em meu peito,mas ele já me esqueceu

Meus olhos fitam o amanhecer esperançosos,mas só
Eu ábri mão da luz e do caminho de volta,pesado
É o fardo que carrego,até o dia que tornarei ao pó
Lápides e memoriais na terra,para meus irmãos passados
As flores secas em tuas mortalhas,meu amor em repressária
De lágrimas são compostas nossas próproas e únicas águas

Não aguento mais ver o sol,ele me impede a visão
Queria reviver o passado por mais uma única hora
Imersos em carícias o sono nos segura pela mão
Os pássaros levantam voo,no céu estão sem demora
Banqueteie-se do meu sangue,meu coração está aberto
Beba-me gota por gota,maior não será meu sofrimento

Cada passo dado para te seguir em meio de trilhas
A minha queda foi assistida mas você me foi mal
Agora não estranhe eu me hostilizar em richas
Minha ruina desejada,será sempre algo intencional
Me abrace ou me solte,se me ver,sangue terá nos olhos
Sinal de que abri mão da poesia e de meus demais sonhos

A beleza em meus olhos esvaidas nestas terras
Morto,também estarei por dentro e recolherei rosas
Que em tua imagem adornei por muitas e muitas eras
Meu sofrimento só é aliviado pela linda prosa
Mas ela ainda o mantem vivo,então morra tão maldita
Odeio o que escrevo,odeio amor e essa vida tão finita

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