~Sonhos-


Fecho os olhos,você me assombra
Entre o momento de acordar eu vejo
Tão perto alguem que me espanta
Vindo a mim como em desejo

O medo em perder sua imagem
Tão nítida e perturbadora
Teus olhos a me fitarem
Nesta tormenta sonhadora

Sonhos,durem a eternidade
Afastem-se de meu amado
Por ele renego luz e claridade
E viverei neste mundo

Sonhos,cantem a mim pra te ver
Paixão,Iluda me com suas mentiras
Neste mundo eu pude te ter
Não importando o passar dos dias

Tão quente e precioso
Queimando meu ser adormecido
Neste sonho tão formoso
Por você,ilusões tem vencido

Sonâmbule,se for capaz
Venha a meu chamado
O Destino que me traz
È ao lado de meu amado

Sem brilho em meu olhar
No silencio desolador
Quero a morte,á acordar
Do que separar me deste ador

Mesmo em sonhos eu te amo
E não quero me despertar
Tremulando em minha ilusão
O sol em breve a me iluminar

Se não puder estar em sonhos
Pelo menos me permita este sono
Em minha ultima hora,com sorte
Aceitarei então o sono de morte
por Alex Olzon

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Amanhecer Obscuro


Desde o principio estamos mortos
Nosso romance desbotado e decadente
Caidos em um vale de escombros
Meu doce cálice com sangue ardente
Eu o amo,mas amo mais meu sentimento
De dor e de desespero,sofrimento

No final da estrada das lágrimas
Os passos que demos são apagados
Uma vez já tivemos muitas estimas
Mas hoje estamos enterrados e mortos
Os olhos são escuros e veem o mundo negro
Da qual nasceu o mais doce desespero

Se eu tivesse de encontrar forças,tiraria
Do canto,da sua voz de canto dramático
Nossa rebelião se finda com a morte do dia
Mas cante,meu doce canto de som ártico
Notas dissonadas,carregadas pelo vento
Oh por esse som eu viveria mais algum tempo

Nessa prova de amor despido e crú
Eu dançaria nas nossas sombras
Quando estivermos mortos,no sul
Uniremos nossos corpos as tantas
Dois cadáveres se beijando,se amando
ME ame,meu amor eu quero estar ao teu lado

Finalmente findaremos nossa sede vampirica
Deixando a inoperante morbidez das trevas
E nos banquetearemos com os mortos da sina
Intoxicando nosso amor perpetuo de eras
Com o cálice demoniaco beberemos e finalmente
Poderemos respirar aliviado com o fim da sede

Uma sede por morte que é quase demoniaco
Valse entre os mortos,cante a procissão
Dos perdidos,da qual agora estamos
Procissão da mortalha,estamos em ilusão
Eu o reencontrei em meio as tão amargas cinzas
E eternamente estaresmo nessa nossa sina

Estradas de soturnos amanheceres calmos
Nos levem ao fim de um paraíso inferior
O pintaremos com a carnificina dos mortos
Demonios apaixonados que desconhecem amor
Mas nos amamos tanto quanto anjos,divinos
Afogados no nosso amor quente e cretino

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